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Vigicoop convida para visita a terreno na Lomba do Pinheiro

Palmor pede que interessados levem documentação

Palmor pede que interessados levem documentação para o cadastramento

A Cooperativa Habitacional dos Vigilantes (Vigicoop) convida os associados (as) e demais interessados em adquirir a casa própria para uma visita à área que está sendo oferecida para construção de um conjunto habitacional pelo programa Minha Casa Minha Vida.

Ela está localizada na Estrada João de Oliveira Remião, nº 4415, Parada 10, na Lomba do Pinheiro, onde podem ser construídas até cem unidades habitacionais, informa o presidente da cooperativa, Palmor Vasconcelos Cardoso.

O terreno e a obra estão sendo oferecidos pelas empresas IPer Mòveis e Ábaco. Ele orienta que todos (as) compareçam no sindicato, quarta e quinta-feira, às 09 horas, para deslocarem-se juntos, com a direção da cooperativa, até o local, onde estarão à espera vans das empresas para visita à área.

Levar a identidade, CPF, comprovante de residência e certidão de casamento, união estável ou divórcio para realizar o cadastro.

Palmor acrescenta que a Vigicoop já está legalizada, com CNPJ e cadastramento aberto para quem quiser se candidatar a um imóvel. Já foram analisados outros terrenos, mas não foi possível fechar uma negociação até o momento, finalizou. Qualquer dúvida, ligar para ele no número 9 8461-7989.

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Negros são 64% dos desempregados, 66% dos domésticos e 67% dos ambulantes

IBGE: 8 dos 13 milhões de desempregados são negros, mais presentes na informalidade. E brancos têm rendimento maior

IBGE: 8 dos 13 milhões de desempregados são negros, mais presentes na informalidade. E brancos têm rendimento maior

O desemprego e a exclusão do mercado de trabalho atingem, principalmente, pretos e pardos (classificação usada pelo IBGE), mulheres e moradores da região Nordeste, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, com dados regionais divulgados hoje (17) pelo instituto. Dos 13 milhões de desempregados no país, 8,3 milhões (63,7%) eram pretos ou pardos. A taxa de desemprego entre eles foi de 14,6%, enquanto a dos brancos chegou a 9,9%.

Ainda entre os aproximadamente 13 milhões de desempregados, eram 52,6% de pardos, 35,6% de brancos e 11,1% de pretos. Cinco anos antes, essas proporções eram de 51,9%, 38,3% e 9,3%, respectivamente.

Pretos e partidos são maioria da população de 14 anos ou mais (55%) e entre os trabalhadores ocupados (53%). Mas a proporção de ocupados negros é inferior à de brancos. A diferença também se nota nos rendimentos: a édia entre pretos e pardos é de R$ 1.531 e a dos brancos, R$ 2.757.

O percentual de trabalhadores com carteira assinada é maior entre brancos. No serviço doméstico, caracterizado pela informalidade e pela menor remuneração, 66% dos trabalhadores são pretos ou pardos. Eles também compõem a maioria (67%) dos ambulantes no país – mais de 1 milhão. No terceiro trimestre, 2,5% dos trabalhadores pretos ou pardos estavam nessa função, ante 1,9% em 2014. Também estão mais presentes na agropecuária e na construção civil e são maioria entre os trabalhadores por conta própria (55,1%).

Em todo o mercado de trabalho, a chamada taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 23,9% no terceiro trimestre, o correspondente a 26,8 milhões de pessoas, sendo dois terços (17,6 milhões) pretas ou pardas. Esse grupo inclui desempregados, os subocupados e os que gostariam de estar trabalhando, mas não procuraram emprego. Para pretos e pardos, o índice sobe para 28,3%, caindo para 18,5% entre brancos.

Os maiores índices foram registrados na Bahia (40,1%), Piauí (38,5%) e Maranhão (37%). As menores, em Santa Catarina (10,9%), Mato Grosso (14,8%) e Rondônia (15,5%).

Apenas a taxa de desemprego, divulgada anteriormente, foi de 12,4% no terceiro trimestre, variando de 7,9% (região Sul) a 14,8% (Nordeste). O rendimento médio foi estimado em R$ 2.115, estável.

