NOTA PÚBLICA – DENÚNCIA: EMPRESA DE SEGURANÇA DO MERCADO PÚBLICO USA VIOLÊNCIA CONTRA O SINDICATO E PERSEGUE TRABALHADORES. SINDICATO EXIGE PROVIDENCIAS DA PREFEITURA

Vice-presidente Motta, à direita, foi agredido pelo supervisor da empresa

Vice-presidente Motta, à direita, foi agredido pelo supervisor da empresa



O Sindivigilantes do Sul vem repudiar as barbaridades que estão acontecendo no Mercado Público de Porto Alegre, da parte da empresa do Grupo Muhl, responsável pela segurança do estabelecimento, que está agindo com total desrespeito aos direitos dos seus funcionários, além da truculência contumaz contra a diretoria do Sindivigilantes do Sul, chegando ao ponto da agressão contra o nosso vice-presidente, Luiz Paulo Motta.

Desde a primeira vez que diretores do sindicato se dirigiram ao Mercado Público, meses atrás, a fim de verificar denúncias anônimas de irregularidades na empresa, sempre foram recebidos com grande hostilidade e agressões verbais por seus chefetes.

Segunda-feira, dia 16, numa manifestação de apoio aos vigilantes que, na metade do mês, ainda estavam sem receber os salários, os diretores que lá estavam foram interpelados pelo supervisor Claudiomiro Peres.  Após tentar impedir que os diretores circulassem com a bandeira do sindicato num lugar que é público, ele desferiu um soco no rosto do vice-presidente.

Uma violência absurda e inaceitável desse sujeito, de postura sempre desrespeitosa e agressiva com nossa direção.

Não bastasse isso, hoje fomos procurados por um trabalhador e uma trabalhadora demitidos pela Muhl (ele é nosso sócio), numa clara perseguição aos que se insurgiram contra os repetidos atrasos de salários e buscaram apoio no seu sindicato. Ao ser cobrado por telefone pelo diretor Luiz Henrique Aguiar, o dono, Valmor Muhl, afirmou que vai demitir mais gente ainda. Porém, tinha garantido ao sindicato que não haveria represália contra ninguém.

Está claro que essa empresa não tem condições de prestar um serviço público de qualidade, onde o comportamento civilizado e o cumprimento dos deveres trabalhistas são requisitos obrigatórios. Assim, por seu histórico de truculência contra o sindicato, os recorrentes atrasos salariais e a perseguição aos trabalhadores, o Sindivigilantes EXIGE providências da Prefeitura.

Com nossa assessoria jurídica vamos processar a empresa, seu dono, o supervisor, e o Mercado Público, pela agressão ao diretor, pela perseguição aos trabalhadores, pela conduta antissindical, visando a sua devida punição, com indenização por danos morais e as demais penalidades previstas em lei.

Nenhuma violência vai nos intimidar, vamos seguir lutando pelos trabalhadores e defendendo seus direitos!

A Direção – Sindivigilantes do Sul
18-05-2022

Leia mais:

Sindicato faz protesto no mercado público contra atraso dos salários

Veja também:

https://youtu.be/z5XCfK8gLhM

SINDICATO FAZ PROTESTO NO MERCADO PÚBLICO CONTRA ATRASO DOS SALÁRIOS

Mercado Público - 16052022 - site




Diretores e apoios do Sindivigilantes do Sul realizaram um protesto no Mercado Público de Porto Alegre, nesta manhã de segunda-feira (16), porque os vigilantes do local ainda não tinham recebido o salário do mês, ao contrário do que havia prometido Valmor Muhl, o dono do Grupo Muhl, a empresa de vigilância contratada pela Prefeitura para o posto.

Ele havia dito que sexta-feira, durante a tarde, os 30 vigilantes do posto receberiam os valores em suas contas, mas isto não se confirmou. No final da manhã, contudo, os vigilantes receberam os depósitos em suas contas, após a imprensa ter sido avisada.

Antes disso, o supervisor da empresa, Claudiomiro Peres, tentou impedir a manifestação PACÍFICA do sindicato, quando o diretor Adão Ferreira da Silva abriu a bandeira do Sindivigilantes do Sul no interior do Mercado, e deu um soco no rosto do vice-presidente, Luiz Paulo Motta. Tem várias testemunhas da agressão, entre diretores, vigilantes e clientes.

