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ASSEMBLEIAS DE PORTO ALEGRE CONFIRMAM O “NÃO” AOS PATRÕES

Decisão foi unânime também à noite

Decisão foi unânime também à noite



À noite e pela manhã o resultado foi o mesmo nas assembleias realizadas quinta-feira (08), na capital, para avaliar a proposta patronal de 2,81% de reajuste e R$ 19,23 no vale-refeição, além das cláusulas sociais. Por unanimidade, a categoria disse NÃO e decidiu continuar lutando para conquistar uma pauta melhor na negociação com as empresas.

Em São Jerônimo e Camaquã os vigilantes já tinham tomado a mesma decisão, de recusar a proposta, faltando apenas se realizar as assembleias de São Luiz Gonzaga, nesta sexta-feira (09), e Santo Ângelo amanhã (10). Semana que vem deve acontecer nova reunião na entidade patronal, adiantou o presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias.

“A proposta não é boa, é ruim, temos que melhorar essa proposta, o vale-alimentação não vale nem o preço de um cacetinho e não podemos ser ingênuos de aceitar o que a patronal quer”, disse o presidente. Ele acrescentou que estão juntos nessa negociação com o Sindivigilantes do Sul os sindicatos de São Leopoldo, Lajeado e Pelotas. Também informou que os sindicatos de Santa Cruz do Sul e Santa Maria já fecharam acordo com os patrões, mas ainda não se sabe os detalhes da proposta que eles aceitaram.

Assembleia 2 08032018 N (1)

O advogado Arthur Dias Filho, da assessoria jurídica do sindicato, ressaltou que “estamos vivendo uma nova era no país, porque desde o dia 11 de novembro está em vigor uma nova CLT”, que foi implementada pela reforma trabalhista. Ela complica muito a vida dos trabalhadores porque retira uma série de direitos, como a hora extra a partir das 5 horas na 12×36, o pagamento do feriado em dobro, admite o contrato parcial, o contrato intermitente, enfim, permite quase tudo.

Ele pediu que todos procurem conhecer a nova CLT. “Precisamos ter clareza do momento que vivemos no país, este é o momento de união da categoria, de deixar as divergências de lado, focando no que realmente é preciso”, completou o advogado.

Estava o presente na assembleia o presidente da central Conlutas, Érico Corrêa, que reforçou que os vigilantes precisam deixar as disputas políticas de lado e se concentrar na mobilização da campanha salarial: “Agora é hora de enfrentar o patrão, o nosso inimigo é o patrão e o governo, que querem achatar nossos salários e tirar os nossos direitos”, afirmou.

Todos que se manifestaram na sequência falaram no mesmo sentido, de que é preciso consciência e união da categoria. “O que o patrão está nos oferecendo é uma vergonha, não tem aumento com esse índice, somos chefes de família, vamos lutar por um salário melhor e um futuro melhor para nossos fihos”, conclamou um dos participantes da assembleia.

Assembleia 2 08032018 N (3)

Também foi bastante destacado que é preciso priorizar a manutenção das conquistas das convenções coletivas anteriores, evitando-se as perdas decorrentes da reforma trabalhista, mais até que o reajuste.

Antes da votação que rejeitou a proposta patronal, foram escolhidos quatro representantes da base, três titulares e um suplentes, que vão acompanhar a negociação do sindicato com a patronal, juntamente com outros três, escolhidos pela manhã. São eles: Sebastião Resoli dos Santos, André Machado, Deiwide Ramos, Sandro Carey, José Carlos Foleto, Carlos Alexandre Vargas de Andrades e Marco Couto.

Assembleia 2 08032018 N (6)

Assembleia 2 08032018 N (5)

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URGENTE – EM AÇÃO DO SINDICATO, JUSTIÇA PROÍBE SELTEC DE MUDAR A ESCALA NA CAIXA

Decisão foi da juíza da substituta da 5ª Vara do Trabalho

Decisão foi da juíza da substituta da 5ª Vara do Trabalho



Num despacho de terça-feira (06), a juíza substituta Mariana Piccoli Lerina, da 5ª Vara do Trabalho, determinou que a Seltec Vigilância cumpra a decisão de tutela antecipada (liminar) do ano passado, no sentido de que sejam mantidas as escalas que vinham sendo praticadas na Caixa Econômica Federal, Lojas Claro e Secretaria da Saúde de Porto Alegre.