Em São Paulo, a taxa de desemprego era de 13,2% no terceiro trimestre. Cai para 11,4% entre brancos e sobe para 16,3% entre pretos e pardos.

A Pnad mostra ainda que, entre os ocupados, 57,3% tinham concluído pelo menos o ensino médio. Outros 27,4% não chegaram a concluir o ensino fundamental e 18,9% completaram o ensino superior. As regiões Nordeste (35,7%) e Norte (34,7%) tinham maior percentual de pessoas com menor nível de instrução (sem concluir o ensino fundamental).

As pessoas que o IBGE classifica como fora da força de trabalho, nem ocupadas e nem desempregadas, eram 38,2% daquelas em idade de trabalhar, ou 64,5 milhões. No Nordeste, eram 45,3% e no Sudeste, 35,1%. “Importante destacar que esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica disponível”, diz o instituto. A maioria da população fora da força de trabalho era formada por mulheres (65,1%), também mantendo tendência histórica. Pardos (48%) e pretos (8%) eram mais da metade.

Nota:  Na data que homenageia Zumbi dos Palmares, um dos líderes da luta contra a escravidão, o sindicato reafirma sua posição contra toda forma de racismo e discriminação. Essa é uma questão que ainda não foi superada em nossa país e este dia, com esta notícia, serve para refletirmos sobre isso. Esta é uma luta de todos (as) nós!
Sindivigilantes do Sul – A Direção

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Onde fica a dignidade no mundo do trabalho?

Reprodução do artigo na ZH desta quarta-feira, dia 15

Reprodução do artigo na ZH desta quarta-feira, dia 15

A formação da identidade humana, a construção da subjetividade e a garantia de sobrevivência estão diretamente vinculadas ao trabalho. Esse é um dos fundamentos para considerá-lo um direito humano. Paradoxalmente, a exploração do trabalho produz sofrimento, embrutecimento e diminuição da liberdade.

O trabalho livre, o assalariamento, jornadas de trabalho compatíveis com a integridade física, condições de trabalho que não atentem contra a saúde física e mental, legislações que protejam os trabalhadores (sujeitos mais vulneráveis nas relações de trabalho), o reconhecimento de instituições para representar os interesses coletivos (sindicatos), foram sendo progressivamente conquistados, dignificando o trabalho e fazendo a vida em sociedade valer a pena. 

A Lei 13.467/2017, conhecida como reforma trabalhista, entrará para a história, como uma das maiores aberrações jurídicas, em flagrante desacordo com os tratados internacionais, as convenções da OIT, a Constituição Brasileira e com os princípios da Justiça do Trabalho.

Politicamente, é fruto de um governo ilegítimo, com baixíssima popularidade e ventríloquo do empresariado mais arcaico e de um parlamento transformado em balcão de negócios, que tudo faz para aprovar mudanças estruturais, sem transparência e debate público.

Economicamente, reduzirá renda, diminuirá o consumo e causará azedume no ambiente de trabalho, com prejuízos na produtividade. Se aplicada, acirrará a concorrência espúria entre as empresas, aumentando a desorganização produtiva e a insegurança, tanto jurídica quanto econômica.

Socialmente será um desastre, pois a proliferação do emprego precário e indigno semeará informalidade e insegurança no trabalho.

Quando o presidente do TST propõe a equação “menos direitos e mais emprego”; quando membros do STF manifestam publicamente o desejo de extinguir a Justiça do Trabalho e suprimir o artigo 7º da Constituição Federal; quando o ministro do Trabalho, sabendo de uma avalanche de precarização e endurecimento das relações trabalho, se antecipou e tornou inócua a legislação que pune o trabalho análogo à escravidão; suspeitamos que falta pouco para ouvirmos que a flexibilização da Lei Áurea é indispensável para nos modernizarmos. 

