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Paim anuncia projetos contra a reforma trabalhista e diz que mudança da Previdência não passa no Congresso

Senador Paim, com vigilantes, palestrantes e dirigentes de outras categorias

Senador Paim, com vigilantes, palestrantes e dirigentes de outras categorias que participaram do evento

Na tarde de sábado, que é um dia de descanso para muitos, cerca de cem trabalhadores e trabalhadoras, entre vigilantes e representantes de outras categorias, compareceram no seminário sobre reforma trabalhista e da Previdência promovido pelo Sindivigilantes do Sul. Como palestrante, o senador Paulo Paim (PT) anunciou que vai apresentar 30 projetos suprimindo os principais artigos da Lei 13.467 que atacam os direitos dos trabalhadores: “O primeiro vai dizer que revoga-se na íntegra a dita reforma do Temer, vamos derrubar essa isso aí”  avisou.

Para o senador, não se trata de uma reforma, mas de um estatuto do empregador contra o trabalhador, uma vez que foi toda ela elaborada pelos advogados da Febraban (Federação dos Bancos), Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e CNI (Confederação Nacional das Indústrias). Não foi aceita pelo Congresso uma única emenda dos trabalhadores, criticou: “Esse projeto (a reforma) é uma bomba contra os trabalhadores”.

Quanto à mudança na Previdência Social, que está para ser votada em Brasília, Paim disse que não se trata de uma simples reforma, na verdade “acaba com a Previdência e entrega tudo na mão dos banqueiros”, para obrigar as pessoas a aderirem aos fundos de pensão privada, como aconteceu no Chile, na Argentina e nos Estados Unidos: “O fundo depois quebra e as pessoas ficam sem nada”, alertou.

Porém, ao contrário da reforma trabalhista que foi aprovada com folga, ele não acredita que o projeto da Previdência passe no Congresso: “ “Por ser uma emenda constitucional a situação é bem diferente, na Câmara serão necessários 309 votos e 49 no Senado e esses números o Temer não tem, se tivesse já teriam colocado em votação”, garantiu.

Também ressaltou que a mudança na configuração do Congresso, que hoje é muito mais favorável aos empresários, está nas mãos dos eleitores em 2018, através do voto: “Não posso contar com 80% daquele Congresso que está lá, mas sei que posso contar com o povo brasileiro”, finalizou.

Hipocrisia do governo

O presidente da CUT estadual, Claudir Nespolo, disse que o governo implementou a reforma trabalhista em cima de uma grande hipocrisia, alegando a geração de empregos quando, na verdade, há dois anos o Brasil estava no pleno emprego e as empresas pediam gente para contratar: “O que gera emprego é estabilidade econômica, taxa de juro baixa e crédito, que permitem aos empresários planejarem o seu negócio, não precisa fazer a reforma trabalhista”, afirmou.

Já o presidente da Confederação dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, reforçou que a situação é muito grave, pois os sindicato não vão mais homologar rescisões e os patrões vão chamar os vigilantes e demais trabalhadores para negociar individualmente a jornada intermitente, entre outras coisas.

“Nós estamos diante de um roubo, a reforma trabalhista é roubo de direitos. Mas não gosto de espalhar pessimism, tenho esperança porque nesse cenário de desemprego dos trabalhadores, de medo, fizemos 15 dias de greve na Bahia”, ressaltou Boaventura.

Segundo ele, muitos sindicatos já estão substituindo festas e comemorações por atividades preparatórias de mobilizações e greves: “O momento é de resistir, é de combater o roubo de direitos, e nós os vigilantes do Brasil vamos travar o bom combate”, completou.

Alternativas jurídicas

Outro painelista foi o advogado Arthur Dias Filho, do departamento jurídico do Sindivigilantes do Sul, destacando que “essa reforma não ataca apenas a CLT, ataca também um conjunto de súmulas do Judiciário que vinham beneficiando os trabalhadores”. Citou como exemplo a súmula 444, relativa à jornada 12 x 36, que não precisa mais de convenção coletiva, basta acordo individual com os patrões, mas não vai mais pagar os feriados e a hora noturna à partir das cinco horas da madrugada.