“Notifique-se a reclamada para, no prazo de 5 (cinco) dias, cumprir a decisão de tutela antecipada, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00”, decidiu a juíza. Com isso, a Seltec fica proibida, liminarmente, de adotar a escala 4×1 na Caixa, conforme havia avisado aos vigilantes do posto. Inclusive, havia publicado anúncio para a contratação de 40 vigilantes para essa jornada.

“Como já dissemos por diversas vezes, o sindicato está atento e sempre tomamos as providências necessárias, mas é preciso aguardar a decisão da Justiça, que neste caso, até o momento, tem sido favorável aos vigilantes”, disse o presidente Loreni Dias. “A categoria pode ter certeza que vamos continuar lutando contra qualquer mudança nas escalas que prejudique os trabalhadores, na Seltec ou em qualquer outra empresa”, acrescentou o diretor Marlon Costa.

Assim que o sindicato tomou conhecimento da intenção da empresa, o Departamento Jurídico acionou a Justiça do Trabalho pedindo o cumprimento da antecipação de tutela. Ela foi concedida pelo juiz Jorge Alberto Araújo, da mesma vara, que determinou a suspensão da mudança nas escalas, em abril de 2017.

O juiz considerou que, embora a empresa tenha “poder diretivo”, a alteração poderia causar maiores transtornos aos vigilantes: “Neste quadro, entendo configurado o fundado receio de dano irreparável (aos vigilantes) e defiro a antecipação de tutela para que a empresa se abstenha de proceder na alteração do seu regime de escalas, em relação aos postos específicos indicados na inicial, observados os termos dos contratos com os respectivos tomadores de serviço”, determinou.

Conforme a advogada Kátia Oliveira de Ávila, da assessoria jurídica do sindicato – escritório Young, Dias, Luxen & Lima – a empresa foi notificada nesta quinta-feira e, assim, tem até o dia 15 para o cumprimento da decisão, contando-se apenas os dias úteis. Ainda cabe recurso da empresa.

Sindivigilantes do Sul – 08/03/2018

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ASSEMBLEIA DA MANHÃ REJEITA PROPOSTA PATRONAL POR UNANIMIDADE

Participantes decidiram lutar por uma proposta melhor

Participantes decidiram lutar por uma proposta melhor



A primeira sessão da assembleia da capital, na manhã de hoje (08), confirmou a tendência da categoria de rejeição total à última proposta da entidade patronal (Sindesp). Por unanimidade, cerca de 100 (cem) vigilantes presentes disseram NÃO e mostraram disposição de lutar por uma proposta melhor. Na noite de ontem, também a assembleia de Camaquã recusou a proposta das empresas.

Toda a assembleia, no auditório do Sindipolo, foi muito tranquila e muito esclarecedora. Vários participantes da base se manifestaram, apresentaram sua opinião, suas dúvidas, e ouviram explicações da assessoria jurídica do sindicato. A direção propôs e foram escolhidos, por votação, três representantes da base para acompanharem a negociação com os patrões. Outros três serão escolhidos à noite.

A segunda sessão acontece às 19h30 em primeira chamada e às 20 horas em segunda chamada, com qualquer quórum. O local é o mesmo, auditório do Sindipolo, à Av. Júlio de Castilhos, nº 596/8º andar. AGUARDAMOS VOCÊ. LEVE SEUS COLEGAS. PARTICIPE!

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Vigilantes de S. Jerônimo rejeitam proposta patronal por unanimidade

Todos votaram pela rejeição

Todos votaram pela rejeição



Na assembleia realizada em São Jerônimo, na noite de terça-feira (06), a rejeição da proposta patronal foi unânime. Com cerca de 50 vigilantes presentes, ninguém defendeu a oferta dos donos das empresas, todos votaram “não”. Estiveram presentes também o presidente Loreni Dias e a diretora Elisa Araújo, mais o apoio do sindicato na região, Eduardo Blauth.

Hoje à noite, é a vez da categoria se reunir em Camaquã, para discutir e votar a mesma proposta. A assembleia está marcada para começar às 19h30, na subsede, à Rua Cristóvão Gomes de Andrade, 919 B, Centro. A entidade patronal (Sindesp) apresentou como proposta 2,81% de reajuste, piso salarial de R$ 1.447,60 e R$ 19,23 o valor do Vale Alimentação (VA).

