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CONVENÇÃO COLETIVA: ESCLARECIMENTO SOBRE FALSA POLÊMICA



Mesmo com a nova Convenção Coletiva não tendo sido homologada no Ministério do Trabalho e Emprego, vamos fazer um esclarecimento, já que tem havido questionamentos infundados sobre a CCT que assinamos.

Primeiro, há mais de dez anos existem cláusulas específicas sobre salários profissionais e salários proporcionais nas nossas convenções e de todos os sindicatos de vigilantes do Estado, isso não é novidade.

Neste sentido, convidamos a categoria a ler, com atenção, o parágrafo segundo da cláusula terceira, da nossa convenção de 2025, que vem se repetindo há vários anos:

“§ 2o. As empresas poderão contratar empregados com horário de trabalho e cargas horárias mensais proporcionais ou reduzidas, oportunidade em que o salário correspondente será proporcional à carga horária executada, respeitado o valor do salário-hora fixado nesta Norma Coletiva.”

Agora, leia com a mesma atenção o que diz o parágrafo 8º da cláusula décima da nova CC, que está para ser homologada:

 “§ 8o. As empresas poderão contratar empregados com horário de trabalho e cargas horárias mensais proporcionais ou reduzidas, oportunidade em que o salário correspondente será proporcional à carga horária executada, respeitado o valor do salário-hora fixado nesta Norma Coletiva.”

E aí, notaram alguma diferença? Pois é, não tem diferença alguma, nada mudou nesse item. Por que tanta discussão por algo que já existe há muitos anos?

Agora vamos ao parágrafo nono da mesma cláusula décima da nova CCT:

“§ 9o. O fato de um empregado perceber salário além das horas efetivamente laboradas não gera nenhum direito aos que perceberem salário proporcional pelas horas laboradas, mesmo que no mesmo posto. O aqui estipulado se refere tão somente a eventual discussão sobre equiparação salarial.”

Como está acima sublinhado, este parágrafo se aplica apenas aos casos de equiparação salarial. Visa evitar, por exemplo, que um trabalhador com jornada de 6 horas diárias peça equiparação com outro sujeito a 8 horas de jornada diária. Ou seja, nada mais lógico que quem trabalha mais receba mais.

Então, não há motivos para a falsa polêmica de áudios e vídeos por causa desses pontos.

Não há razão para atrasar a CCT e impedir que a categoria receba logo o seu reajuste salarial; o aumento do VA; da periculosidade; do adicional de uniforme; e o prêmio assiduidade, bem como outros benefícios.

Em compensação, graças à firmeza das nossa direções, com o trabalho cuidadoso das nossas assessorias jurídicas, retificamos, na redação da patronal, várias cláusulas que poderiam trazer prejuízos à categoria.

Como, por exemplo, no parágrafo 7º da cláusula 11ª (referente à periculosidade) que está diferente das demais convenções firmadas anteriormente por outros sindicatos.

Estamos tranquilos, pois fizemos a melhor convenção possível, com muita responsabilidade, sem nenhum direito a menos e com avanços importantes para a categoria, como o aumento de salários acima da inflação e o prêmio assiduidade.

Essa é a verdade. Quem tiver qualquer dúvida, leia as convenções anteriores ou venha no sindicato, conversar conosco e com a assessoria jurídica.

Estamos sempre juntos, a luta continua!

Sindivigilantes do Sul (Porto Alegre)
Sindicato dos Vigilantes de S. Leopoldo e Região
24/03/2026

Confira:

Fac-simile do parágrafo da CCT de 2025 e anos anteriores.

Parágrafo_Anotação 2026-03-24 142014

Link da convenção de 2025
https://www.sindivigilantesdosul.org.br/wp-content/uploads/2025/03/icregistrado1710233765.pdf

Link da Convenção de 2024
https://www.sindivigilantesdosul.org.br/wp-content/uploads/2024/02/CCT-2024-2025-ICRegistrado1541071578.pdf

Link de todas as convenções coletivas:
https://www.sindivigilantesdosul.org.br/convencoes-coletivas/

 

 

 

 

 

 

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CONVENÇÃO FOI ASSINADA. JÁ TEMOS NOVOS SALÁRIOS

Presidente José Airton assinou a CCT nesta segunda-feira

Presidente José Airton assinou a CCT nesta segunda-feira



O presidente José Airton Trindade assinou, nesta segunda-feira (23), a nova Convenção Coletiva de Trabalho, válida até 31 de janeiro de 2027, com importantes conquistas para a categoria, como o reajuste salarial acima da inflação, prêmio assiduidade e a gratificação para quem trabalha em aeroportos.

