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SINDICATO CONVOCA ASSEMBLEIAS DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

Nestas só participam sócios do sindicato com a tesouraria em dia.



O  Sindivigilantes do Sul publicou quarta-feira (06), no jornal Correio do Povo, um edital convocando a categoria para as assembleias de prestação de contas, na capital e interior.

Por medida de economia com viagens, elas vão ser realizadas na mesma época, mas em dias diferentes, das assembleias da Campanha Salarial 2020.

Nestas só participam sócios do sindicato com a tesouraria em dia.

A primeira assembleia da prestação de contas acontecerá em Três Passos, dia 10 de dezembro, terça-feira próxima. Em Porto Alegre será dia 17, terça-feira. Veja abaixo a lista completa destas assembleias.

  • Três Passos: dia 10/12, terça-feira, às 19 horas. Local: Sindicato dos Bancários, Rua Gaspar Silveira Martins, 713, Bairro Santa Inês.
  • São Luiz Gonzaga: dia 12/12, quinta-feira, às 19 horas. Local: Sindicato dos Bancários, Rua Bento Soeiro de Souza, 2780, Bairro Centro.
  • Porto Alegre: dia 17/12, terça-feira. Primeira Sessão: às 08 horas em primeira chamada e segunda chamada às 08h30. Segunda Sessão: às 19h30 em primeira chamada e 20h em segunda chamada. Local: Sindicato dos Ferroviários, Rua Voluntários da Pátria, 595, sala 505, Centro.
  • São Jerônimo: dia 18/12, quarta-feira, às 19 horas em primeira chamada e segunda chamada às 19h30. Local: Centro Administrativo, Rua Waldemar Azzi, 40.
  • Camaquã: dia 21/12, às 19 horas em primeira chamada e às 19h30 em segunda chamada. Local: Sindicato do Comércio, Rua Cristóvão Gomes de Andrade 791, Centro.
  • Mostardas: dia 30/12, às 19 horas. Local: Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Rua Onze de Abril, 356.

Pauta: Prestação de contas.

Participe, juntos somos fortes!

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ATENÇÃO VIGILANTES: SINDICATO CONVOCA AS PRIMEIRAS ASSEMBLEIAS DA CAMPANHA SALARIAL – 2020

vem pra assembleia geral SITE



Vai ter início a campanha salarial de 2020 dos vigilantesl, com a realização das primeiras assembleias gerais. Elas começam por Três Passos, dia 09 de dezembro, próxima segunda-feira.  

Na capital, a assembleia será na segunda-feira seguinte, dia 16,  pela manhã e noite. 

O edital com todas as datas e locais foi publicado nesta quarta-feira (04), no jornal Correio do Povo, tendo como pauta a discussão da proposta para a nova Convenção Coletiva de Trabalho. 

A participação é livre, para vigilantes sócios e não sócios (as). Veja abaixo a relação completa das assembleias e ajude a divulgar, repasse, convide seus colegas e compareça. Precisamos da tua participação. 

  • Três Passos: dia 09/12 (segunda-feira), às 19 horas. Local: Sindicato dos Bancários – Rua Gaspar Silveira Martins, 713, Bairro Santa Inês.
  • São Luiz Gonzaga: dia 11/12 (quarta-feira), às 19 horas. Local: Sindicato dos Bancários – Rua Bento Soeiro de Souza, 2780, Bairro Centro. 
  • Porto Alegre: dia 16/12 (segunda-feira) – Primeira sessão: 1ª chamada às 08 horas e 2ª chamada às 08h30. Segunda sessão: 1ª chamada às 19h30 e 2ª chamada às 20 horas. Local: Sindicato dos Ferroviários – Rua Voluntários da Pátria, 595, sala 505, Bairro Centro. 
  • Camaquã: dia 19/12 (quinta-feira) – 1ª chamada às 19 horas e 2ª chamada às 19h30. Local: Sindicato do Comércio – Rua Cristóvão Gomes de Andrade, 791, Bairro Centro. 
  • São Jerônimo: dia 20/12 (sexta-feira) – 1ª chamada às 19 horas e 2ª chamada às 19h30. Local: Câmara Municipal de Vereadores – Rua Osvaldo Aranha, 175, Bairro Centro. 
  • Mostardas: dia 23/12 (segunda-feira), às 19 horas. Local: Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Rua Onze de Abril, 356. 
  • Pauta:
    01- Apresentação, debates e deliberações sobre as propostas relativas à Convenção Coletiva de Trabalho 2020-2021 – Campanha Salarial
    02 – Assuntos Gerais. 