Mais detalhes serão apresentados no local. Amanhã, quinta-feira (08), a assembleia será em Porto Alegre, sexta-feira (09) em São Luiz Gonzaga e sábado (10) em Santo Ângelo:
– Porto Alegre: dia 08, quinta-feira, com 1ª Sessão às 7h30, em primeira chamada, e 08h em segunda chamada. 2ª Sessão às 19h30 em primeira chamada e 20h em segunda chamada. Local: Sindipolo, à Avenida Júlio de Castilhos, nº 596/8º andar.
– São Luiz Gonzaga: dia 09, sexta-feira, às 19h30. Local: Sindicato da Alimentação, à Rua Rui Ramos, 1322, Centro.
– Santo Ângelo: dia 10, sábado, às 10h. Local: Sindicato dos Bancários, à Rua dos Andradas, 1161, Centro.

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Assembleias começam terça-feira (06), em São Jerônimo

assembleia GERAL você não pode faltar



Com a confirmação da nova proposta patronal, apresentada na reunião de negociação ocorrida ontem (1º), o Sindivigilantes do Sul definiu a agenda das assembleias que vão avaliar o que as empresas estão oferecendo à categoria.

A primeira acontece em São Jerônimo, terça-feira à noite (06) e na capital ela acontece quinta-feira (08), em duas sessões, pela manhã e noite. Confira a programação completa:

– São Jerônimo: dia 06, terça-feira, às 19h30. Local: Câmara Municipal, à Rua Osvaldo Aranha, 175, Centro.

– Camaquã: dia 07, quarta-feira, às 19h30. Local: Na subsede, à Rua Cristóvão Gomes de Andrade, 919 B, Centro.

– Porto Alegre: dia 08, quinta-feira, com 1ª Sessão às 7h30, em primeira chamada, e 08h em segunda chamada. 2ª Sessão às 19h30 em primeira chamada e 20h em segunda chamada. Local: Sindipolo, à Avenida Júlio de Castilhos, nº 596/8º andar.

– São Luiz Gonzaga: dia 09, sexta-feira, às 19h30. Local: Sindicato da Alimentação, à Rua Rui Ramos, 1322, Centro.

– Santo Ângelo: dia 10, sábado, às 10h. Local: Sindicato dos Bancários, à Rua dos Andradas, 1161, Centro.

A proposta patronal

Conforme divulgamos em comunicado urgente, no final da tarde de ontem, a entidade patronal (Sindesp) apresentou na reunião de negociação o índice de 2,81% de reajuste, piso salarial de R$ 1.447,60 e R$ 19,23 o valor do Vale Alimentação (VA).

Porém, sobre as cláusulas da primeira proposta consideradas prejudiciais à categoria, relacionadas à reforma trabalhista, algumas foram retiradas, mas outras foram mantidas pelos donos das empresas. Veja um resumo abaixo.

– O reajuste indicado, de 2,81%, é superior à primeira proposta, que era de 1,87% e correspondia exatamente à inflação na data-base (1º de fevereiro).

– Com isso, a hora trabalhada dos vigilantes passa a valer R$ 6,58 (seis reais e cinquenta e oito centavos) por hora e, por consequência, o salário vai a R$ 1.447,60.

– Aplica-se o mesmo reajuste para o ASP, que passa a receber R$ 5,19 (cinco reais e dezenove centavos) por hora e, por consequência, o salário será de R$ 1.141,80.

– Na discussão que houve, com o contraponto dos sindicatos, algumas cláusulas consideradas prejudiciais aos vigilantes foram retiradas, mas outras foram mantidas pelos donos das empresas.

– Entre os itens que eles disseram que aceitam retirar do documento estão aquelas várias escalas que apresentaram antes.

– No entanto, outros itens danosos à categoria continuam na proposta deles, como a vigência da Convenção Coletiva somente após o registro no Ministério do Trabalho, ou seja, caso haja demora na assinatura da CCT, os valores não serão pagos retroativos à data-base.

– Também mantiveram o intervalo reduzido para 30 minutos, bem como a possibilidade de que seja fracionado em duas vezes e, ainda, o início do intervalo uma hora após o início da jornada ou antes do final da mesma.

– Concordam que as homologações das rescisões continuem sendo feitas no sindicato, mas apenas as dos associados.

– Concordam em retirar a obrigatoriedade da quitação anual de débitos trabalhistas.