A CCT assinada foi entregue na sede da entidade patronal (Sindesp), juntamente com o sindicato de São Leopoldo, para ser encaminhada ao Ministério do Trabalho e Emprego para registro.

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Entrega da CCT assinada no Sindesp

Na prática, com o prêmio, o aumento dos vencimentos da categoria chega a 4,90% acima da inflação (3,90%):

“Foi o melhor acordo possível, com avanços importantes, tendo em vista que conseguimos um aumento real acima da inflação para os salários, como há muito tempo a categoria não tinha. Ainda não é tudo que a gente esperava, mas precisaríamos de mais mobilização da categoria para irmos mais longe”, disse o presidente.

Sempre foi objetivo do sindicato fechar e assinar a CCT antes da data-base – 1º de fevereiro, mas os patrões retardaram a negociação. A pauta da categoria, aprovada nas assembleias, foi entregue à entidade patronal (Sindesp) dia 09 de dezembro.

Porém, os patrões só responderam no final de janeiro, com uma contraproposta inaceitável. Complicaram mais ainda incluindo cláusulas sociais que não tinham previsão de serem discutidas nesse ano, pois são válidas até 31/01/2027.

Queriam modificar diversos itens, como escalas, reciclagens e até o pagamento da periculosidade.

Mas, com o apoio da assessoria jurídica, excluímos o que era prejudicial e temos uma CCT com conquistas e nenhum direito a menos.

Veja como ficaram os itens econômicos:

  • Reajuste salarial: 5,02%
  • Piso salarial de Vigilante: R$ 2.211,00
  • Periculosidade: R$ 663,93
  • Piso salarial de ASP: R$ 1.751,20
  • Risco de vida: R$ 350,24
  • Vale-alimentação: R$ 33,00 (aumento de 10%)

Novidades importantes

Mais dinheiro no bolso:

  1. Prêmio assiduidade: R$ 80,00 para todos(as) – vigilantes, ASPs e demais funcionários – que não tiverem faltas no mês, proporcional à jornada de trabalho. Ausências justificadas com atestado médico serão consideradas faltas.
  2. Trabalho em aeroportos: gratificação de 20% sobre o salário para vigilantes e ASPs que atuam em aeroportos.

Retroatividade

Todos esses valores serão pagos retroativos à data-base de 1º de fevereiro: a cada mês, será paga a diferença de um mês atrasado.

Índices da negociação

Na proposta inicial, os patrões ofereceram apenas a reposição da inflação (3,90%) e VA de R# 31,17 , que foi recusada. Depois subiram o índice para 4,5%, que também foi rejeitado, até chegarmos na mesa de negociação a 5,02% e VA de R$ 33,00 , aprovados em assembleia.

Atrapalhou também, mais uma vez, o fato da Federação e seus sindicatos terem aceitado antes  a proposta patronal.

Pagamento do prêmio assiduidade

Inicialmente, os patrões disseram que pagariam em dinheiro, com valor igual para todos. Depois, mudaram a proposta, o que atrasou ainda mais a assinatura da CCT.

Ficou definido que o prêmio poderá ser pago em vale-alimentação, vale-combustível ou cartão de benefícios, de forma proporcional à jornada, mas sem descontos sobre o valor.

Também queriam incluir pagamento em cesta básica, mas isso foi retirado na negociação.

Cláusulas antigas

Diante de alguns comentários irresponsáveis, esclarecemos que as cláusulas referentes a Salários Profissionais e Salários Proporcionais existem há muitos anos nas nossas convenções e dos demais sindicatos, inclusive um parágrafo que está sendo citado.

Talvez alguém não tenha lido ou não lembre dessas cláusulas, mas é uma polêmica sem sentido, porque isso já existe há muito tempo nas CCTs.