Claudir Nespolo
Presidente da CUT-RS

 

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Sindicato convoca para assembleias da campanha salarial

Serão discutidas e aprovadas as cláusulas sociais e econômicas

Serão discutidas e aprovadas as cláusulas sociais e econômicas

O Sindivigilantes do Sul publicou nesta quinta-feira (16) edital no jornal Correio do Povo, convocando a categoria dos vigilantes para as assembleias gerais que marcam o início da campanha salarial deste ano em todo o Rio Grande do Sul. A pauta principal é a discussão das propostas de cláusulas sociais e econômicas que serão apresentadas aos patrões para a negociação da convenção coletiva de trabalho 2018/2019.

Esta é uma campanha de maior importância ainda, porque é a primeira que acontece logo após a entrada em vigor da reforma trabalhista. A mobilização da categoria é fundamental porque há muitas situações onde o que for negociado com as empresas se sobrepõe à lei. Na capital, a assembleia será dia 27, segunda-feira, em duas sessões, pela manhã e à noite. Esta é a ordem das assembleias, com os locais e horários:

  • Santo Ângelo: dia 22/11, 4ª feira, 19 horas, no Sindicato dos Bancários, Rua dos Andradas, 1161, Centro.
  • São Borja: dia 23/11, 5ª feira, 19 horas, no Clube Esperança, Rua Olinto Arami Silva, 804, Centro.
  • Porto Alegre: dia 27/11, 2ª feira, primeira sessão às 07h30 e segunda sessão às 19h30, na Igreja Evangélica, Rua Senhor dos Passos, 202, Centro.
  • Camaquã: 28/11, 3ª feira, 19 horas, na subsede, Rua Cristóvão G. de Andrade, 919B, Centro.
  • Sto. Antônio da Patrulha: 29/11, 4ª feira, 19 horas, na FURG, Rua Barão do Caí, 2-274, Cidade Alta.
  • São Jerônimo: 30/11, 5ª feira, 19 horas, na Câmara Municipal, Rua Osvaldo Aranha, 175, Centro.
  • Veranópolis: 09/12, sábado, 19 horas, na Câmara Municipal, Rua Dr. José Montaury, 213/325.

Compareça, participe e traga seus colegas!

 

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Sentença sobre reciclagens da Epavi sai a qualquer momento

Farias confia numa decisão favorável para a categoria

Farias confia numa decisão favorável para a categoria

Estamos aguardando para qualquer momento a sentença do juiz da 3ª Vara do Trabalho de Porto Alegre relativa às reciclagens nos finais de semana da Empresa Epavi, bem como o pagamento das horas extras e os adicionais de deslocamento para a escola em Passo Fundo.

Segundo o diretor jurídico Gérson Farias, a audiência judicial ocorrida nesta terça-feira pela manha “vai favorecer muito a categoria em relação a essas horas devidas e deslocamento, pois apresentamos testemunhas que confirmam todos os fatos supracitados na ação coletiva movida pelo sindicato”.

O sindicato só desistiu de um pedido indenização por dano moral coletivo, a fim de não expor os 3.456 trabalhadores a represálias da empresa, pois todos teriam que testemunhar para caracterizar o referido dano moral. Mas o mais importante nesta ação é que todas as horas extras serão pagas com os juros e suas devidas correções, afirmou o diretor jurídico.

“Tão logo saia a sentença a categoria será informada”, concluiu Farias. Quem quiser, pode acompanhar o andamento do processo no site do TRT4, pelo número: 0021377-26.2016.5.04.0003.

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SINDICATO ADOTA MEDIDAS PARA  ENFRENTAR NOVA REALIDADE FINANCEIRA

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Como é sabido por todos (as), a reforma trabalhista trouxe entre suas mudanças a suspensão dos repasses das contribuições sindical e assistencial. Isso é um grande golpe nas finanças dos sindicatos e com o Sindivigilantes do Sul não é diferente, uma vez que tais contribuições representam mais da metade das receitas do sindicato.

As mensalidades, apenas, não são suficientes para cobrir as despesas da entidade, o que nos obriga a tomar medidas emergenciais a fim de equilibrarmos nossas finanças. Tivemos que demitir duas funcionárias na sede e decidimos pelo fechamento de duas subsedes, Cachoeira do Sul e Três Passos, que tinham um número muito pequeno de sócios e davam grande prejuízo.