O sindicato repudia a violência contra o seu diretor por parte do funcionário da Muhl, que deverá responder judicialmente por essa truculência.

Outras duas vezes, o mesmo funcionário já havia agredido verbalmente o diretor financeiro do Sindivigilantes, Luiz Henrique Aguiar da Silva, quando ele foi ao Mercado conferir a situação dos vigilantes, que haviam encaminhado denúncia dos atrasos ao sindicato.

“Viemos reivindicar o salário dos vigilantes, conversamos tranquilamente com  o gestor do posto, Ronaldo, falamos com o dono da empresa, Valmor Muhl, e acabo agredido pelo supervisor”, disse Motta.

“Causa indignação essa truculência, a categoria precisa ver isso e ficar do lado do sindicato, que está lutando pelos vigilantes, não podemos admitir que alguém receba o sindicato dando soco na cara de um diretor, ele e a empresa vão responder por isso”, concluiu Motta.

Atrasos acontecem há meses

A empresa tem outros postos público, como os Centros de Referência e Assistência Social (CRAS), Fasc e Emater, mas nestes locais os salários estão em dia.

Os atrasos dos vencimentos dos trabalhadores do Mercado, porém, já vêm acontecendo há três meses, pelo menos, com a alegação da empresa de que a Prefeitura também vem atrasando os pagamentos das faturas da prestação do serviço.

O sindicato já alertou que não vai aceitar esse jogo de empurra entre município e empresa, pois os prejudicados são os vigilantes, que têm o direito de receber seus vencimentos até o quinto dia útil, seja como for.

O empresário disse que o dinheiro foi depositado sexta-feira e que o problema agora era do banco, mas no início da manhã os vigilantes conferiram suas contas e não havia nem sinal do salário.

Por isso os diretores Motta, Adão, Luiz Henrique Aguiar e os apoios Paulo Roberto Dias e Maria Elair da Silva iniciaram o protesto, em uma das entradas do Mercado, junto às paradas de ônibus (vídeo).

Nenhuma truculência vai intimidar ou impedir o sindicato de continuar lutando pelos trabalhadores da vigilância, a direção e a apoios vão voltar ao Mercado quantas vezes for preciso para defender os direitos dos vigilantes.

Nota: O texto foi atualizado no início da tarde, com a informação da agressão e do depósito dos salários.

 

 

SINDICATO APOIA MOBILIZAÇÃO DOS VIGILANTES DO MERCADO PÚBLICO

Diretores alertaram que o sindicato não vai aceitar jogo de empurra entre a empresa e prefeitura

Diretores alertaram que o sindicato não vai aceitar jogo de empurra entre a empresa e prefeitura



Os diretores do sindicato Adão Ferreira da Silva e Luiz Henrique Aguiar foram ao Mercado Público de Porto Alegre, quinta-feira (12), para conferir de perto a situação dos vigilantes que trabalham no local. Eles confirmaram que os trabalhadores do Grupo Muhl, empresa de segurança de Lajeado, ainda não tinham recebido o salário de maio.

Mas após a conversa dos diretores do sindicato com o dono da empresa, Valmor Muhl, os salários começaram a ser pagos na tarde de hoje, sexta-feira, com a  promessa de estarem todos regularizados até o final do dia. Ele alegou, como justificativa, que houve um atraso da prefeitura da capital no pagamento das faturas de fevereiro e março, pela prestação do serviço. (o pagamento não se confirmou, veja nota ao final do texto).

São 20 a 30 vigilantes trabalhando no local, que estavam dispostos a realizar uma paralisação, inclusive, mas decidiram esperar com a chegada do sindicato e a promessa do empresário de que tudo seria pago hoje, após o repasse do município.

Ficou avisado, porém, que o sindicato não vai aceitar jogo de empurra entre prefeitura e empresa que prejudique os trabalhadores, como estava acontecendo na área da saúde. É inaceitável que só recebam quase no meio do mês o dinheiro para pagar as suas contas e alimentar suas famílias, disseram os diretores.