Também não é verdade que vai ter diminuição de salário, isso seria ilegal, pois a própria Constituição Federal assegura que os salários são irredutíveis (CF: artigo 7º, inciso 6º).

Publicação da CCT

A CCT será publicada integralmente no site do sindicato assim que for registrada no sistema Mediador do MTE, como sempre.

O sindicato segue firme na defesa dos direitos dos trabalhadores (as) e na busca de novas conquistas para a categoria.

Estamos sempre juntos, a luta continua!

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FEIRA DE PÁSCOA NO SINDICATO COMEÇA SEGUNDA-FEIRA (23)

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A tradicional Feira de Páscoa na sede do sindicato será mais longa este ano.O início está confirmado para a próxima segunda-feira, dia 23, com encerramento dia 02 de abril, sempre das 08h às 16h, sem intervalo do meio-dia.

Estarão à venda chocolates da marca DeCacau, de Gramado, com grande variedade de produtos e preços.

As compras de sócios e sócias do sindicato podem ser parceladas em até três vezes, com desconto em folha.

O Sindivigilantes está localizado na Rua Voluntários da Pátria, 595, 5º andar. A feira vai acontecer no horário comercial, sem fechar ao meio-dia.

A Páscoa, neste ano, será comemorada no dia 5 de abril, domingo.

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SEXTA-FEIRA (20) É DIA DA VISÃO NO SINDICATO

Optometrista da Óptica Urbanas faz os testes

Optometrista da Óptica Urbanas faz os testes



Na próxima sexta-feira, 20 de março, das 08h às 15h, a Óticas Urbana vai realizar mais uma promoção do Dia da Visão na sede do Sindivigilantes do Sul, com testes de visão gratuitos com o optometrista Mauro César da Silva.

Agendamento prévio: (51) 9 8040-7483

A Óticas Urbana é conveniada com o sindicato e oferece uma grande variedade de armações, lentes e óculos solares para todos os estilos, com 50% de desconto para óculos solar e na compra do multifocal o cliente ganha um solar gratuito.

Sócios(as) do sindicato podem parcelar suas compras, com desconto em folha.

O sindicato está localizado na Rua Voluntários da Pátria, 595, 5º andar.

Lojas da Ópticas Urbana:

Porto Alegre
R. Pinto Bandeira, 379 – Centro.
Telefone: ( 51) 3962-1200

Av. Protásio Alves, 5680 – Petrópolis.
Telefone:  (51) 3085-8866

Av. Princesa Isabel , 65 – Azenha.
Telefone:  (51) 3233-2509

Alvorada
Av. Presidente Getúlio Vargas, 1634, parada 46.
Telefone:  (51) 3191-011

Rua Elpídeo Corrêa da Silveira – Loja 100 – Bela Vista.
Telefone:  (51) 3442-2113

Não perca essa oportunidade de cuidar da sua visão e renovar seu estilo!

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SAIBA OS PRINCIPAIS DIREITOS DAS MULHERES NO TRABALHO

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IGUALDADE SALARIAL

Mulheres devem receber o mesmo salário dos homens que executam a mesma função ou trabalho de igual valor (Convenção nº 100 da Organização Internacional do Trabalho – OIT e Enunciado nº 4 do Grupo de Estudos OIT e Trabalho Decente, da Escola Judicial do TRT-RS).

Hoje, infelizmente essa igualdade não existe no Brasil: elas ganham 20% a menos. A disparidade é ainda maior entre as mulheres negras, que ganham 50% a menos que os homens não negros.

NÃO À DISCRIMINAÇÃO E AO ASSÉDIO

Mulheres não podem ser discriminadas ou assediadas moralmente devido à necessidade de eventuais afastamentos relacionados à maternidade, como licença à gestante ou intervalos para amamentação.

Elas também são as principais vítimas do assédio sexual, prática que deve ser prevenida e combatida pelo empregador nos ambientes de trabalho.

LICENÇA-MATERNIDADE

As mulheres têm direito a licença de 120 dias, que pode iniciar um mês antes do parto.

A licença pode ser prorrogada, pelo empregador, por mais 60 dias, totalizando 180.