Ainda estamos discutindo a situação das demais subsedes e dos serviços prestados pelo sindicato, como os convênios médicos e outros. Nosso objetivo é manter as atividades essenciais da entidade da melhor forma possível. Mas a categoria precisa estar consciente que a situação é muito difícil e que a sobrevivência do sindicato depende da contribuição de cada associado e associada.

O sindicato terá o tamanho que a categoria quiser. Porém, lembrem-se que estamos vivendo um momento muito sério no país, com ataques aos direitos da classe trabalhadora como nunca se viu, e um sindicato forte nessa hora é mais necessário ainda. Juntos, podemos enfrentar e superar essa situação.
Haja o que houver, continuaremos trabalhando muito, com as condições que tivermos, para defender, honrar e valorizar nossa categoria. Forte abraço!

Loreni Dias – Presidente – Sindivigilantes do Sul

SINDICALIZE-SE E CONVIDE SEUS COLEGAS A SE SINDICALIZAREM. O APOIO E A PARTICIPAÇÃO DA CATEGORIA FAZEM A FORÇA DO SEU SINDICATO.

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CUT-RS relembra deputados e senadores que votaram a favor da reforma trabalhista de Temer

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Às vésperas da entrada em vigor da lei 13.467/2007, a chamada Reforma Trabalhista, que ocorre neste sábado, dia 11 de novembro, a CUT-RS relembra como votaram os deputados e os senadores gaúchos, quando essa legislação perversa foi aprovada no Congresso Nacional

“Queremos que os trabalhadores e a população nunca se esqueçam de quem foi a favor e de quem foi contra esse projeto, feito sob medida pelos grandes empresários, financiadores do golpe que apeou a presidenta eleita Dilma Rousseff, e que retira direitos históricos da classe trabalhadores, tenta enfraquecer o movimento sindical e dificultar o acesso à Justiça do Trabalho”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Segundo ele, “é preciso dar a resposta a esses inimigos dos trabalhadores nas próximas eleições, fazendo com que nenhum deles seja reeleito, pois não representam os anseios de uma vida melhor dos trabalhadores e das trabalhadoras, mas sim os interesses dos donos do capital nacional e internacional”.

“Vamos marcar na paleta essa gente, que nunca disse em campanha eleitoral que iria votar para acabar com os nossos direitos. Por isso, vamos lembrar e relembrar o nome e o partido de cada deputado e senador no dia 11 de cada mês junto aos trabalhadores e à população para ninguém se esqueça deles”, conclui Nespolo.

Veja como votaram os deputados gaúchos (26/04/2017):

A favor da reforma trabalhista (14)

Alceu Moreira (PMDB)

Cajar Nardes (PR)

Carlos Gomes (PRB)

Covatti Filho (PP)

Darnlei (PSD)

Darcísio Perondi (PMDB)

Jerônimo Goergen (PP)

Jones Martins (PMDB)

Luis Carlos Heinze (PP)

Mauro Pereira (PMDB)

Onyx Lorenzoni (DEM)

Renato Molling (PP)

Ronaldo Nogueira (PTB)

Yeda Crusius (PSDB)

Contra a reforma trabalhista (15)

Afonso Hamm (PP)

Afonso Motta (PDT)

Bohn Gass (PT)

Heitor Schuch (PSB)

Henrique Fontana (PT)

João Derly (Rede)

José Fogaça (PMDB)

Jose Stédile (PSB)

Marco Maia (PT)

Marcon (PT)

Maria do Rosário (PT)

Paulo Pimenta (PT)

Pepe Vargas (PT)

Pompeo de Mattos (PDT)

Sérgio Moraes (PTB)


Confira como votaram os senadores gaúchos (11/07/2017)

A favor da reforma trabalhista (2)

Ana Amélia Lemos (PP)

Lasier Martins (PSD)

Contra a reforma trabalhista (1)

Paulo Paim (PT)

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NOTA OFICIAL – A LUTA CONTRA A REFORMA TRABALHISTA NÃO ACABOU: LUTAREMOS, RESISTIREMOS!