PARTICIPE, LUTE, JUNTOS SOMOS FORTES!

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GOVERNO QUER COBRAR CUSTAS DE AÇÃO JUDICIAL DE QUEM PERDER CAUSA CONTRA O INSS

Previdência_Social



O presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai enviar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) para cobrar as despesas dos processos judiciais de trabalhadores e das trabalhadoras que perderem ações contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Só ficarão isentos da cobrança os trabalhadores que ganham até três salários mínimos (R$ 2.994,00).

O governo alega que o objetivo é diminuir o número de ações na Justiça – cerca de 15% dos benefícios pagos pelo INSS foram obtidos por via judicial.

A presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, e o diretor da entidade, Diego Cherulli, criticam o projeto e afirmam que a judicialização só tem acontecido porque o governo tem diminuído o número de benefícios concedidos.

“Há um número excessivo de pedidos indeferidos não porque quem pede está errado, mas porque a máquina governamental é ineficiente. Só para dar um exemplo, o número de pedidos de benefícios negados para os rurais dobrou, de 30% subiu para 60%”, diz Bramante.

De acordo com Diego Cherulli, as leis que o governo propõe e vêm sendo aprovadas pelo Congresso Nacional, como a reforma da Previdência, que deixam brechas jurídicas para a população procurar seus direitos na Justiça, contribuem com a judicialização.

“O governo inventa a todo tempo reformas e modifica procedimentos do INSS, provocando conflitos, e a definição de uma situação, que seria meramente administrativa acaba na Justiça”.

O governo confunde o estabelecimento de um critério financeiro-monetário com o acesso gratuito à justiça, diz Diego. Ele defende que “cada caso deve ser analisado de forma particular, como é hoje”.

Para o advogado, quando o governo propõe impedir o acesso à Justiça comete dupla punição ao segurado.

“A primeira punição é pela análise errônea que fez do direito do cidadão e a segunda, ao restringir e tentar impedir que ele busque o judiciário”, diz Cherulli.

Inconstitucionalidade

“Esse projeto de lei vai acabar gerando uma inconstitucionalidade“, reforça a presidente do IBDP, Adriane Bramante.

Para ela, o governo também não está levando em conta que é um direito do cidadão ter Justiça gratuita, quando a pessoa informa que não tem condições de arcar com as custas do processo.

Além disso, limitar a gratuidade a quem recebe três salários mínimos não resolve o problema da judicialização. A advogada entende que o teto estipulado pelo governo é muito baixo, nem ao menos é o teto do INSS (R$ 5.839,45).

“Se um trabalhador que ganha R$ 3.100,00, não consegue receber o seguro-saúde, e a empresa não o aceita de volta alegando que ele ainda não tem condições de voltar ao trabalho, é um direito dele ter uma justiça gratuita. Essas pessoas são tão vulneráveis, que não têm condições de arcar com os custos da ação”, diz.

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Dias participa da 15ª Conferência Nacional dos Vigilantes, em Alagoas

Dias já registrou boletim de ocorrência na polícia

Dias já registrou boletim de ocorrência na polícia



O presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias, está na capital de Alagoas, Maceió, onde participa hoje (29) e amanhã da 15ª Conferência Nacional dos Vigilantes. O evento acontece num momento crucial para a categoria, com vários temas na pauta de discussões que dizem respeito aos direitos dos profissionais da segurança privada.

A começar pela aposentadoria especial, lembrou Dias, que tem a sua regulamentação, o Projeto de Lei Complementar Nº 245, do senador Eduardo Braga (MDB), à espera de votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

Na reforma da Previdência, a aposentadoria por periculosidade quase foi proibida totalmente, mas um destaque do senador Paulo Paim (PT) manteve viva essa possibilidade. Porém, ela precisa ser regulamentada por uma lei que defina os critérios para o recebimento do benefício.