– No auxílio-funeral para os dependentes, foi reduzido o tempo mínimo de empresa de três para dois anos.

– Fica vedado às empresas utilizar a rubrica ajuda de custo para pagar parcelas remuneratórias do tipo: horas extras, adicionais noturnos, repousos, feriados, etc.

– O perímetro de deslocamento para outro posto de trabalho, que havia sido proposto para 100 quilômetros, voltou a ser de 30 quilômetros, como era antes.

ATENÇÃO: Este é apenas um resumo da proposta patronal. A íntegra está sendo examinada pela direção e nosso Departamento Jurídico. Se for o caso, traremos mais detalhes a qualquer momento. A categoria pode sugerir, opinar, antes mesmo da assembleia. Basta ligar, falar com os diretores no seu local de trabalho ou nos procurar no sindicato. Temos que discutir bem a situação para tomarmos uma decisão muito firme e consciente nas assembleias. Esperamos vocês lá. Participem, compareçam!

Sindivigilantes do Sul – 02/03/2018

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SINDICATO TEVE NOVA REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO COM A PATRONAL E ASSEMBLEIAS SERÃO MARCADAS PARA A PRÓXIMA SEMANA

As empresas apresentaram uma nova proposta, de 2,81% de reajuste e R$ 19,23 o VA e algumas mudanças nas demais cláusulas



– O Sindivigilantes do Sul e os sindicatos dos vigilantes de São Leopoldo, Lajeado e Pelotas tiveram nova reunião de negociação com a entidade patronal (Sindesp), na tarde desta quinta-feira (1º/03).
– Os patrões apresentaram uma nova proposta, de 2,81% de reajuste e R$ 19,23 o VA.
– Eles acreditavam que já tinham enviado essa proposta aos sindicatos, há alguns dias, mas por alguma falha não tinham enviado, por isso estávamos trabalhando, ainda, com a primeira proposta de 1,87% de reajuste (índice da inflação)
– Com esta outra proposta em mãos, teremos assembleias da categoria na próxima semana, na capital e interior, para discussão e votação pela categoria. Aguarde confirmação de locais e datas amanhã, sexta-feira (02).
OUTRAS CLÁUSULAS
– Na discussão que houve, com o contraponto dos sindicatos, algumas cláusulas consideradas prejudiciais aos vigilantes, muitas delas relacionadas com a reforma trabalhista, foram retiradas, mas outras foram mantidas pelos donos das empresas.
– Entre os itens que eles disseram aceitar retirar do documento, estão aquelas várias escalas que apresentaram antes.
– No entanto, outros itens danosos à categoria continuam na proposta deles, como a vigência da Convenção Coletiva somente após o registro no Ministério do Trabalho, ou seja, caso haja demora na assinatura da CCT, os valores não serão pagos retroativos à data-base.
– Também mantiveram o intervalo reduzido para 30 minutos, a possibilidade de que seja fracionado em duas vezes e o início do intervalo uma hora após o início da jornada ou antes do final da mesma.
– Concordam que as homologações das rescisões continuem sendo feitas no sindicato, mas apenas as dos associados.
– Concordam em retirar a obrigatoriedade da quitação anual de débitos trabalhistas.
ATENÇÃO: Estes são apenas alguns exemplos extraídos da discussão na reunião, mas para mais detalhes precisamos da confirmação por escrito dessa proposta do Sindesp, que a patronal ficou de enviar em breve. Aguarde novas informações, tão logo seja possível, e prepare-se para participar das assembleias. Sindivigilantes do Sul – 1º/03/2018

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Sem acordo, vigilantes do DF entram em greve

Comparecimento à assembleia foi muito grande

Comparecimento à assembleia foi muito grande



Em assembleia geral realizada na noite desta quarta-feira (28), a categoria dos vigilantes do Distrito Federal resolveu, por unanimidade, entrar em greve geral com efeito imediato e por período indeterminado. A categoria havia concedido o prazo máximo para negociação até ontem, mas não houve proposta satisfatória por parte do sindicato patronal.

“Os vigilantes decretaram a greve em função da intransigência dos patrões, que querem acabar com o ticket alimentação, pagar metade do ticket em cesta, por fim ao plano de saúde, não querem dar reajuste salarial e querem transcrever toda reforma trabalhista dentro da convenção coletiva”, explicou o deputado distrital e diretor da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), Chico Vigilante (PT).

