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COMUNICADO SOBRE O CONTRATO SEDUC – BANKFORT

Reunião na Seduc, nesta sexta-feira

Reunião na Seduc, nesta sexta-feira



– Em reunião na tarde de sexta-feira (06), a Secretaria Estadual da Educação confirmou ao sindicato e assessoria jurídica que a empresa Bankfort não encaminhou a documentação necessária para realizar o pagamento direto dos vigilantes, como havia prometido.

– Falta a empresa fornecer, por exemplo, a planilha de valores individualizados do que cada trabalhador tem a receber, de salários e rescisões, entre outros documentos exigidos em contrato.

– Além disso, a lista de trabalhadores e sua documentação encaminhada à Seduc está incompleta e só pode ser realizado o pagamento para todos(as), com a lista completa, ou ninguém recebe.

– Muitos inclusive, foram excluídos da relação, gerando prejuízo a esses trabalhadores(as), pois podem ficar de fora de um rol de substituídos em ações coletivas futuras.

– A assessoria jurídica solicitou, então, informações complementares a fim de fundamentar o pedido de reconsideração do pedido de liminar (que foi negado anteriormente) para depósito judicial dos valores retidos pela Seduc, para garantia do pagamento aos trabalhadores.

– O judiciário ainda não determinou o bloqueio de valores, tendo em vista a falta de documentos da Seduc que comprovem a rescisão de contrato com a Bankfort nas coordenadorias e a inadimplência dos pagamentos.

– Buscamos resolver isso com o comprometimento que a Seduc firmou de que irá fornecer a documentação completa do histórico contratual e da rescisão desses contratos.

– O processo judicial do sindicato contra Bandkfort e Seduc contempla todos os contratos firmados pela secretaria e empresa, com as coordenadorias e as escolas.

– Paralelo ao movimento do jurídico na ação coletiva, a assessoria jurídica reforça que é importante que os trabalhadores(as) forneçam ao sindicato seus documentos referentes aos atrasos e rescisões contratuais, como avisos prévios, extratos de depósitos com atraso, extratos de FGTS, pois tais documentos são imprescindíveis para garantir o êxito da ação.

– A empresa não fornece diretamente ao nosso jurídico essa documentação e nem ao Judiciário, como já se verificou.

– Recomenda-se ainda que os trabalhadores que ainda possuem contrato de trabalho ativo com a Bankfort, e seguem com seus pagamentos em atraso, procurem a assessoria jurídica para o encaminhamento de ações de rescisão indireta.

– Reiteramos que aguardamos a documentação solicitada diretamente à Seduc e que esta se comprometeu em fornecer nos próximos dias, para novas medidas jurídicas, na ação que segue tramitando.ue permanecem vinculados à empresa nos contratos das escolas, com salários em atraso.

– Participaram da reunião o presidente José Airton Trindade, o vice-presidente Ilson Pereira, a assessora jurídica Paula Rossi e, pela Seduc, a chefe da Divisão de Serviços Escolares, Andréa Sartori, e o diretor de Gestão de Bens e Serviços Escolares, Douglas Both,

Porto Alegre, 06 de março de 2026.

Sindivigilantes do Sul
Assessoria Jurídica

 

 

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SECRETARIA DA EDUCAÇÃO OFICIALIZA ROMPIMENTO DE CONTRATO COM A BANKFORT

Sindicato foi à Seduc cobrar providências

Sindicato foi à Seduc cobrar providências



A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) publicou ato administrativo no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (19), oficializando a rescisão unilateral do contrato de prestação de serviços com a Bankfort Vigilância Privada nas Coordenadorias Regionais de Educação.

Há vários meses, a empresa vinha atrasando salários, férias e até mesmo o 13º salário dos vigilantes que atuavam nos postos da Seduc. O sindicato cobrou várias vezes uma atitude firme da secretaria, bloqueio de faturas, pagamento direto de salários e o encerramento de contrato.

Além da rescisão, foi aplicada multa no valor de R$ 286.562,43 à empresa, que ainda foi incluída no Cadastro de Fornecedores Impedidos de Licitar e Contratar com a Administração Pública Estadual (CFIL/RS), suspendendo o direito de licitar ou contratar com o Estado pelo prazo de seis meses.