O texto já recebeu 21 emendas dos senadores e não tem data definida para sua votação, mas espera-se que seja votado ainda neste ano.

Dias apontou ainda mais duas discussões importantes que devem acontecer na conferência: a reforma trabalhista e a Medida Provisória 905, de Bolsonaro, que trouxeram grandes prejuízos aos trabalhadores.

“Só a categoria mobilizada pode enfrentar tantas perdas de direitos, agora todos estão vendo o desastre que são essa reformas, que enche de privilégios os empresários, com redução de encargos e salários, enquanto até os trabalhadores desempregados vão ter que pagar imposto do seguro desemprego, de agora em diante”, afirmou Dias.

Ele alertou que, em dezembro, começa a campanha salarial no Rio Grande do Sul visando a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho de 2020 dos vigilantes, que têm data-base em 1º de fevereiro.

“Vai ser o momento dos vigilantes mostrarem que estão inconformados com essas perdas e que não vão aceitar mais nenhum recuo nos seus direitos”, completou o presidente.

A Conferência, promovida pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e o Sindicato dos Vigilantes de Alagoas, prossegue durante todo o dia de hoje e termina sábado (30).

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VIGILANTES QUE DEVEM COMPARECER NO SINDICATO (PROCESSO DA EPAVI)

Procurar o Departamento Jurídico, com o Dr. Maurício Vieira, para tratar de assunto de seu interesse, relativo ao processo da Epavi.



Os vigilantes abaixo, na lista, devem comparecer no Sindivigilantes do Sul, nesta quarta-feira (27), a partir das 14 horas, para tratar de assunto de seu interesse, relativo ao processo da Epavi, no Departamento Jurídico, com o Dr. Maurício Vieira.

  1. MOACIR SMOLASKI DA SILVA
  2. JEFERSON SCHMENGLER
  3. CARLOS DE JESUS C. GONÇALVES
  4. CREMIR NUNES
  5. AFONSO DIOTTI
  6. MARLENCO DOS SANTOS BAPTISTA
  7. JULIANA ZANUSSO DA FONSECA
  8. CARLOS ORISVALDO VIDAL VARGAS
  9. CLAUDIOMAR CORREA TEIXEIRA
  10. MAIQUEL AGUIAR
  11. GILSON ALVES VASQUES
  12. MARCOS FONSECA BRITO
  13. ELEÚ QUINTEIRO JUNIOR
  14. CLAUDIOMIRO NUNES DA SILVA
  15. JAIR MARQUES
  16. MARCELO JORGE GOULART
  17. EVERTON JARDEL DOS SANTOS
  18. MAURÍCIO RODRIGO ZART
  19. ADRIANO DOS SANTOS LOPES
  20. ROGÉRIO DE CARVALHO MORALES
  21. JOSÉ LUIZ ALVES DA SILVA
  22. ADRIANO SILVA DE PONTES
  23. CARLOS ALBERTO EVANGELISTA
  24. EDSON AFONSO HEMANN
  25. JOSÉ PEDRO OLIVEIRA DOS SANTOS
  26. JOSÉ EVERALDO LUIZ DE FREITAS
  27. EVANIR DORNELLES BOLESTA
  28. MAURICIO GOMES GARAY
  29. PATRIQUE NASCIMENTO
  30. REGINALDO FERNANDO K. JÚNIOR
  31. LUIZ VALDECIR PÔNCIO DE GOIS
  32. LUIZ GUSTAVO MENEZES RODRIGUES
  33. FELIPE SOARES DA SILVA
  34. MAIKEL BORGES DE LIMA
  35. MANOEL LUIS OLIVEIRA
  36. CRISTIANO DE MENEZES SOUZA
  37. SÉRGIO BRAGA FILHO
  38. JULIANO RIBEIRO DA SILVA LEMOS
  39. GABRIELA PAZ RODRIGUES
  40. ANDRÉ MARTINS DA SILVA
  41. ERLI DA SILVA RAMOS
  42. JONAS NERI FERREIRA
  43. EDER DA SILVA BRAGA
  44. MARCOS GESIEL SOARES DA CUNHA
  45. JULIANO GARCIA DA SILVA
  46. LUCIANO AGUIAR DA COSTA
  47. RENATA NUNES DOS SANTOS
  48. CASSIANO MACEDO PANCOTTE
  49. CRISTIAN ANDERSON G. DA CONCEIÇÃO
  50. RAFAEL BORGES LUCAS
  51. MARCO AURELIO GOMES FARIAS