Desde a semana passada o Ministério Público do Trabalho tentou, sem sucesso, a intermediação para que houvesse uma solução no impasse entre os dois sindicatos. Foram realizadas duas audiências individuais com cada sindicato, mas os patrões permaneceram irredutíveis na retirada dos direitos trabalhistas.

As principais linhas em desacordo na convenção coletiva são o fundo de indenização para aposentadoria por invalidez; auxílio alimentação; assistência odontológica; seguro de vida; recolhimento de mensalidades sindicais; homologação das rescisões contratuais; aviso prévio; multa rescisória; intervalo intrajornada; inclusão de feriados nas jornadas 12×36; liberação dos diretores para mandato sindical; entrega da guia de previdência social; criação de comissão de conciliação prévia e arbitragem; quitação anual das verbas relativas ao contrato de trabalho; pagamento dos vales transporte e alimentação durante os cursos bienais de reciclagem.

Rio Grande do Norte

Greve Rio G. do Norte

O terceiro dia da Greve dos Vigilantes patrimoniais do Rio Grande do Norte, quarta-feira (28/02), foi marcado por fortes mobilizações e protestos na rua e no maior shopping de Natal. Mais uma lição para o patrão entender que não se brinca com os direitos do trabalhador.

Logo cedo a categoria se reuniu em frente ao Banco do Brasil da avenida Rio Branco, no centro de Natal, onde fez o habitual ato público com muito apitaço e o principal grito de guerra da categoria: Nenhum Direito a Menos!

Além de esclarecer a população sobre os motivos da greve a diretoria do Sindsegur denunciou a demissão de um vigilante da Prossegur, vítima de perseguição, e exigiu a reintegração do trabalhador. Diante dos protestos, um representante da empresa foi até o local da manifestação no Midway e garantiu que o vigilante seria reintegrado ao trabalho.

Fonte: CNTV

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Empresários comemoram: não tem mais quem fiscalize os cálculos na hora da rescisão

CUT orienta quem se sentir prejudicado ou tiver dúvidas em relação ao acordo de término de contrato, que procure seu sindicato

CUT orienta quem se sentir prejudicado ou tiver dúvidas em relação ao acordo de término de contrato, que procure seu sindicato



O fim da obrigatoriedade de rescisões de contrato e homologação de demissões de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada serem feitos nos sindicatos das categorias ou no Ministério do Trabalho e Emprego é mais uma das perversidades da nova legislação Trabalhista, em vigor desde 11 de novembro.

Conforme apurado pelo Portal CUT, nos três primeiros meses de vigência da Lei 13.467/2017, a classe patronal buscou rapidamente soluções nada convencionais para encerrar as relações trabalhistas. A mais recorrente até agora é realizar a homologação em cartórios que oferecem o serviço por meio de escrituras públicas e que podem ser emitidas via correio eletrônico, sem a necessidade da presença física do trabalhador.

Também já existem multinacionais contratando serviços especializados – uma espécie de centro de demissões – com advogados atuando em favor do empregador e, ainda, patrões que recorrem à Justiça do Trabalho para que um juiz avalize o contrato de encerramento, judicializando a rescisão. Além, é claro, da temida negociação direta entre empregado e empregador que, em geral, coloca o funcionário à mercê de eventuais constrangimentos.

Para a economista e pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade de Campinas (Cesit/Unicamp), Marilane Oliveira Teixeira, essa lei abriu a porteira da barbárie ao promover uma difusão nas formas de homologação de contrato. “A esmagadora maioria dos empresários está comemorando porque não precisa mais de fiscalização para averiguar os termos e valores da rescisão”.

Segundo Marilane, numa situação em que o profissional demitido precisa entender de leis trabalhistas – e não é um assunto simples – esse formato está dando margem para muita falcatrua. “O trabalhador tem aceitado a imposição do empregador e assinado documentos sem questionar valores com receio de ter de assumir custas na Justiça do Trabalho, caso recorra à Justiça para garantir seus direitos”, denuncia a pesquisadora, referindo-se a outro item da nova lei que limita o benefício da justiça gratuita e estabelece o pagamento de honorários periciais, entre outros itens.

A CUT orienta as trabalhadoras e os trabalhadores que se sentirem prejudicados ou tiverem dúvidas em relação ao acordo de término de contrato, que procure seu sindicato para buscar auxílio jurídico especializado.