Durante a licença-maternidade, os salários são pagos pelo empregador, que deduz os valores dos recolhimentos devidos à Previdência Social.  No caso da empregada doméstica, o salário é pago diretamente pelo INSS.

O benefício também é devido às mães adotantes.

INTERVALOS PARA AMAMENTAÇÃO

As mulheres que não tiverem a licença ampliada de 180 dias têm direito a dois intervalos durante a jornada de trabalho, de 30 minutos cada, até os(as) filhos(as) completarem seis meses. Essa pausa não se confunde com o intervalo intrajornada e também é concedida às mães adotantes.

GUARDA DOS(AS) FILHOS(AS) NO PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO

Empresas que tenham ao menos 30 trabalhadoras com idades a partir de 16 anos devem manter um local apropriado para que as mulheres possam amamentar e cuidar dos(as) filhos(as). A exigência também pode ser cumprida por outros meios, como convênios com creches ou pagamento do reembolso-creche.

ESTABILIDADE A GESTANTES E ADOTANTES

As gestantes têm direito a estabilidade no emprego, da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Nesse período, só podem ser despedidas se for por justa causa. O direito também é estendido às mães adotantes.

Fonte: Secom/TRT4
Foto: Sindivigilantes do Sul

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COMUNICADO SOBRE O CONTRATO SEDUC – BANKFORT

Reunião na Seduc, nesta sexta-feira

Reunião na Seduc, nesta sexta-feira



– Em reunião na tarde de sexta-feira (06), a Secretaria Estadual da Educação confirmou ao sindicato e assessoria jurídica que a empresa Bankfort não encaminhou a documentação necessária para realizar o pagamento direto dos vigilantes, como havia prometido.

– Falta a empresa fornecer, por exemplo, a planilha de valores individualizados do que cada trabalhador tem a receber, de salários e rescisões, entre outros documentos exigidos em contrato.

– Além disso, a lista de trabalhadores e sua documentação encaminhada à Seduc está incompleta e só pode ser realizado o pagamento para todos(as), com a lista completa, ou ninguém recebe.

– Muitos inclusive, foram excluídos da relação, gerando prejuízo a esses trabalhadores(as), pois podem ficar de fora de um rol de substituídos em ações coletivas futuras.

– A assessoria jurídica solicitou, então, informações complementares a fim de fundamentar o pedido de reconsideração do pedido de liminar (que foi negado anteriormente) para depósito judicial dos valores retidos pela Seduc, para garantia do pagamento aos trabalhadores.

– O judiciário ainda não determinou o bloqueio de valores, tendo em vista a falta de documentos da Seduc que comprovem a rescisão de contrato com a Bankfort nas coordenadorias e a inadimplência dos pagamentos.

– Buscamos resolver isso com o comprometimento que a Seduc firmou de que irá fornecer a documentação completa do histórico contratual e da rescisão desses contratos.

– O processo judicial do sindicato contra Bandkfort e Seduc contempla todos os contratos firmados pela secretaria e empresa, com as coordenadorias e as escolas.

– Paralelo ao movimento do jurídico na ação coletiva, a assessoria jurídica reforça que é importante que os trabalhadores(as) forneçam ao sindicato seus documentos referentes aos atrasos e rescisões contratuais, como avisos prévios, extratos de depósitos com atraso, extratos de FGTS, pois tais documentos são imprescindíveis para garantir o êxito da ação.

– A empresa não fornece diretamente ao nosso jurídico essa documentação e nem ao Judiciário, como já se verificou.

– Recomenda-se ainda que os trabalhadores que ainda possuem contrato de trabalho ativo com a Bankfort, e seguem com seus pagamentos em atraso, procurem a assessoria jurídica para o encaminhamento de ações de rescisão indireta.

– Reiteramos que aguardamos a documentação solicitada diretamente à Seduc e que esta se comprometeu em fornecer nos próximos dias, para novas medidas jurídicas, na ação que segue tramitando.ue permanecem vinculados à empresa nos contratos das escolas, com salários em atraso.

– Participaram da reunião o presidente José Airton Trindade, o vice-presidente Ilson Pereira, a assessora jurídica Paula Rossi e, pela Seduc, a chefe da Divisão de Serviços Escolares, Andréa Sartori, e o diretor de Gestão de Bens e Serviços Escolares, Douglas Both,

Porto Alegre, 06 de março de 2026.