Ao todo, eram oito contratos da Bankfort com a Seduc. O maior deles, que foi rescindido, envolvia as Coordenadorias Regionais de Educação*, onde atuam mais de 200 vigilantes . Ela será substituída pela Jumper, que já está contatando os vigilantes desses locais para garantir a permanência nos postos durante a troca de empresa.

Nos demais postos onde a Bankfort tem contrato, o sindicato está tomando medidas administrativas e judiciais para cobrar da empresa e órgãos contratantes tudo o que os trabalhadores (as) têm direito a receber.

Alerta do sindicato

Como outros contratos podem ser rescindidos, a assessoria jurídica orienta que os vigilantes nunca assinem documentos de rescisão com data retroativa, nem recibos de valores que não tenham sido efetivamente pagos pela empresa.

Os trabalhadores também não são obrigados a assinar rescisão “por acordo”, abrindo mão de valores de FGTS e aviso prévio para manter o emprego. Não há nenhuma previsão nesse sentido na convenção coletiva vigente.

“Que ninguém abra mão de seus direitos na rescisão do contrato, os trabalhadores que já recebiam atrasado não podem ter mais esse prejuízo no bolso”, alerta o presidente José Airton Trindade.

Outra orientação importante aos vigilantes que ainda trabalham na Bankfort: não peçam demissão, porque o trabalhador deixa de receber seus direitos rescisórios. O correto é encaminhar pedido de rescisão indireta.

Para isso, basta procurar a assessoria jurídica do sindicato, que manterá advogado de plantão durante o recesso do Judiciário.
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*Coordenadorias Regionais de Educação que tiveram o contrato da Bankfort rescindido:
2ª, 3ª 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª 10ª, 11ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª, 16ª, 17ª, 18ª, 19ª, 20ª, 21ª, 23ª, 24ª, 25ª, 28ª, 32ª, 35ª, 36ª e 39ª e SECOE/Porto Alegre.

 

 

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SEDUC FARÁ O PAGAMENTO DO 13º DOS VIGILANTES DA BANKFORT

Sindicato foi à Seduc cobrar providências

Sindicato foi à Seduc cobrar providências



Uma comissão do sindicato esteve na Secretaria Estadual da Educação (Seduc) na tarde desta terça-feira (25) para buscar esclarecimentos sobre o pagamento do décimo terceiro salário dos vigilantes da Bankfort.

O presidente José Airton Trindade, os diretores Fabiano Sanhudo, Vilson Padia e a diretora Cristiloren Luz foram recebidos por Andréa Sartori – chefe da Divisão de Serviços Escolares; Douglas Boht – diretor de Gestão de Bens e Serviços Escolares; e Taiane Rocho – gestora do contrato.

“Estão dizendo aos trabalhadores da Bankfort que a Seduc vai fazer o pagamento direto do 13º, em uma única parcela”, disse o presidente na reunião, acrescentando que todos estão esperando receber nesta sexta-feira (28).

Os representantes da Seduc esclareceram que o pagamento direto deverá ocorrer, mas durante o mês de dezembro, pois ainda não há um crédito da empresa junto à secretaria que possa ser usado para isso.

Também é improvável que todos os oito contratos da Seduc com a Bankfort sejam contemplados. A previsão, segundo a secretaria, é de pagamento apenas aos vigilantes do contrato maior, das coordenadorias regionais de educação, que envolve cerca de 200 trabalhadores.

Renegociação do contrato

O crédito para o pagamento virá de uma repactuação do valor do contrato da Bankfort, a ser concluída nos próximos dias. Com isso, a empresa teria uma diferença de aproximadamente R$ 500 mil a receber, que a Seduc utilizará para pagar os vigilantes – porém, o valor não cobre todos os contratos.

Para efetivar o pagamento, é necessário concluir o aditivo ao contrato e realizar procedimentos como o cadastramento, pela secretaria, de todos os trabalhadores e de suas contas bancárias.