Um protesto chegou a ser marcado para segunda-feira de manhã no Mercado, caso não saísse o pagamento. Porém, pelas informações que o diretor Adão recebeu do empresário, o dinheiro começou a chegar nas suas contas bancárias no início da tarde. O sindicato segue atento e agindo para defender os trabalhadores contra esses atrasos que são inaceitáveis.

 (Nota: o sindicato foi informado, neste sábado, que os vigilantes não receberam, ao contrário do que disse o empresário. Por isso, segunda-feira haverá protesto do sindicato no Mercado e há disposição dos trabalhadores de fazerem a paralisação que tinha sido adiada).

 

APOSENTADORIA ESPECIAL DOS VIGILANTES: STF RECONHECE REPERCUSSÃO GERAL DO TEMA 1.209

Aposentadoria especial-site



Atualizado em 14 de maio de 2022.

O Tema 1.031 do STJ agora é o Tema 1.209 do STF. Isso quer dizer que o Supremo Tribunal Federal irá proferir julgamento sobre a aposentadoria especial dos vigilantes.

A tese fixada pelo STJ no Tema 1.031

Relembrando o que o STJ decidiu no Tema 1.031:

É possível o reconhecimento da especialidade da atividade de Vigilante, mesmo após EC 103/2019, com ou sem o uso de arma de fogo, em data posterior à Lei 9.032/1995 e ao Decreto 2.172/1997, desde que haja a comprovação da efetiva nocividade da atividade, por qualquer meio de prova até 5.3.1997, momento em que se passa a exigir apresentação de laudo técnico ou elemento material equivalente, para comprovar a permanente, não ocasional nem intermitente, exposição à atividade nociva, que coloque em risco a integridade física do Segurado.”

Dessa forma, em resumo, o STJ havia decidido que, caso comprove a periculosidade, o segurado vigilante pode reconhecer como especial o trabalho exercido em qualquer período – ainda que posterior à Lei 9.032/1995, ao Decreto 2.172/1997 e à Reforma da Previdência (EC 103/2019).

Agora, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, reconheceu a repercussão geral do Tema 1.209 e irá julgar a possibilidade de concessão de aposentadoria especial aos vigilantes.

Reconhecimento da repercussão geral

No último dia 14 de abril foi encerrado o plenário virtual do Tema 1.209, sendo reconhecida a sua repercussão geral:

Tema 1209 - Aposentadoria especial

Assim, o STF julgará diretamente a possibilidade dos vigilantes terem concedida aposentadoria especial pelo INSS, seja em período anterior ou posterior à Reforma da Previdência (EC 103/2019).

Sendo assim, nos resta aguardar a solução final do tema pelo STF.

Qual o efeito nos processos em andamento?

O Ministro Fux, presidente da Suprema Corte, mencionou expressamente em seu voto que todos os processos que tratam da matéria devem ser suspensos.

Ou seja, não resta alternativa senão aguardar o julgamento final pelo STF.

Procure nossos Plantões no Sindicato:

> Atendimento JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO no Sindicato:  quinta-feira das 9h às 12h.
> Fone:  Watts direto do Setor previdenciário da YOUNG, DIAS, LAUXEN & LIMA ADVOGADOS:  9-8037-2798
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VIGILANTES DA SELTEC NOS ÓRGÃOS DE SAÚDE RECEBEM SALÁRIOS ATRASADOS E DIRETOR DO SINDICATO SOFRE REPRESÁLIA DO HPS

O diretor Fabiano, o advogado Maurício e o presidente Dias, no HPS

O diretor Fabiano, o advogado Maurício e o presidente Dias, no HPS



A partir da ação do Sindivigilantes do Sul, finalmente, os vigilantes da Seltec que trabalham nos órgãos de saúde da capital receberam o salário do mês, quarta-feira (11). Falta ainda a empresa quitar o vale-alimentação, que prometeu pagar até esta sexta-feira.

Mas, como represália, o diretor Fabiano Sanhudo Machado foi afastado do trabalho no Hospital de Pronto Socorro por ordem do gestor do contrato, Marcelo Salamoni. Fabiano também está tendo prejuízo financeiro com a perda de um adicional de salário que recebe, mensalmente, pelo cargo de líder de equipe.