Sindivigilantes do Sul
Assessoria Jurídica

 

 

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PATRÕES MUDAM PROPOSTA E CRIAM IMPASSE NA NEGOCIAÇÃO

Reunião terça-feira, no Sindesp

Reunião terça-feira, no Sindesp



Na reunião realizada nesta terça-feira (03), na entidade patronal (Sindesp), os patrões mudaram o que havia sido tratado na reunião anterior e que foi levado às assembleias. Isso causou indignação nos presidentes e diretores do Sindivigilantes do Sul e dos sindicatos de Pelotas e São Leopoldo, que estão unidos na campanha salarial.

Além de alterar o que vinha sendo negociado, o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) se recusou a apresentar por escrito a nova proposta. Disseram que devemos simplesmente assinar a mesma Convenção Coletiva que sindicatos ligados à federação pelega (Fepsp-RS) já assinaram e registraram no Ministério do Trabalho.

Isso é inaceitável. Nossas assembleias aprovaram por maioria:
✔ Reajuste de 5,02% nos salários;
✔ Vale-alimentação de R$ 33,00;
✔ Prêmio de assiduidade de R$ 80,00 para quem não tiver faltas no mês.
✔ Sem discussão de cláusulas sociais neste ano, pois elas têm validade até 31/01/2027.

Mas a Federação e seus sindicatos, por exemplo, aceitaram pagamento do prêmio em vale-alimentação, cesta básica e até combustível. Não foi isso que nossa categoria aprovou.

Se dependesse de nós, o reajuste já estaria resolvido e todos estariam recebendo seu novo salário. Quem criou o impasse foram os patrões que viraram a mesa, com apoio da pelegada.

Nossos sindicatos e a assessoria jurídica vão analisar, item por item, o que foi assinado pela federação e encaminhar à patronal o que concordamos e não concordamos.

A categoria quer o reajuste e nós também, mas não aceitaremos retrocessos nem desrespeito. Seguiremos firmes na defesa dos trabalhadores (as), com responsabilidade e transparência.

Unidos somos fortes para enfrentar os patrões e a pelegada.

Estamos juntos, até a vitória!

 

A comissão de negociação dos sindicatos

A comissão de negociação dos sindicatos

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CAMPANHA SALARIAL: RODADA DE ASSEMBLEIAS FOI ENCERRADA

Cláusula social nem se discute esse ano, disse José

Cláusula social nem se discute esse ano, disse José



Foi encerrada em São Luiz Gonzaga, na noite de quinta-feira (26), a rodada de assembleias da campanha salarial 2026-2027 que avaliou a última proposta da negociação com a entidade patronal (Sindesp). Elas começaram na capital, semana passada, e aconteceram também em Charqueadas, Camaquã, Horizontina, Santo Augusto e Santo Ângelo.

Por maioria de votos, foi aprovada a proposta para as cláusulas econômicas: 5,02% de reajuste do piso salarial, vale-alimentação de R$ 33,00 e prêmio de assiduidade de R$ 80,00 para todos(as) que não tiverem nenhuma falta no mês.

Com esse percentual, o aumento de salário fica acima da inflação no período, de 3,90%.

Porém, foi rejeitada qualquer mudança nas cláusulas sociais, visto que a patronal apresentou uma pauta com diversas modificações nestes itens, como novas escalas 2×2 e 3×3, reciclagem nas férias e outras, além de salários proporcionais para quem não é mensalista pleno (220 horas/mês).

Mas isso sequer está em discussão neste ano, pois as cláusulas sociais têm validade por dois anos, até 31/01/2027

“Não aceitaremos nenhuma mudança em cláusula social e nem salário ou prêmio proporcional”, afirmou o presidente do sindicato, José Airton Trindade.

“A patronal só pensa em retirar direitos e nunca concede nada de avanços nos benefícios da categoria”, acrescentou.

Assembleia_Porto Alegre_Votação

Agora a decisão democrática dos vigilantes e ASPs vai ser encaminhada à entidade patronal para continuidade da negociação, que inclui também os sindicatos de Pelotas e São Leopoldo.