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VIGILANTE RECEBE INDENIZAÇÃO DE ADVOGADO POR DANO MORAL

Justiça



VIGILANTE RECEBE INDENIZAÇÃO DE ADVOGADO POR DANO MORAL
 
Uma vigilante que trabalha no Foro Central de Porto Alegre vai receber indenização em dinheiro por dano moral de um advogado que a desrespeitou e ofendeu, ao passar pela vistoria na entrada do prédio.
 
Ele é reincidente, pois há um ano vinha se dirigindo de forma agressiva aos vigilantes do posto, desde que os procedimentos de segurança se tornaram mais minuciosos.
 
Neste foro atuam todas as Varas Criminais de Porto Alegre, Varas de Execução, Varas de Infância e Juventude, Juizado Especial Criminal (Jecrim), Juizado Especial Cível (JEC) e os cartórios.
 
Dia 16 de junho, o chefe de segurança do Tribunal de Justiça encaminhou ofício à direção do Foro relatando que a conduta deste advogado vinha “se tornando cada vez mais agressiva, debochada e chegando até mesmo a humilhar os vigilantes terceirizados que prestam serviço ao Foro Central”.
 
Dia 20 de maio, além dos gritos e ofensas à equipe, enquanto era revistado, ele passou a mão na arma da vigilante que é chefe da equipe, uma conduta completamente inapropriada.
 
Apoio do sindicato
 
Em outro episódio, enquanto estava sendo vistoriado por um dos vigilantes, ele tirou o cinto da calça e se dirigiu de forma ofensiva à outra vigilante, que estava fazendo a vistoria de outras pessoas.
 
Inconformada com tanto desrespeito, ela pediu o apoio da assessoria jurídica do Sindivigilantes do Sul, tendo como representante legal o advogado Maurício Vieira da Silva, que encaminhou a abertura de processo judicial contra o ofensor.
 
“Destaca-se que este comportamento reiterado do requerido tem ultrapassado os limites normais enfrentados por qualquer profissional da área de atuação da autora”, afirma a petição inicial do processo.
 
Foi requerida a condenação do réu ao pagamento de uma indenização “a título de dano moral referente ao stress físico, emocional e psicológico ao qual a autora foi submetida, com o agravante do constrangimento sofrido publicamente em sua jornada de trabalho, contribuindo negativamente na realização do mesmo”, diz o documento.
 
Obrigação de tratar com respeito
 
Na audiência que aconteceu dia 14 de novembro, houve um acordo para que o advogado indenize a vigilante com uma quantia em dinheiro, não revelada, além da obrigação de tratá-la com respeito e civilidade de agora em diante.
 
Além da vigilante e do advogado do sindicato, compareceram em apoio à colega o presidente, Loreni Dias, os diretores Fabiano Sanhudo, Ivo Carioca e Elisa Araújo, bem como diversos colegas do Foro.
 
Para a diretora Elisa Araújo, essa foi uma vitória da vigilante e da categoria também, uma vez que são frequentes os casos de desacato aos trabalhadores que fazem a vistoria na entrada de instituições públicas e de bancos.
 
“Que isso sirva de lição, pois somos autoridades no exercício da função e estamos ali para cumprir nosso trabalho e cuidar para que as normas sejam cumpridas, respeito acima de tudo”, disse Elisa.

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SINDICATO COBRA EXPLICAÇÕES DA MOBRA SOBRE REDUÇÃO DE JORNADA E DE SALÁRIO

O sindicato aguarda os esclarecimentos da empresa no prazo de dois dias e, se for necessário, tomará providências junto ao Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho.



O presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias, encaminhou ofício à direção da Mobra Serviços de Vigilância, nesta quinta-feira (14), cobrando explicações sobre a denúncia de que a empresa pretende modificar o contrato de trabalho dos vigilantes da Caixa Econômica Federal.