Segundo ele, o gestor disse que não quer mais saber de sindicato no hospital e que ali Fabiano não entra mais, “nem como visitante”, embora o diretor trabalhe no posto há 11 anos e não tenha cometido nenhum desrespeito com ninguém.

“Ele apenas agiu para reivindicar os salários de seus colegas que estavam desesperados, como é dever de qualquer dirigente sindical”, afirmou o presidente do sindicato, Loreni dos Santos Dias.

Revolta dos vigilantes com jogo de empurra

Havia uma revolta muito grande entre os trabalhadores devido a um jogo de empurra entre a prefeitura e a empresa.

A Seltec alegou que o município tinha atrasado por vários meses os valores das faturas da prestação do serviço. A prefeitura, por sua vez, diz que vem pagando 70% há quatro meses porque a Seltec está em atraso nos depósitos do Fundo de Garantia dos trabalhadores.

Neste impasse, quem estava sofrendo o prejuízo eram os vigilantes, o que levou Fabiano a chamar o sindicato no HPS, sexta-feira passada (06), onde os trabalhadores estavam dispostos a iniciar uma paralisação, assim como em outros postos: os centros de Saúde Modelo, Santa Marta, Cruzeiro, Hospital Presidente Vargas e outros.

Em vez de ser recebido no HPS por alguém da direção, junto com Fabiano, o presidente Dias foi conduzido para conversar com o gestor do contrato, que na hora ouviu o presidente, sobre a revolta dos vigilantes e não se alterou. Mais tarde, segundo Fabiano, o gestor invadiu a sala de segurança, gritando e ameaçando o diretor diante de outros vigilantes e servidores do hospital.

Processo por dano moral e conduta antissindical

“Ele estava completamente descontrolado, só não me agrediu porque havia uma mesa entre nós”, conta Fabiano. Depois, Salamoni enviou uma solicitação à Seltec para que Fabiano fosse recolhido à sua base na empresa, por “conduta inadequada”.  Por isso, Dias voltou ao hospital, quarta-feira (11), acompanhado de Fabiano e o assessor jurídico, Maurício Vieira, e foi recebido pelo diretor administrativo do hospital, Lisandro Zwiernik, para tentar resolver esta situação.

Não adiantou, Zwiernick disse apenas que vai instaurar uma apuração interna e encaminhar o caso à assessoria jurídica da Secretaria da Saúde, mantendo o afastamento de Fabiano. O sindicato também vai tomar medidas jurídicas que estão sendo estudadas pelo advogado, inclusive processos por dano moral e conduta antissindical do hospital, além de requerer a reintegração do diretor ao trabalho.

“Não vamos deixar assim, o que o Fabiano fez é algo que é normal, que é dever dele fazer como diretor do sindicato, mas está sofrendo uma represália injustificada, que nós não vamos aceitar, ninguém pode dizer que não quer o sindicato aqui dentro e simplesmente mandar  embora um trabalhador, que está há 11 anos trabalhando aqui, desse jeito”, disse Dias

O SINDICATO SEGUE NA LUTA DA DEFESA DOS TRABALHADORES (AS) E NÃO VAI SE DEIXAR INTIMIDAR POR CONDUTAS ANTISSINDICAIS!

SELTEC PROMETE PAGAMENTO DOS VIGILANTES AMANHÃ. MOBRA PAGOU SEM PERICULOSIDADE

Presidente Dias, Elisa, Maria Elair e o diretor Fabiano, no HPS

Presidente Dias, Elisa, Maria Elair e o diretor Fabiano, no HPS



Os trabalhadores e trabalhadoras da Seltec nos órgãos de saúde da capital ainda não receberam seus salários do mês. A empresa promete o pagamento para amanhã, quarta-feira (11), após o repasse pela Secretaria da Saúde de valores que estão atrasados.

Em locais como o Hospital de Pronto Socorro (HPS), Hospital Presidente Vargas (HPV), centros de saúde Modelo, Santa Marta, Cruzeiro do Sul os vigilantes chegaram a iniciar uma paralisação, segunda-feira de manhã, mas próximo do meio-dia voltaram ao trabalho.