Novos valores

Na sua primeira proposta, a patronal ofereceu apenas a reposição da inflação de 3,90% para o salário e para o VA também (R$ 3,17), mas foi recusada pelos sindicatos. Depois ofereceu 4,5% e R$ 32,00 de VA, mais o prêmio de assiduidade, que também foi recusada.

Até que o índice avançou para 5,02% e R$ 33,00 de VA (10% de aumento), mais o prêmio de R$ 80,00 limpos, para todos(as) sem faltas no mês, independente da carga horária mensal.

“Enquanto os sindicatos da Federação diziam que tinha havido grandes avanços logo de início, nós não aceitamos as propostas do Sindesp, mas aí veio a terceira proposta com novos índices e valores, só então nós chamamos as assembleias”, afirmou o presidente.

Com esse reajuste acima da inflação, o valor do piso salarial vai a R$ 2.211,09 e a periculosidade R$ 663,33.

“A confirmação desses valores, com um reajuste acima da inflação e mais o abono, só depende da patronal”, disse José. “Nós aprovamos a proposta econômica que o Sindesp nos apresentou, mas cláusula social nem se discute nesse ano, não falta mais nada”, ressaltou.

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Encerramento das assembleias, em S. Luiz

Sindicatos da Federação

Quanto a outros sindicatos, vinculados à Federação dos Vigilantes – RS, que já assinaram a convenção coletiva e estão alardeando “avanços”, o Sindivigilantes do Sul recomenda que a categoria dessas cidades veja no site do mediador do Ministério do Trabalho o que eles aceitaram como, por exemplo, salários proporcionais e prêmio proporcional também, que ainda pode ser pago com VA, alimentos e combustível.

Será que esses sindicatos informaram à categoria que aceitaram tais prejuízos para os trabalhadores (as) das suas bases?

O nosso sindicato , inclusive , estará muito atento à leitura da redação final da convenção e não aceitará surpresas, além daquilo que foi ajustado na mesa e levado à categoria.

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PESQUISA DIZ QUE 73% DOS BRASILEIROS APOIAM FIM DA ESCALA 6X1

Foto: Pedro Stropasolas/Brasil de Fato

Foto: Pedro Stropasolas/Brasil de Fato



Cerca de 84% dos brasileiros são favoráveis aos trabalhadores terem, no mínimo, dois dias de descanso por semana, segundo a pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, feita nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 deste mês.

Ainda de acordo com a pesquisa 73% dos entrevistados apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário. Foram ouvidos 2.021 cidadãos acima de 16 anos de idade.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esclareceu nesta quinta-feira (12) à Agência Brasil que a ampla maioria – 62% dos consultados – sabe que há em debate, no âmbito do governo federal e do Congresso Nacional, a proposta de acabar com a escala 6×1.

“A gente tem de cara 35%, ou seja, uma de cada três pessoas que nunca nem ouviu falar desse negócio. E dos 62% que já ouviram falar, 12% conhecem bem e 50% conhecem mais ou menos”, disse Tokarski.

De maneira genérica, 63% dos consultados se mostraram a favor do fim da escala 6×1.

Ao serem indagados se tiver redução de salário continuaria a favor ou mudaria de opinião, 30% afirmaram ser favoráveis, desde que não se mexa no bolso dos trabalhadores.

A mesma pergunta foi feita para os 22% que afirmaram ser contrários ao fim da jornada 6×1. Desses, 11% disseram que iriam continuar sendo contra, mas 10% responderam que “se não mexer no bolso, eu topo”.

Com a diminuição do salário, o total de pessoas favoráveis ao fim da escala cai para 28%, ou seja, a minoria.

Outros 40% só são favoráveis à escala 6×1 se a medida for aprovada e não implicar em redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis ao fim da jornada, mas ainda não têm opinião formada sobre a condicionante de manutenção ou redução dos salários.

Marcelo Tokarski avalia que a grande discussão no Congresso vai tratar da redução da jornada, com ou sem diminuição da remuneração dos trabalhadores.

Para ele, o que a pesquisa mostra muito claramente é que quase todo mundo é favorável que tem que ter uma folga a mais. “Não dá para trabalhar seis dias e folgar um só”, disse.