Conforme relatos que chegaram ao sindicato, a Mobra estaria com planos de reduzir a jornada e o salário dos trabalhadores da CEF, “que estariam sendo coagidos a assinar documentos concordando com redução de jornada e redução de salário, sob pena de demissão”.

A intenção da Mobra seria implementar essas mudanças a partir de 1º de dezembro, com redução de carga horária de 220 horas mensais de quem trabalha em jornadas diárias, ou seja, de 8h48 para jornadas de 6 horas ou jornadas de 5h45, com redução proporcional do salário à nova carga horária, que seria de 180 ou 150 horas mensais.

Foi dito ainda que, nos casos em que a jornada for alterada para 5h45, seria suprimido o pagamento do vale-alimentação, que é assegurado na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

“A irredutibilidade salarial é a garantia da não diminuição do valor nominal do salário do trabalhador e seus complementos, assegurado pelo Artigo 7º, inciso VI da Constituição Federal da República”, diz o documento protocolado hoje na empresa.

“Não havendo previsão na CCT e nem tendo sido firmado Acordo Coletivo prevendo redução de salário e jornada, é irregular e dolosa qualquer alteração que vise reduzir jornada e salário, consistindo crime na forma do inciso X, do artigo 7º, da CF/88”, acrescenta o ofício assinado por Dias.

O sindicato aguarda os esclarecimentos da empresa no prazo de dois dias e, se for necessário, tomará providências junto ao Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho, além de processo judicial trabalhista, visando proteger os legítimos interesses dos trabalhadores.

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VERDE E AMARELO: GOVERNO TIRA IMPOSTOS DE EMPRESÁRIOS E PASSA A CONTA PARA TRABALHADOR

Carteira do trabalho-site



A Medida Provisória (MP) nº 905/2019, que cria a carteira “Verde amarela”,  divulgada pelo governo nesta segunda-feira (11), não vai gerar 1,8 milhão de  empregos como diz o governo nem melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras.

O principal item da MP é a criação da carteira “verde amarela” que tem a finalidade de gerar empregos para jovens de 18 a 29 anos, com salários no valor máximo de um salário mínimo e meio (R$ 1.497,00).

Os jovens contratados via carteira verde e amarela receberão valor menor de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) se forem demitidos sem justa causa.

Os empregadores que adotarem o programa também não precisarão pagar a contribuição patronal para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 20% sobre a folha, além das alíquotas do Sistema S (Sebrae, Senai, Sesc, Sescoop, Sest, Senat e Senar ) e  do salário-educação.

Com o Programa Verde e Amarelo, os empresários deixarão de pagar cerca de 34% em tributos. A redução da arrecadação cairá nas costas do trabalhador desempregado: o governo decidiu cobrar 7,5% de alíquota para o INSS do valor do seguro-desemprego.

Para a professora de economia da USP, Leda Paulani, além de não gerar os empregos prometidos, as medidas tem o potencial de tirar o emprego de quem tem mais direitos, os trabalhadores da carteira azul, apesar do governo dizer que os empresários não podem substituir os antigos funcionários pelos novos, que terão menos direitos.

“A carteira verde amarela é mais um golpe contra os direitos dos trabalhadores porque o empresário não vai querer contratar pela carteira azul com todos os encargos trabalhistas”.

De acordo com a professora, o governo colocou ‘a faca e o queijo na mão’ dos empresários. Na relação de forças, de poder, quem perde é o trabalhador, afirma.

Para a economista, o governo usa a crise econômica para fazer reformas e retirar direitos. Ela conta que o Brasil atingiu ao auge de emprego formal entre 2006 e 2011, nos governos petistas de Lula e Dilma, quando a economia ia bem e o trabalhador tinha todos os direitos garantidos.

“O impacto dessa explosão de empregos formais permaneceu até 2014, quando índice de desemprego chegou a 4,5%, o menor da história. É o que chamamos de ‘desemprego ficcional’. Ou seja, mesmo com a economia a pleno vapor tem sempre alguém sem trabalho ou porque está saindo de um emprego para outro, ou se mudou de cidade e ainda não começou numa nova atividade”, afirma.

