Não houve acordo na primeira rodada de negociação da nova Convenção Coletiva de Trabalho 2026–2027, realizada na manhã desta terça-feira (03), na sede do Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp-RS). Participaram os três sindicatos que integram a campanha salarial unificada: Sindivigilantes do Sul, Sindicato dos Vigilantes de Pelotas e Sindicato dos Vigilantes de São Leopoldo.
No entanto, o presidente do Sindesp, Sílvio Renato Medeiros Pires, não participou da reunião, e nenhum outro diretor estava presente. A entidade patronal foi representada apenas pelo advogado Mário Farinon, assessor jurídico, que apresentou a seguinte proposta das empresas:
- Reajuste salarial: 4,5%
- Vale-alimentação: R$ 32,00
- Novidade: prêmio de assiduidade no valor de R$ 80,00
Com esse índice, o piso salarial passaria a valer R$ 2.200,14 e a periculosidade R$ 660,04.
Quanto ao prêmio de assiduidade, segundo Farinon, ele deve ser pago mensalmente apenas aos trabalhadores que não tiverem qualquer tipo de falta. Ausências ao trabalho justificadas com atestado médico também serão consideradas faltas.
Expectativa por reajuste maior
A categoria foi representada pelos presidentes dos três sindicatos: José Airton Trindade (Sindivigilantes do Sul), Gelson Camargo (São Leopoldo) e Marcelo Puccinelli Alves (Pelotas), além do assessor jurídico, Arthur Dias Filho, e diretores sindicais.
Os presidentes destacaram que a expectativa da categoria é por um reajuste maior, uma vez que a proposta aprovada nas assembleias prevê 3% de aumento real acima da inflação, que ficou em 3,90% nos últimos 12 meses.
Também foi ressaltado que o prêmio de assiduidade não tem repercussão sobre adicionais como as horas extras, periculosidade, adicional noturno, férias e 13º.
Além disso, as empresas apresentaram uma pauta com diversas cláusulas sociais, mas a convenção coletiva deste ano prevê a negociação apenas das cláusulas econômicas e, por isso, não houve sequer debate dos itens sociais nas assembleias.
“Todos os anos as empresas tentam nos impor novas cláusulas, mas nunca aceitam as nossas propostas”, afirmou o presidente José Airton ao representante do Sindesp.
Diante dos argumentos dos sindicatos, Farinon disse que levaria essas considerações aos empresários e prometeu uma resposta em breve.
“Achamos muito estranha a ausência do presidente do Sindesp, isso não faz bem para a negociação. Também esperamos que as empresas avancem na proposta, com um reajuste melhor para a categoria, que a essa altura já está com o salário bastante defasado”, acrescentou José Airton.
Cabe lembrar que os sindicatos protocolaram a pauta de reivindicações no Sindesp dia 09 de dezembro, com bastante antecedência em relação à data-base (1º de fevereiro), mas só agora foram recebidos pela patronal para negociar.
É fundamental que a categoria esteja preparada e unida para uma negociação que pode ser difícil. Essa luta é de todos (as).
Juntos somos fortes! Juntos vamos vencer!