Desemprego avassalador

Completamente diferente do prometido pelos parlamentares que aprovaram com maioria de votos a reforma nas leis trabalhistas, os últimos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados dia 23/02 pelo IBGE, são assustadores. Em 2017, o número de trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada, aumentou 5,7% e o de trabalhadores formais caiu 2%.

Observação: Na campanha salarial do Sindivigilantes do Sul deste ano, a continuidade da obrigatoriedade das rescisões com a presença do sindicato é um dos itens da nossa pauta de reivindicações.

Fonte: CUT Nacional

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SINDICATO FECHA AGÊNCIA DO BANRISUL COM DEFEITO NA PORTA ELETRÔNICA

Diretoras permaneceram no local até o conserto, por volta de meio-dia

Diretoras permaneceram no local até o conserto, por volta de meio-dia



O sindicato recebeu uma denúncia, na manhã desta quarta-feira (28), de que a porta eletrônica de uma agência do Banrisul, na Avenida do Forte, nº 1128, na capital, estava com defeito. As diretoras Elisa Araújo e Rosane Schmittz foram ao local e, em conversa com o gerente, determinaram o fechamento da agência, por medida de segurança para os vigilantes, clientes e funcionários.

A falha no detector de metais surgiu na tarde de terça-feira e o responsável pela manutenção não conseguiu efetuar o conserto. A gerência, então, determinou que um dos vigilantes ficasse do lado de fora, passando a raquete nos clientes, o que não é função do profissional, além de ficar exposto ao perigo de um ataque.

Hoje a agência foi aberta do mesmo jeito, com a falha no equipamento, mas após a intervenção do sindicato o técnico foi chamado e o conserto realizado, por volta do meio-dia. O sindicato está de sobreaviso e, caso retorne o problema, voltará à agência para nova fiscalização.

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NÓS AVISAMOS, COM MUITA ANTECEDÊNCIA, SOBRE OS PREJUÍZOS DA REFORMA TRABALHISTA

Sindicato realizou seminário sobre o tema, inclusive, dia 26 de agosto

Sindicato realizou seminário sobre o tema, inclusive, dia 26 de agosto



Estamos vendo muita preocupação na categoria com o impacto da reforma trabalhista no bolso. E é pra estar preocupado, mesmo. Mas é preciso lembrar que NÓS AVISAMOS, desde o final de 2016, que isso iria acontecer. Fizemos, inclusive, um seminário para a categoria, dia 26 de agosto do ano passado, para explicar as mudanças da CLT e o projeto de mudança da Previdência. Tinha lugar para 500 participantes, mas apareceram menos de 50 vigilantes. Também participamos de todos os protestos, da greve geral, enfrentamos até as bombas de gás da polícia, junto com a CUT, outros sindicatos e centrais, nas manifestações contra as tais reformas.

Porém, ouvimos muitas críticas e desaforos de pessoas da própria categoria, que não acreditaram no nosso alerta. Inclusive, de muitos que agora estão apavorados e pedindo “posição” do sindicato. Ora, o sindicato sempre foi contra essa reforma, mas muitos preferiram acreditar no discurso do governo golpista, da “modernização trabalhista”, e nas mentiras da Globo e RBS, de que o problema era com o imposto sindical.

É muito mais que isso: são 117 artigos mudando a CLT, imposto sindical é só um deles. Só sendo muito INGÊNUO OU PELEGO pra acreditar que uma reforma apoiada pelos grandes empresários, a Fiesp, a Globo, a RBS, poderia ser boa para os trabalhadores. Mas teve quem acreditou. Que isso sirva de lição, quem é trabalhador precisa ouvir mais o seu sindicato. Os traíras que espalham boatos e intrigas contra o sindicato querem nos dividir e quem ganha com isso é o patrão.

Estamos atentos às cláusulas que provocam perdas na negociação da Convenção Coletiva. Mas se preparem, os patrões vão insistir e eles têm a nova lei do lado deles. Em todos os estados a campanha salarial está sendo muito difícil por esse mesmo motivo. Tão logo tenhamos uma nova proposta da patronal, seja qual for, vamos chamar a assembleia para discutirmos a situação. Participe, compareça. O momento é muito sério, vamos lutar juntos e resistir, porque juntos somos mais fortes.

A DIREÇÃO – Sindivigilantes do Sul – 28/02/2018

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