Está havendo um jogo de empurra entre empresa e Prefeitura, prejudicando os vigilantes.

O presidente do sindicato, Loreni Dias, esteve no HPS duas vezes, sexta e segunda-feira. Na segunda vez com a diretora Elisa Araújo, a apoio Maria Elair da Silva, mais o diretor Fabiano Sanhudo Machado, que trabalha no hospital. Lá foi informado pelo gestor do contrato, Marcelo Salomani, que a Prefeitura repassou 70% do valor contratado quinta-feira.

Os outros 30%, segundo o gestor, não foram repassados, assim como nos três meses anteriores, porque a Seltec não teria comprovado o depósito do FGTS de seus vigilantes.

Mas um dos diretores da Seltec, por telefone, garantiu ao Dias que não recebeu essa verba ainda e que a Secretaria da Saúde prometeu o repasse para a empresa até quarta-feira. Quando isso acontecer, amanhã, será feito o pagamento dos vigilantes, garantiu. Segundo ele, há oito meses a prefeitura não paga a integralidade das faturas para a empresa.

Represália contra diretor do sindicato

Contrariado com a presença do sindicato, o gestor proibiu a permanência do diretor Fabiano no HPS e solicitou à empresa o recolhimento dele para a base, para que não trabalhe mais lá. Segundo os relatos, o gestor chegou a invadir a sala de segurança, gritando e ameaçando o diretor na frente de outros vigilantes, dizendo que não aceita mais a presença do sindicato no HPS.

Isto revoltou os outros vigilantes e também os demais servidores do hospital, médicos e enfermeiros, inclusive, pois há11 anos Fabiano trabalha no posto e é muito estimado pelos colegas de todas as áreas. A associação dos funcionários elaborou um abaixo-assinado que será encaminhado à direção, pedindo a permanência dele no hospital.

O sindicato por sua vez, repudia este tipo de represália contra o trabalhador e dirigente sindical, e já encaminhou o assunto à assessoria jurídica para providências. Neste sentido, o presidente Loreni Dias vai solicitar ainda hoje uma reunião com a direção do hospital para tratar do caso.

“Em nenhum momento nós ou o Fabiano faltamos com o respeito com ninguém, apenas fomos defender os trabalhadores que estão sem receber até agora, cumprindo nosso papel de dirigentes sindicais, por isso não aceitamos essa atitude truculenta do gestor contra nosso diretor que sempre foi um funcionário exemplar no hospital”, afirmou Dias.

Mobra promete pagamento

Na Mobra, até segunda-feira os salários também estavam atrasados em todos os seus postos. Durante o dia, os trabalhadores receberam, mas sem a periculosidade. Um dos diretores da Mobra, contudo, disse ao presidente Dias que o restante do pagamento deve acontecer entre hoje e amanhã.

A empresa alega que houve um “problema” técnico no seu sistema de pagamentos.

O sindicato está acompanhando a situação de perto, apoiando a mobilização dos vigilantes da Seltece e Mobra e tomará providências com sua assessoria jurídica para cobrar das empresas o depósito integral dos salários. “É um crime as pessoas trabalharem o mês inteiro e não receber, passaram o Dia das Mães sem salários e estão sem poder pagar as contas que estão batendo na porta”, disse Dias, indignado.

Observação: após a publicação, fomos informados de que a Mobra também não pagou o adicional noturno da maioria dos seus vigilantes, alguns receberam a  metade do valor.

PROMOÇÃO DE INVERNO NAS LOJAS CLIP ESCOLÃO, CONVENIADAS DO SINDICATO

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O sindicato tem convênio com as lojas Clip Escolão em Guaíba, Charqueadas e São Jerônimo, que estão com uma grande promoção de inverno, com muitas ofertas como lençóis, cobertores, edredons, toalhas de banho, pijamas, mantas, roupões, toucas, pantufas e diversos outros itens da estação.

Além de roupas de inverno, as lojas Clip dispõem de uma grande variedade de produtos, como material escolar e brinquedos, acessórios de informática, artigos para presentes e utilidades domésticas com preços muito bons.

