Com uma discussão sobre estratégias de enfrentamento e plano de ação, foi encerrada, nesta terça-feira à noite (18), a série de oficinas sobre Trabalho Sem Assédio, realizada no Sindivigilantes do Sul.
Promovidas pela Associação Estadual Carlos Dorneles (Assecad) e pela Associação Gaúcha dos Trabalhadores na Saúde (AGTS), com apoio do sindicato, as atividades tiveram dez encontros desde maio, abertos a dirigentes das entidades e trabalhadores(as) em geral.
Nas oficinas, o psicólogo Fabrício Rocha abordou o conceito de assédio no trabalho e as diferentes situações em que isso pode ocorrer. Segundo ele, o assédio envolve condutas insistentes e persistentes que extrapolam as exigências normais do trabalho e podem provocar sofrimento à saúde mental do trabalhador ou trabalhadora.
Entre os exemplos estão situações abusivas, regras de trabalho pouco claras e condutas que exponham o trabalhador a situações vexatórias ou constrangedoras.
Neste sentido, Fabrício e outros participantes ressaltaram a importância da conscientização e da sensibilização para o problema. Muitas situações de assédio acabam sendo naturalizadas no ambiente de trabalho e até tratadas como normais, o que pode dificultar seu reconhecimento e a busca por proteção.
“A pessoa pode estar exposta a uma situação de assédio e não saber e, com isso, não consegue buscar os seus direitos e a sua defesa”, explicou o psicólogo.
O enfrentamento do problema, segundo ele, passa também pela implementação da NR-1 nos locais de trabalho, especialmente no que diz respeito aos fatores de risco psicossociais e seus possíveis impactos sobre a saúde dos trabalhadores.
“A exigência da NR-1 é a grande novidade e é um ponto de enfrentamento que pode, de alguma maneira, melhorar a qualidade das relações de trabalho e dos ambientes de trabalho para os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou Fabrício.
Por fim, ele destacou que um sistema de proteção contra o assédio deve estar apoiado em três bases. A primeira é a prevenção, para evitar que essas situações ocorram ou se repitam no ambiente de trabalho.
A segunda é o acolhimento, com atendimento à vítima e os devidos encaminhamentos, que podem envolver assistência médica, psicológica ou jurídica.
E a terceira é a responsabilização, para que o agressor, quando comprovada a prática de assédio, seja devidamente responsabilizado.
Participantes do encontro também reforçaram a importância de se identificar situações de assédio, prevenir sua ocorrência e buscar os meios adequados de proteção e defesa dos trabalhadores e trabalhadoras.