“A Seduc está fazendo todo o possível para garantir o 13º dos vigilantes, mas não vai sair dia 30; não há como fazermos isso”, explicou Andréa Sartori.

Quanto aos vigilantes dos demais contratos – das escolas e outros estabelecimentos –, será feita uma consulta jurídica sobre como proceder nesses casos.

Os representantes da secretaria também informaram que os repasses à Bankfort vêm atrasando porque a empresa não entrega toda a documentação no prazo, especialmente a comprovação dos depósitos de FGTS, que costuma ser apresentada somente depois do dia 30.

Mais uma vez, o sindicato pediu providências da Seduc quanto aos atrasos do pagamento de salários e demais direitos dos trabalhadores.

Neste sentido, disseram que há um processo de multa em tramitação contra a empresa, no valor de R$ 500 mil. E que o contrato das coordenadorias vence em dezembro e não será renovado com a Bankfort. A empresa substituta será a Jumper, remanescente da licitação, disseram.

“Pelo menos a secretaria está garantindo o pagamento da maioria dos vigilantes do contrato, e esperamos que consiga pagar também todos os demais”, disse José Airton. “A substituição da empresa, em breve, também é uma boa notícia”, concluiu.

 

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SINDICATO COBRA DA BANKFORT PAGAMENTO DE SALÁRIOS ATRASADOS

A partir da esquerda, Padia, Adão, Aguiar e Motta

A partir da esquerda, Padia, Adão, Aguiar e Motta



Na manhã desta quinta-feira (13), uma comissão do sindicato esteve na sede da empresa Bankfort, no bairro São Geraldo, em Porto Alegre, para cobrar o pagamento imediato dos salários dos vigilantes, que seguem atrasados em diversos postos, especialmente na rede escolar da Secretaria Estadual da Educação (Seduc).

Os diretores Luiz Paulo Motta e Vilson Padia foram recebidos pelo Coordenador Operacional, Bruno Hamilton, e advogada da empresa, Mariana Medeiros. Ela admitiu os atrasos, mas não definiu uma data exata para a regularização dos pagamentos: “Até a semana que vem”, disse, acrescentando depois que o pagamento talvez ocorra até terça-feira “ou antes”.

A advogada confirmou que a Seduc já quitou a fatura do mês com a Bankfort, mas justificou os atrasos alegando que a empresa sofreu descapitalização devido aos prejuízos causados pela enchente do ano passado. No entanto, garantiu que a Bankfort está se reestruturando financeiramente e que não há risco de fechamento.

Motta e Padia destacaram que os trabalhadores têm compromissos urgentes, como aluguel e cartão de crédito, e que a empresa precisa encontrar logo uma solução definitiva, para que essa incerteza não se repita todos os meses.

Interior

Durante a reunião, o diretor José Airton Trindade, da região das Missões, participou por telefone e confirmou que os atrasos também afetam os vigilantes das escolas no interior. Segundo ele, os profissionais das coordenadorias da Seduc receberam seus pagamentos, mas os trabalhadores das escolas das regiões Noroeste, Fronteira e Missões ainda não foram pagos.

Neste sentido, os diretores ressaltaram que existe previsão de multa para salários atrasados e a advogada da empresa concordou, dizendo que a Bankfort está ciente disso.

Há relatos de atrasos que ocorreram ainda em Camaquã, Região Carbonífera e Região Metropolitana. No Litoral a situação é mesma, disse o diretor Jonatha Nunes: “Estou recebendo muitas ligações de vigilantes da Seduc de Capão da Canoa, Pinhal, Cidreira, de todo  o Litoral, dizendo que a situação é insustentável e que isso tem sido recorrente”, contou.

O Sindivigilantes segue acompanhando a situação e, se necessário, tomará medidas mais firmes, por meio da assessoria jurídica, para garantir os direitos dos trabalhadores. Luiz Henrique Aguiar e Adão Ferreira também integraram a comissão do sindicato.

Vigilante, denuncie qualquer irregularidade no seu trabalho. Conte com seu sindicato!

Atualização: Vigilantes do Mercado Público, na capital, também não receberam ainda.

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