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SINDICATO ADVERTE ITAÚ E FAZ DENÚNCIA À POLÍCIA FEDERAL

Banco tem 48 horas para responder ao sindicato (Foto: Wikipedia)

Banco tem 48 horas para responder ao sindicato (Foto: Wikipedia)



O Sindivigilantes do Sul encaminhou ofício à direção do Banco Itaú, nesta quinta-feira, com uma advertência para que o banco pare de utilizar os serviços dos vigilantes, de forma ilegal, na área externa das suas agências, em Porto Alegre e todas as outras cidades gaúchas onde isso esteja acontecendo.

No documento, o sindicato também adverte que o banco deve parar de exigir que os vigilantes façam atividades que não sejam inerentes à sua função, como controlar e organizar filas, orientação aos clientes e funções de recepcionista.

As empresas de vigilância contratadas para o serviço de segurança privada nas agências estão recebendo correspondência oficial do sindicato com o mesmo teor, alertando para essas irregularidades.

Chegaram ao sindicato várias denúncias de que o banco está determinando que os vigilantes atuem fora das agências, muitas vezes tendo que circular pelas calçadas.

Elisa e Rosane viram a mesma situação em Alvorada e Litoral

Elisa e Rosane viram a mesma situação em agências de Alvorada e do Litoral

Não é apenas na capital que isso está acontecendo. As diretoras Elisa Araújo e Rosane Schmitz, por exemplo, constataram a mesma situação em Alvorada e no Litoral, onde viram vigilantes tentando organizar aglomerações de clientes na frente das agências, na calçada.

Denúncia à Polícia Federal

Também foi enviada denúncia à Superintendência da Polícia Federal, na capital, apontando que o banco está cometendo violação aos artigos 98 e 99 da portaria nº 3.233/2012, que regula o plano de segurança dos bancos e não prevê vigilantes fora das agências.

No entanto, diz a denúncia, as agências bancárias do Itaú alteraram a disposição e quantidade de vigilantes, sendo que no interior das agências têm ficado apenas um vigilante, numa violação à portaria, colocando em risco a vida dos vigilantes e dos próprios clientes.

“É altamente imprudente a atitude do Banco Itaú de exigir que os vigilantes façam esse tipo de atividade, além de contrária as recomendações do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde”, afirma o sindicato, que pede à fiscalização da PF as medidas cabíveis contra essas  irregularidades.

Pagamento de benefício é na Caixa

O presidente Loreni Dias ressalta que as agências do Itaú não participam do pagamento do benefício emergencial do Governo Federal às pessoas carentes, durante a pandemia do Covid-19.

Presidente do sindicato, Loreni Dias

Presidente do sindicato, Loreni Dias

A liberação da Polícia Federal para atuação de vigilantes na área externa é válida apenas para a Caixa Econômica Federal, sem prejuízo da equipe que faz a segurança interna. Inclusive, estariam sendo contratados vigilantes extras para o trabalho de organização das filas dos beneficiários.

Não há, portanto, qualquer justificativa para o exercício da vigilância privada do lado de fora das agências do Itaú, o banco que mesmo nas crises bate recordes de lucro. “Nós sabíamos, a partir da liberação para a Caixa, que os bancos privados iriam tentar se aproveitar disso, avisamos inclusive a CNTV de que isso aconteceria”, ressaltou dias.

Caso o banco não se manifeste em 48 horas, regularizando todas essas situações, a contar desta quinta-feira, o sindicato tomará medidas judiciais para que essas irregularidades sejam coibidas pelo Poder Judiciário, o mais rapidamente possível.

Leia mais:
Lucro do Itaú em 2019 é o maior da história dos bancos do país

FIM DO REGISTRO PROFISSIONAL NA CARTEIRA: MAIS UMA MALDADE DE BOLSONARO CONTRA OS VIGILANTES

Ofício da Polícia Federal_registro profissional



Os vigilantes correm o risco de virar vigias. A Medida Provisória – MP 905, assinada por Bolsonaro no ultimo dia 11 de novembro levou a coordenação Geral da Policia Federal (Brasília) a emitir o parecer nº 13129964/2019, logo em seguida, afirmando que não é mais necessário o “registro da profissão de vigilante” na Carteira de Trabalho (veja a reprodução).

Se o registro foi uma conquista da categoria nos idos dos anos 80/90 para deixar de ser “vigia”, a medida do governo abre brecha para a esculhambação geral e podemos voltar a “ser vigia”.

Isto sem contar os vigilantes que são substituídos ou demitidos e contratados como porteiros, vigias, etc. O que os vigilantes fizeram para o Bolsonaro?

Toda hora é uma maldade (fim da aposentadoria especial, periculosidade de 30% para 5%, agora essa). Vamos manter nossa luta e mobilização contra a MP 905 de Bolsonaro e Cia!

Vigilante é vigilante!

Fonte: Sindicato dos Vigilantes da Bahia.

Observação do Sindivigilantes do Sul: Na verdade, esta medida atingiu 14 profissões, pelo menos. Além dos vigilantes, a MP 905 também acaba com o registro profissional dos jornalistas, radialistas, sociólogos, secretários e secretárias, publicitários, agenciadores de propaganda, arquivistas, artistas, atuários e guardadores e lavadores de veículos. Em várias cidades do Brasil, inclusive Porto Alegre, aconteceram ontem (4ª feira) protestos do Dia Nacional de Luta contra a MP 905.