A professora chama ainda de absurdo o desconto de 7,5% do seguro desemprego para o INSS, com a desculpa de que esse tempo de contribuição contará para a aposentadoria.

Com esta última medida, o ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, espera arrecadar R$ 12 bilhões em cinco anos – R$ 2 bilhões a mais do que custaria o seguro desemprego, neste mesmo período. Ou seja, o governo vai arrecadar mais tirando dinheiro do trabalhador, num período em que ele mais precisa.

“Só posso chamar esta proposta de bisonha. O trabalhador já não tem renda porque perdeu o emprego e o governo quer arrecadar em cima dele, enquanto tira encargos dos empresários”, avalia.

“Em resumo”, diz a professora de economia da USP, “o sistema não funciona assim, só funciona se melhorar a economia. O pacote de Bolsonaro não vai gerar emprego. O empresário não vai contratar e pronto”.

Confira os três pontos mais prejudiciais aos trabalhadores na MP 905/2019, de Bolsonaro:

FGTS – valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço pago pelas empresas cai de 8% para 2%. A multa em caso de demissão cai de 40% para 20%.

Domingos e feriados – além do comércio, trabalhadores e trabalhadoras em indústrias poderão trabalhar aos domingos e feriados. A folga será em dias da semana.  O repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo, no mínimo, uma vez no período máximo de quatro semanas para os setores de comércio e serviços e, no mínimo, uma vez no período máximo de sete semanas para o setor industrial.

INSS – Empresas não pagarão a contribuição patronal de 20% ao INSS. A conta vai para o trabalhador desempregado. O governo vai cobrar 7,5% de INSS de quem recebe seguro-desemprego

A Medida Provisória tem validade de 60 dias.

Os contratos no regime “verde e amarelo” poderão ser assinados até 31 de dezembro de 2022 e terão validade de até 24 meses.

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REPORTAGENS DO GRUPO RBS DENUNCIAM EMPRESAS DE VIGILÂNCIA ACUSADAS DE LESAR TRABALHADORES E CONTRATANTES

Juntas, 19 empresas já receberam, em 10 anos, R$ 1 bilhão em contratos com organismos federais, estaduais e 25 prefeituras gaúchas.



O Grupo RBS divulgou hoje, nas suas emissoras de TV, rádio e jornal Zero Hora, longas reportagens sobre 19 empresas de um mesmo grupo que, há muitos anos, vencem licitações públicas para vigilância e outros serviços, mesmo com inúmeros processos judiciais, condenações e denúncias contra elas.

“Nas últimas três décadas, um grupo de prestadores de serviços se habituou a vencer licitações em áreas de limpeza predial, vigilância, portaria, ascensorista, bilheteria, entre outras atividades”, diz a reportagem de Zero Hora, assinada pelos jornalistas José Luis Costa e Jennifer Gularte.

“Juntas, 19 empresas já receberam, em 10 anos, R$ 1 bilhão em contratos com organismos federais, estaduais e 25 prefeituras gaúchas. Ao mesmo tempo, em que sobrevive com dinheiro público, a maioria delas pode estar lesando o fisco e os empregados, e parcela dessa conta ficam para o contribuinte pagar”, acrescenta o texto.

A reportagem cita algumas empresas já extintas e outras que se mantém no mercado, ligadas a um mesmo grupo familiar e de amigos. Eles fecham umas enquanto abrem outras, para continuar atuando no setor, vencendo licitações e acumulando novas dívidas em tributos, salários e obrigações trabalhistas.

Irmãs Job: portas fechadas

São mencionadas a FA Recursos Humanos, Multiágil Limpeza Portaria e Serviços, Forte Sul Serviços Terceirizados, Alerta Vigilância, Abrasul e as “Irmãs Job”:  Job Recursos Humanos e Job Segurança e Vigilância, que estão com seus escritórios na capital de portas fechadas, ressalta o jornal.

Luiz Paulo Pereira Prates, que controlava a Alerta e a Abrasul, nos anos 1990, já foi condenado seis vezes por apropriação indébita previdenciária.  “Todos os processos encerraram-se há mais de 10 anos e absolutamente todas as penas que foram impostas pela Justiça foram cumpridas. Não tenho mais nada a declarar”, disse Prates ao jornal.