Ele relatou que participou de um encontro de dois dias em São Paulo com 80 advogados trabalhistas do setor da indústria, onde discutiram alternativa jurídicas para combater “essa grosseira e infame reforma”. “Não é o momento de nós sermos pessimistas, mesmo que muitos não tenham entendido ainda o tamanho do golpe, então, precisamos nos unir e combater essa reforma com unidade, atitude e inteligência”, aconselhou.

Ótimos palestrantes

Também participaram do seminário, como painelistas, o deputado estadual Adão Villaverde, e a economista do Dieese Anelise Manganelli.  “O seminário foi ótimo, de acordo com a grandeza da discussão, com ótimos palestrantes”, avaliou o presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias. “Queremos agradecer a todos que vieram e também a presença dos representantes de outros sindicatos, como o Sindicato dos Vigilantes de Santa Cruz, de Alegrete, São Leopoldo, e os dirigente dos metalúrgicos, jornalistas, agentes penitenciários, entre outros que compareceram, m as esperávamos uma presença mais massiva da categoria”, acrescentou.

Apesar de todas as informações que o sindicato tem repassado diariamente aos vigilantes, muitos ainda não entenderam a gravidade da situação, lamentou Dias. Para ele, “a categoria vai tomar consciência do quanto foi prejudicada pela reforma quando ela entrar em vigor, dia 11 de novembro, e as empresas começarem a se aproveitar das mudanças na lei para explorar ainda mais os trabalhadores. As empresas do ramo terceirizado, como do setor da vigilância privada, inclusive, já começaram a modificar as cargas horárias”, concluiu.

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Sindicato trata de fiscalização e CNV na Polícia Federal

Direção foi recebida pelo delegado Marcelo Picarelli

Direção foi recebida pelo delegado Marcelo Picarelli, à esquerda

O presidente Loreni Dias teve uma reunião na manhã desta sexta-feira na Polícia Federal com o delegado Marcelo Picarelli. Eles trataram de questões relacionadas à fiscalização de empresas irregulares e a Carteira Nacional de Vigilante (CNV). Estavam juntos os diretores Carlos Schio, Ivo Carioca e Elisa Araújo, mais o assessor jurídico Maurício Vieira da Silva.

Titular da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp), PIcarelli informou que a permissão para o sindicato fazer a segunda via da CNV precisa vir de Brasília. Ele se mostrou favorável à ideia, mas solicitou mais informações sobre os sindicatos que já receberam essa autorização, como é o caso do Distrito Federal.

Segundo o delegado, a direção da PF deverá orientar como fazer a carteira, o modelo do documento e quem vai poder acessar o sistema da Gestão Eletrônica de Segurança Privada (Gesp), que tem o cadastro de vigilantes na ativa e empresas de vigilância.

Também informou que a PF está notificando as prefeituras do interior para que cumpram a legislação nas licitações e contratem apenas empresas em situação regular. “Estamos alertando (as prefeituras) que têm descumprido a legislação que elas poderão se complicar com a lei da responsabilidade fiscal, inclusive”, disse o delegado.

 

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Sindivigilantes e Sindicato dos Correios somam forças para impedir novas demissões

Dirigentes dos dois sindicatos tiveram reunião

Dirigentes dos dois sindicatos tiveram reunião terça-feira

O presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias, e a diretora Elisa Araújo estiveram reunidos terça-feira (21) com dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos (Sintect/RS) para tratar da ameaça aos empregos dos vigilantes que trabalham nos postos bancários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Além disso, conversaram sobre a ameaça de privatização da estatal.

Em 2016, quando se encerraram vários contratos de segurança privada com a empresa, eles não foram renovados e muitos vigilantes foram demitidos. Há boatos de que logo outros contratos serão encerrados, com mais demissões. “É em nível nacional que isso está acontecendo e precisamos fazer um movimento nacional, em todos os Estados, unindo as categorias contra isso”, afirmou Dias.