 

MAIS UMA CONTRA OS VIGILANTES: BOLSONARO ACABA COM COMISSÃO TRIPARTITE E PREJUDICA A CATEGORIA

PF comunicou o fim da comissão dia 10

PF comunicou o fim da comissão dia 10



Na ânsia de acabar com qualquer espaço de participação da sociedade nos espaços de decisão, o governo Bolsonaro mandou acabar com a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) do Ministério da Justiça, o colegiado tripartite (trabalhadores, patrões e governo/Polícia Federal, Exército e Instituto de Resseguros do Brasil) que funcionava na PF, em Brasília.

Dia 10 de julho, a PF, que tinha a presidência da comissão, reuniu as entidades patronais e laborais e comunicou o fim do colegiado. Até os patrões, que apoiaram este governo, protestaram. A primeira versão da Comissão foi criada ainda no fim da ditadura militar, em 1985. Desde este período, os vigilantes participavam e lá defendiam seus pleitos.

Através da comissão conquistamos a reblindagem dos carros fortes, o colete balístico para carros fortes e bancos, a Carteira Nacional de Vigilante (CNV), o fortalecimento dos cursos de formação e reciclagem (reciclagem passou de 3 para 5 dias), etc.

Resta agora reclamar e cobrar da Policia Federal, sem um espaço de dialogo mais qualificado, as correções nos rumos da segurança privada no País. Depois do governo propor o fim da aposentadoria especial dos vigilantes, agora mais essa.

Eta Brasil que anda para trás!

Fonte: CNTV

SINDICATO ACERTA COM A PF DETALHES PARA EMISSÃO DA CNV EM PVC

Elias, delegado Picarelli, Motta e Débora

Elias, delegado Picarelli, Motta e Débora



Representantes do Sindivigilantes do Sul tiveram reunião com o delegado Marcelo Picarelli, titular da Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal (Delesp/PF) no Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (1º). O vice-presidente Luiz Paulo Motta, o gestor da entidade, Elias Vieira, e a funcionária Débora Santos, da secretaria geral, foram acertar com o delegado os detalhes para a emissão, pelo sindicato, da carteira nacional de vigilante em PVC.

As tratativas começaram há mais de um ano com o próprio delegado. Ele ficou muito satisfeito ao saber que o sindicato já conseguiu a liberação com a PF de Brasília para substituir a carteira em papel por uma nova CNV, mais apresentável, resistente e moderna.

No encontro, Picarelli foi informado das providências que o sindicato está tomando e repassou algumas orientações importantes.

A carteira será emitida através de um sistema informatizado no sindicato, que estará ligado diretamente à PF em Brasília. O documento será impresso com as informações tal como constam no Gestor Eletrônico de Segurança Privada (Gesp) da PF, ou seja, o sindicato não poderá fazer nenhuma alteração nos dados do vigilante e nem trocar a foto que consta no cadastro da polícia.

Caso haja alguma irregularidade no registro do contrato do vigilante no Gesp ou a falta do registro, a carteira será bloqueada e não poderá ser feita. Neste caso, a PF deverá ser avisada pelo sindicato.

“Isto vai ser ótimo porque vai nos ajudar a fiscalizar as irregularidades nas empresas, se os contratos estão sendo lançados no nosso sistema, e vai ser mais uma segurança para os sindicalizados”, disse o delegado. O sindicato já detectou o caso de um vigilante, por exemplo, que estava há nove meses numa empresa mas ainda não constava no cadastro da PF.

Delegado Marcelo Piccarelli (10) SITE 2

Quando situações como esta ou outras irregularidades acontecerem, Picarelli orientou que o sindicato faça um ofício pedindo que a empresa regularize a situação do vigilante, enviando uma cópia do ofício à PF. A polícia vai acompanhar o caso e conferir se as providências foram tomadas pela empregadora.

O sindicato está finalizando os detalhes técnicos de informática para começar a imprimir a carteira. Aguarde mais informações, em breve.

Sindicato trata de fiscalização e CNV na Polícia Federal

Direção foi recebida pelo delegado Marcelo Picarelli

Direção foi recebida pelo delegado Marcelo Picarelli, à esquerda

O presidente Loreni Dias teve uma reunião na manhã desta sexta-feira na Polícia Federal com o delegado Marcelo Picarelli. Eles trataram de questões relacionadas à fiscalização de empresas irregulares e a Carteira Nacional de Vigilante (CNV). Estavam juntos os diretores Carlos Schio, Ivo Carioca e Elisa Araújo, mais o assessor jurídico Maurício Vieira da Silva.

Titular da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp), PIcarelli informou que a permissão para o sindicato fazer a segunda via da CNV precisa vir de Brasília. Ele se mostrou favorável à ideia, mas solicitou mais informações sobre os sindicatos que já receberam essa autorização, como é o caso do Distrito Federal.

Segundo o delegado, a direção da PF deverá orientar como fazer a carteira, o modelo do documento e quem vai poder acessar o sistema da Gestão Eletrônica de Segurança Privada (Gesp), que tem o cadastro de vigilantes na ativa e empresas de vigilância.

Também informou que a PF está notificando as prefeituras do interior para que cumpram a legislação nas licitações e contratem apenas empresas em situação regular. “Estamos alertando (as prefeituras) que têm descumprido a legislação que elas poderão se complicar com a lei da responsabilidade fiscal, inclusive”, disse o delegado.