Segundo o jornal, somente a FA, Multiágil e Forte Sul receberam R$ 369 milhões de organismos públicos, mas devem R$ 55,2 milhões à União. As três, assim como outras sete empresas do grupo, estão proibidas de participar de licitações no país por irregularidades no cumprimento de contratos e/ou atividades parcialmente interditadas a pedido do Ministério Público.

“Apesar disso, novas terceirizadas ligadas ao grupo estão surgindo e vencendo concorrências públicas. A tática é oferecer o menor preço para ganhar as licitações, mesmo com pequeno lucro ou o suficiente para bancar as despesas operacionais”, alerta a reportagem.

O presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias, foi um dos entrevistados pelos repórteres da Zero Hora: “Em geral, quando vai completar um ano de contrato, se aproximando o primeiro período de férias dos empregados ou de pagar o 13º salário, as empresas “esquecem” desses compromissos, embora sigam recebendo o os valores dos contratos”, afirma Dias.

Clique aqui. para ler a íntegra da reportagem na ZH.

Clique aqui para ver a reportagem da RBS TV – 1ª Parte.
Clique aqui para ver a reportagem da RBS TV – 2ª Parte.

Nota do Sindivigilantes do Sul

O Sindivigilantes do Sul cumprimenta os jornalistas José Luis Costa, Jeniffer Gularte e demais participantes da reportagem pelo seu ótimo trabalho, que revela para a sociedade o quanto o poder público, o contribuinte e os trabalhadores da área estão sendo prejudicados por empresas que não deveriam mais estar atuando nesse mercado.

No sindicato, temos feito tudo ao nosso alcance no sentido de alertar e denunciar essa situação às autoridades e órgãos de fiscalização. Esperamos que agora alguma solução definitiva para isso seja encaminhada por quem de direito, uma vez que provas e evidências da gravidade do problema não faltam.

Loreni Dias – Presidente

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Bradesco e Itaú anunciam fechamento de agências

Mesmo com lucros enormes, os dois bancos vão fechar centenas de agências e provocar mais desemprego ainda.



Poucas horas depois de divulgar um lucro de mais de 19 bi nos primeiros meses de 2019, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, anunciou que irá fechar 450 agências até o ano que vem.

De acordo com matérias publicadas na grande imprensa, o banco precisa melhorar suas despesas operacionais, que estão acima da meta estabelecida para 2019, e está tomando medidas para isso. Além do programa de demissão voluntária (PDV), com adesão de mais de 3 mil funcionários.

A Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) já enviou um ofício ao banco solicitando informações sobre o fechamento de agências e a situação dos bancários e uma reunião para tratar do assunto.

Depois de fechar 50 agências até setembro, o Bradesco espera encerrar mais 100 unidades ainda este ano. Mais de 300 devem ser descontinuadas em 2020, conforme Lazari.

Os fechamentos de agências ocorrerão em todo o Brasil e não há, segundo ele, uma região específica. Ao fim de setembro, o Bradesco contava com 4.567 agências.

“É lamentável que, mesmo com lucro crescente, a decisão do banco seja a retirada de emprego. Este é um dos pontos prioritários da nossa minuta de reivindicações, a garantia de emprego”, afirmou Magaly Fagundes, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.

Itaú já fechou 200 agências em 2019

O Itaú seguiu o Bradesco e anunciou, nestas quarta-feira (6), o fechamento de 400 agências até o fim do ano. Conforme a revista Exame, já foram fechadas 200 agências do banco no primeiro semestre de 2019.

A decisão faz parte do processo de digitalização da instituição e, segundo um documento divulgado via teleconferência, da “busca por eficiência e a maior demanda por atendimento via canais digitais levaram à redução anual de 5,7% das agências físicas no Brasil”.

O banco afirmou à EXAME que “a redução do número de unidades físicas é um movimento de reposicionamento da rede, coerente com as novas necessidades dos clientes e o aumento da procura por atendimento em outros canais, como internet, celular e agências digitais”.

A revista informa que o lucro do Itaú subiu 11% e chegou a R$ 7,5 bilhões no primeiro trimestre desse ano.

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