A última contratação de servidores por concurso público nos correios foi em 2011. Desde lá, já ocorreram quatro levas de saídas de trabalhadores concursados pelo Programa de Demissão Voluntária (PDV) do governo federal, relatou Iuri Aguiar, secretário geral do Sintect. A categoria que já teve 8.800 trabalhadores hoje tem 6.100, com as cidades crescendo, o que traz grandes dificuldades na prestação dos serviços, explicou.

Além disso, cada agência tem um banco postal, que presta serviço ao Banco do Brasil, fazendo operações de empréstimos, abertura de contas e outras operações normais de um banco. Eles relataram que são cada vez mais frequentes os assaltos a estes postos e aos carteiros que fazem entregas de produtos comprados via internet, o que é cada vez mais comum.

Para terem mais segurança nas agências, o Sintect já ingressou com uma ação judicial pedindo a reintegração dos vigilantes demitidos ano passado. Ficou marcada para segunda-feira uma nova reunião dos dois sindicatos com o seu departamento jurídico, que é do mesmo escritório, para decidir uma ação comum visando impedir que ocorram novas demissões. O Sindicato dos Bancários será convidado a participar das mobilizações que vierem a acontecer com esse objetivo.

Também participaram do encontro Luciano Medeiros, secretário Jurídico, Evandro Leonir, secretário de Finanças, e Ronaldo Ramos, secretário de Saúde do Sintect.

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ESPORTE ESPETACULAR EXPLICA COMO FUNCIONA A SEGURANÇA EM JOGOS (COM VÍDEO)

Vigilantes devem ter curso de grandes eventos

Vigilantes devem ter curso de grandes eventos

O programa Esporte Espetacular de domingo (23), na Globo, apresentou reportagem onde explicou a norma do serviço de segurança privada nos estádios. Para atuar nestes locais os profissionais devem ser formados numa escola para vigilantes, além de fazer o curso de extensão de grandes eventos, disse o programa.

A reportagem veio em decorrência das recentes brigas nos estádios que chamaram a atenção do país todo, pela proporção da violência entre os torcedores. “A responsabilidade pela contratação das empresas é dos clubes. Mas, segundo a Polícia Federal, alguns deles ainda cometem irregularidades”, disse o programa.

Clique aqui para ver o trecho da reportagem que trata do assunto.

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Rogério Mendelski apoia vigilante 24 horas nas agências bancárias

O colunista do Correio do Povo e apresentador da Rádio Guaíba Rogério Mendelski publicou hoje comentário favorável ao projeto da vigilância 24 horas nas agências bancárias. Com o título “É fácil assaltar os bancos”, ele diz no texto que os bandidos já concluíram “que vale a pena o risco de assaltar as agências bancárias, especialmente à noite, quando a segurança fica no nível zero…”. Quando chegam nos bancos os assaltantes não enfrentam nenhuma “interferência ou presença repressiva”, acrescenta.

Segundo Mendelski, os bancos “não estão preocupados em proteger um patrimônio porque tudo o que for levado e destruído nos assaltos tem garantias do seguro”, garantias que são repassadas aos clientes nos custos dos serviços bancários.

Ele afirma ainda que estes assaltos poderiam ser zerados se cada agência tivesse a presença física de vigilantes no seu interior, caso a lei da vigilância armada 24 horas fosse cumprida.

“Qual assaltante arriscaria invadir uma agência se soubesse que lá dentro estão homens armados com os dedos no alarme e nas sua carabinas calibre 12?”, indaga. Por fim, ele diz que as autoridades deveriam exigir do Sindicato dos Bancos a presença permanente de vigilantes em suas agências, conforme determina a lei, a começar pela da capital.

Leia a íntegra da coluna na reprodução.

Coluna foi publica nesta quinta-feira

Coluna foi publicada nesta quinta-feira

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