Sindicato participou de todas as mobilizações contra mudança da CLT

Sindicato participou de todas as mobilizações contra mudança da CLT

Começa a valer neste sábado (11) a reforma trabalhista imposta ao povo brasileiro pelo golpista Michel Temer. O Sindivigilantes do Sul participou de todas as mobilizações, inclusive da greve geral, com a CUT, demais centrais e sindicatos, para tentar impedir esse monstruoso ataque aos direitos da classe trabalhadora.

Está claro que este é um governo totalmente dominado pelos grandes grupos empresariais, banqueiros e ruralistas, sem qualquer escrúpulo, sem nenhum respeito pelo povo, que até o trabalho escravo quer liberar. Ainda temos pela frente a batalha da reforma da Previdência, que acaba com as aposentadorias. Já estão dizendo também que essa reforma trabalhista não é suficiente, querem arrochar ainda mais a vida do trabalhador.

Não resta alternativa a nós, da classe trabalhadora, a não ser fortalecermos nossos sindicatos, nos organizar e ir à luta, porque nossos inimigos de classe ainda não terminaram o “serviço sujo”. Vai ficar ainda pior se não reagirmos. Com estes inimigos que estão no poder não há conciliação possível, pois a ganância deles não tem limites!

Continuaremos lutando, resistiremos, para reverter os efeitos dessa famigerada reforma. Até mesmo boa parte do Judiciário Trabalhista diz que ela não pode ser implementada do jeito que foi aprovada, pois afronta em vários pontos a Constituição Federal. Temos que nos unir e nos fortalecer, para enfrentarmos juntos estes tempos difíceis que temos pela frente. Forte abraço!

Sindivigilantes do Sul – A Direção – 10/11/2017

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CUT-RS convoca para o Dia Nacional de Mobilização, sexta-feira (10)

Protestos vão acontecer na véspera da entrada em vigor da reforma trabalhista

Protestos vão acontecer na véspera da entrada em vigor da reforma trabalhista

Às vésperas do início da vigência em 11 de novembro da lei 13.467, a chamada “reforma” trabalhista, e diante da ameaça de votação da “reforma” da Previdência, a CUT-RS está organizando as entidades filiadas para o Dia Nacional de Mobilização que ocorrerá na próxima sexta-feira (10). Pela manhã, haverá paralisação das categorias em luta e uma plenária extraordinária de mobilização da CUT-RS, das 10h às 14h, no salão da igreja da Pompeia, em Porto Alegre.

À tarde, junto com as centrais sindicais, será realizado um abraço simbólico ao prédio da Justiça do Trabalho, na Avenida Praia de Belas, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RS), seguido de caminhada até a Esquina Democrática, onde acontecerá um ato unificado às 18h, contra as “reformas” trabalhista e da Previdência e a portaria do trabalho escravo, suspenso por liminar pela ministra do STF, Rosa Weber.

“Esse governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), rejeitado por quase 90% da população, está provocando um retrocesso sem precedentes na história do país. Congelou investimentos em saúde e educação por 20 anos e aprovou uma lei que retira direitos trabalhistas, conquistados com muita luta pela classe trabalhadora, além de tentar enfraquecer os sindicatos e acabar com o acesso gratuito à Justiça do Trabalho”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Para ele, “temos que resistir, lutar e acordar o Brasil para mostrar ao Temer e ao Congresso Nacional que não vamos pagar o pato e que não aceitamos a precarização do trabalho, mas queremos emprego decente e nenhum direito a menos”.

Frente à necessidade de realizar um balanço da estratégia de enfrentamento da “reforma” trabalhista e a urgente tarefa de impedir que a “reforma” da previdência seja aprovada, a Direção Executiva da CUT-RS convoca todas as entidades sindicais para que participem da Plenária Extraordinária de Mobilização, na próxima sexta-feira, das 10h às 14h, no salão da Igreja da Pompéia, com a seguinte pauta:

a) Avaliar as nossas ações de resistência;

b) Apresentação do manual de orientações técnico-políticas para barrar a implantação da reforma trabalhista;

c) Planejar ações para o próximo período: greve geral, caravanas da CUT, comitês sindicais e desgaste da base palamentar golpista.