Associados do sindicato podem fazer suas compras na Clip em até seis vezes, com parcelas mínimas de R$ 60,00 e desconto em folha.

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Clip Escolão – Charqueadas – Rua Rui Barbosa, 284, Centro. Fone: 3658-3001
Clip Escolão – São Jerônimo – AV. Ramiro Barcellos, 314, Centro. Fone: (51) 3651.2354
Clip Escolão – Guaíba – Rua São José, 235, Centro. Fone: (51) 3055-2200

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ASSEMBLEIAS DA CAPITAL E INTERIOR APROVAM PUNIÇÃO DE FARIAS COM TRÊS MESES DE SUSPENSÃO

Na foto, assembleias de Porto Alegre, Santo Augusto, Charqueadas, São Luiz Gonzaga e Horizontina

Na foto, assembleias de Porto Alegre, Santo Augusto, Charqueadas, São Luiz Gonzaga e Horizontina



Todas as assembleias realizadas pelo sindicato para essa pauta, na capital e interior, aprovaram por imensa maioria a punição do diretor jurídico e candidato por uma chapa de oposição, Gérson Farias, com três meses de suspensão do cargo e do quadro de sócios da entidade, devido às informações falsas, sem fundamento algum, que espalhou a respeito da convenção coletiva de trabalho deste ano.

Aconteceram oito assembleias, que começaram por Porto Alegre, dia 18 de abril, depois Camaquã (18), Mostardas (19), Charqueadas (20), Santo Augusto (25), Horizontina (26), São Luiz  Gonzaga (27) e a última foi em Santo Ângelo, quinta-feira (28).

Em sete a votação foi unânime pela aplicação da suspensão, somente na capital alguns membros da chapa dele foram contra a penalidade. O resultado total foi de 122 votos a favor da punição e apenas 17 contrários.

Ele já havia sido punido pela direção do sindicato, com base nos artigos 16 e 42 do seu estatuto, por divulgar falsas informações de que a convenção coletiva não tinha sido homologada e os vigilantes não teriam aumento salarial em 2022, causando uma enorme confusão e jogando a categoria contra o sindicato.

Além disso, causou grande prejuízo aos colegas porque algumas empresas usaram os boatos criados por ele como desculpa para não pagarem o aumento em março, como está previsto na CCT.

Discriminação contra o interior

Mas ele recorreu contra a punição da direção, pedindo ainda que tivesse assembleia para votação do recurso apenas em Porto Alegre, numa discriminação inaceitável contra seus colegas do interior, pois todos têm os mesmos direitos de participar das decisões do sindicato.

Foi lembrado a ele, na resposta do sindicato, que o Sindivigilantes do Sul tem uma base estadual e que não é democrático tentar restringir as decisões apenas a Porto Alegre.

Na verdade, a convenção coletiva já estava homologada desde 30 de setembro do ano passado no Ministério do Trabalho e Emprego, sob o número de registro RS003993/2021. A esmagadora maioria das empresas pagou corretamente o reajuste dos salários de 10,92% e as poucas que não pagaram estão sendo acionadas pela assessoria jurídica do sindicato.

Na foto, assembleias de Porto Alegre, Santo Augusto, Charqueadas, São Luiz Gonzaga e Horizontina.

CUT-RS E CENTRAIS DEFINEM ATO UNIFICADO DE 1º DE MAIO EM PORTO ALEGRE

Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS (Foto: Carolina Lima / CUT - RS)

Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS (Foto: Carolina Lima / CUT - RS)



A celebração do Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, no próximo domingo, 1° de Maio, volta às ruas de todo o Brasil em 2022, após dois anos de eventos online em razão do isolamento social para conter o avanço da pandemia da covid-19.

Em reunião ocorrida na tarde desta segunda-feira (25), a CUT-RS e centrais sindicais definiram o ato unificado e cultural de 1º de Maio, que será realizado no próximo domingo, das 10h às 13h, junto ao Espelho d’Água, no Parque da Redenção, em Porto Alegre.

Haverá um momento ecumênico, manifestações de dirigentes das centrais e partidos políticos e apresentações de artistas locais, valorizando a cultura.

O ato está sendo organizado pela CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical, CSP-Conlutas, Pública e Fórum Sindical e Popular.