“Essa é a grande questão, porque as empresas defendem que a jornada não seja reduzida mas, se houver redução, é com diminuição do salário. E os trabalhadores, de maneira geral, não topam uma redução de jornada com redução de salário”, explica.

Menos dinheiro

De acordo com Marcelo Tokarski, o problema é que, no Brasil, país de renda média baixa, de trabalho mais precarizado, pouca gente aceita ter uma folga a mais se o salário diminuir.

“Acho que é um pouco essa leitura que a pesquisa nos traz e que joga luz sobre essa discussão”, disse.

A pesquisa aponta que 84% das pessoas acreditam que o trabalhador deveria ter duas folgas obrigatórias. “É quase um viés de desejo. Quem não quer ter folga a mais? Todo mundo quer. Agora, quando a gente coloca que você vai trabalhar um dia menos, mas vai ganhar menos, o cara não quer porque tem conta para pagar. Acho que é um pouco isso que o dado evidencia ali para a gente”.

Lula

O projeto de acabar com a jornada 6×1 tem mais aprovação por quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Era uma promessa, uma bandeira defendida pelo governo também. É natural que quem votou no Lula tende a apoiar mais”, disse Marcelo Tokarski.

A pesquisa revela que 71% dos entrevistados que votaram no presidente Lula no segundo turno das eleições de 2022 são a favor do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. Outros 15% são contra, enquanto 15% não opinaram.

Já entre quem votou em Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais, 53% são a favor do fim das 44 horas de trabalho semanais, 32% são contrários e 15% não opinaram.

PEC

A PEC 148/2015 foi aprovada no dia 10 de dezembro do ano passado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara, com voto favorável de, pelo menos, 49 senadores e 308 deputados.

Se aprovada, o fim da escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No primeiro ano, serão mantidas as regras atuais. No ano seguinte, o número de descansos semanais subirá de um para dois. Atualmente, a jornada máxima semanal de trabalho é de 44 horas mas, a partir de 2027, poderá cair para 40 horas. O teto final será de 36 horas por semana de 2031 em diante.

Anteriormente, o que se previa era que os empregadores não poderiam reduzir a remuneração dos trabalhadores para compensar o novo tempo de descanso. Esse ponto deverá ser votado pelo Congresso Nacional.

A pesquisa indagou dos entrevistados se acham que a proposta será aprovada pelo Congresso, e 52% disseram que sim, contra 35% que responderam que não. Outros 13% não opinaram. E apenas 12% afirmaram entender bem a PEC.

Fonte: CUT-RS/Brasil de Fato

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ASSEMBLEIAS CONTINUA NESTA SEMANA, VEJA O CALENDÁRIO

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As assembleias de campanha salarial, que começaram quinta-feira, continuam nesta semana, tendo como pauta principal pauta principal a apresentação, debate e votação das propostas que estão em discussão com a entidade patronal (Sindesp), para a convenção coletiva de trabalho com data-base em 1º de fevereiro.

Já ocorreram as assembleias de Porto Alegre, Camaquã e Charqueadas.

As próximas:

Santo Augusto – Segunda-feira (23)
Local:
Galpão Crioulo do Horácio, Rua Mal. Cândido Rondon, nº 122 – Bairro São João.
Horário: 19h em primeira chamada; 19h30 em segunda chamada

Horizontina – Terça-feira (24)
Local: Associação dos Metalúrgicos de Horizontina, RS 342, km 20.
Horário: 19h em primeira chamada; 19h30 em segunda chamada.

Santo Ângelo – Quarta-feira (25)
Local: Sindicato dos Bancários, Rua dos Andradas, nº 1161 – Centro.
Horário: 19h em primeira chamada; 19h30 em segunda chamada.

São Luiz Gonzaga – Quinta-feira (26)
Local: Sindicato dos Bancários, Rua Dr. Bento Soeiro de Souza, nº 2780 – Centro.
Horário: 19h em primeira chamada; 19h30 em segunda chamada.

Convide seus colegas e venha, sua presença é fundamental.
Juntos somos fortes!

Foto/Ilustração: Sindivigilantes do Sul

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