Cada entidade sindical com até 500 trabalhadores na base deverá indicar um delegado ou uma delegada. Entidade sindicais que possuem acima de 500 trabalhadores na base deverá indicar no mínimo 3 dirigentes sindicais.

As inscrições devem ser feitas junto à Secretaria-geral pelo e-mail cut.rs@cutrs.org.br indicando o nome da pessoa e o nome da entidade de base sindical.

“Reiteramos que esta atividade é de suma importância e orientamos aos sindicatos a organizarem transporte solidário para economizar recursos e otimizar a participação de um maior número possível de dirigentes”, salienta o secretário-geral adjunto da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Coleta de assinaturas pela anulação da reforma trabalhista

A CUT está intensificando a coleta de assinaturas no projeto de lei de iniciativa popular para anular a “reforma” trabalhista e a lei da terceirização sem limites. “Precisamos no mínimo de 1,3 milhão de assinaturas, o que corresponde a 1% do eleitorado brasileiro, em cinco estados do país, para a tramitação no Congresso, a fim de tentar desfazer esse brutal ataque aos direitos dos trabalhadores”, destaca Nespolo.

Ele ressalta que a “reforma” trabalhista foi enfiada goela abaixo e passaram a conversa na população. “Até o fim de 2014, início de 2015, estávamos em pleno emprego no Brasil. As empresas tinham dificuldade imensa em manter seus funcionários, pois as firmas disputavam os mesmos e as leis trabalhistas não geravam nenhum problema. Por isso, é conversa fiada dizer que a lei trabalhista gera informalidade e cria problemas para gerar empregos. No momento em que tivemos plenas oportunidades, a lei não foi empecilho”.

“Com esse projeto, queremos impactar os deputados para que voltem atrás sobre este assunto”, enfatiza Nepolo, que se mostra satisfeito com o envolvimento dos sindicatos. “Estamos felizes com os resultados, pois isso possibilita ampliar também a consciência crítica dos trabalhadores e aumentar a resistência ao golpe”, finalizou.

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Prefeitura de Butiá notifica bancos que desobedecem lei da vigilância 24 horas

Prefeito Daniel, ao centro, recebeu direção do sindicato

Prefeito Daniel, ao centro, recebeu direção do sindicato

Dias, Elisa e Eduardo acompanharam a secretária Morgana nas notificações

Dias, Elisa e Eduardo acompanharam a secretária Morgana nas notificações

O presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias, esteve reunido com o prefeito municipal de Butiá, Daniel Pereira de Almeida, na última quarta-feira. Eles conversaram sobre a lei da vigilância armada 24 horas nos bancos, que já está em vigor na cidade mas não vem sendo cumprida.

Imediatamente, o prefeito determinou que todas as agências fossem notificadas e avisadas de que sofrerão multas, se não obedecerem ao que diz a lei Lei nº3.162- 12/07/2016. Segundo o texto, toda as agências bancárias do município devem manter vigilância armada dia e noite, as 24 horas do dia, inclusive nos feriados e finais de semana.

Dias estava acompanhado da diretora Elisa Araújo e do apoio na região, Eduardo Blauth. Eles, inclusive, acompanharam a secretária de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Morgana Ferreira, na notificação das agências do Banrisul, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Segundo o presidente, mais de 30 municípíos já têm a lei em vigor, inclusive a capital, mas muitas prefeituras estão se omitindo da fiscalização. “Nós lamentamos a irresponsabilidade de algumas prefeituras que ainda não tomaram as providências que deveriam ter tomado”, disse. “As prefeituras não ligam até que aconteça uma tragédia”, disse dias.

Ele citou, como exemplo desse risco, o ataque com explosivos e uso de reféns pelos bandidos a uma agência da Caixa Econômica Federal, em Taquari, na madrugada desta sexta-feira. Conforme o levantamento do sindicato, a lei da vigilância 24 horas já foi aprovada na cidade mas não foi sancionada pelo prefeito, ainda.

Agência em Taquari foi explodida nesta sexta-feira

Agência em Taquari foi explodida nesta sexta-feira

 

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