O Brasil de volta para os trabalhadores e as trabalhadoras

“Vamos reforçar também a luta pela revogação da lei do teto de gastos, aprovada logo após o golpe que derrubou a presidenta Dilma para congelar investimentos sociais, e das reformas trabalhista e da Previdência, aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro para precarizar o trabalho e empobrecer a classe trabalhadora”, afirma o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Para o dirigente sindical, nada disso é possível com a permanência do atual governo no poder, pois com eles não há possibilidade de dias melhores para quem trabalha.

O atual presidente dedica mais tempo provocando confrontos com o Supremo Tribunal Federal (STF) do que pensando em medidas para resolver os problemas do desemprego, da fome e da miséria que cresceram nos últimos anos.

A última medida de Bolsonaro foi editar um decreto para perdoar – e livrar da prisão – seu aliado deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) de crimes contra a democracia e ameaças a ministros da Corte antes mesmo do processo transitar em julgado, ou seja, o que ele fez foi determinar que um processo não siga os trâmites até o final.

“Derrotar Bolsonaro e tudo o que ele representa é a grande tarefa que nós temos pela frente. Por isso, precisamos estar nos locais de trabalho, nas ruas, nas redes e nas urnas para dialogar sobre a importância das eleições deste ano. Temos a chance de mudar o rumo do país e eleger um governo comprometido com o povo brasileiro e a retomada do desenvolvimento do país”, salienta Amarildo.

“É hora de trazer o Brasil de volta para os trabalhadores e as trabalhadoras”, conclui o presidente da CUT-RS

O evento será transmitido ao vivo por meio da cobertura em rede de comunicação integrada pela CUT-RS.

Marcha de abertura dos fóruns sociais

A CUT-RS e as centrais participam também nesta terça-feira (26), às 17h, da marcha de abertura do Fórum Social das Resistências, que será realizado de forma híbrida e simultânea com o Fórum Social Mundial Justiça e Democracia, em Porto Alegre.

A concentração ocorre no Largo Glênio Peres e a caminhada seguirá pela Avenida Borges de Medeiros.

FGTS É LIBERADO PARA QUEM TEM PRESTAÇÃO DA CASA PRÓPRIA ATÉ 12 MESES ATRASADA

Medida foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo, que tem um representante da CUT

Medida foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo, que tem um representante da CUT



Com milhares de brasileiros inadimplentes por causa da crise econômica sem fim do governo de Jair Bolsonaro (PL), o  Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) resolveu dar uma ajuda a quem não consegue pagar a prestação da casa própria.

Os representantes do conselho, entre eles um sindicalista da CUT Nacional, aprovaram por unanimidade a proposta de estender o prazo para que o mutuário inadimplente possa utilizar o dinheiro que tem em sua conta individual no Fundo para pagar as prestações atrasadas.

Atualmente, quem comprou a casa própria e está com três meses de atraso pode utilizar o seu saldo para pagar a dívida. O novo prazo estende até 12 meses as parcelas em atraso.

A medida passará a valer no dia 2 de maio e irá até 31 de dezembro deste ano. A ideia, segundo o economista Clóvis Scherer, que assessora a CUT no Conselho, é ajudar o mutuário endividado neste momento de crise econômica.

“Hoje calcula-se que existem 50 mil mutuários nesta situação, que devem mais de três prestações, mas como não temos um cruzamento entre quem deve e o saldo que possuem no FGTS, não podemos afirmar que a medida vai beneficiar esses 50 mil. Provavelmente, menos”, diz Scherer.

O PortalCUT apontou no último mês de março que 79% das contas do FGTS têm saldo médio de R$ 175 e não ultrapassam um salário mínimo.

Para quem optou pelo saque aniversário e já tem parte dele comprometido com alienação fiduciária (empréstimos), só poderá usar o restante do saldo para abater nas prestações em atraso.

A medida foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU) e vale para financiamentos feitos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

Conselho Curador do FGTS

O Conselho Curador do Fundo de Garantia é tripartite, e é composto pelas bancadas dos trabalhadores, que a CUT faz parte, dos empresários e do governo.

Fonte: CUT Brasil