DIANTE DA INTRANSIGÊNCIA DO SINDESP, SINDICATO PROPÕE ACORDO COLETIVO DIRETO COM AS EMPRESAS

Sindesp está fazendo de tudo para não negociar, disse Dias

Sindesp está fazendo de tudo para não negociar, disse Dias



Uma vez que a entidade patronal – o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp-RS) – inviabilizou a continuidade da negociação com mediação da Justiça do Trabalho, devido às suas divergências com o Ministério Público do Trabalho, o Sindivigilantes do Sul encaminhou uma proposta de Acordo Coletivo, em separado, a cada uma das empresas da sua base de representação no Estado. (Veja o link no final do texto)

O documento foi enviado a todas elas nesta quarta-feira (15), contendo a proposta do sindicato para negociação e assinatura de acordo. Neste momento, devido à pandemia do coronavírus e a proibição de aglomerações, é inviável a realização de assembleias da categoria, ressalta o presidente do sindicato, Loreni Dias.

“Não temos outra alternativa, vamos mandar a proposta para todas as empresas, pedindo a colaboração delas para fecharmos um acordo coletivo, já que o Sindesp está fazendo de tudo para não negociar e está mentindo a respeito da crise, porque a vigilância não parou. Ao contrário de outros setores, a vigilância continua trabalhando”, disse o presidente.

“Todos os vigilantes do Rio Grande do Sul, prestem atenção no que a patronal está fazendo com a categoria, além da oposição que fica agredindo intensamente o sindicato, jogando do lado das empresas, num momento em que devíamos estar todos unidos. Chegaram a dizer, em fevereiro, que já tínhamos assinado a Convenção Coletiva, mas estavam mentindo, como sempre”, acrescentou.

Vejam a diferença entre Convenção Coletiva, Acordo Coletivo e Dissídio Coletivo:

1) Convenção Coletiva de Trabalho (CCT): É o acordo firmado com a entidade representativa de das empresas, o Sindesp. As cláusulas da convenção coletiva valem para todas as empresas.

2) Acordo Coletivo de Trabalho (ACT): É o acordo firmado diretamente com as empresas, individualmente, uma por uma. Pode ser sobre reajuste salarial ou qualquer outra questão trabalhista, mas só vale para a empresa com a qual for assinado o acordo.

3) Dissídio Coletivo: Acontece quando, não havendo acordo entre entidade patronal e sindicato laboral, o sindicato resolve ingressar na Justiça do Trabalho, pedindo o julgamento da causa no tribunal. Porém, não há garantia de que a Justiça dê ganho de causa à categoria, há riscos.

Por isso, o Sindivigilantes quer esgotar todas as chances de negociação procurando as empresas em separado. Mas o sindicato continua aberto a prosseguir negociando com o Sindesp, se mudarem de ideia, levando em conta que a categoria profissional não pode ser prejudicada por causa das diferenças da entidade patronal com o Ministério Público.

Aliás, o sindicato está convencido que isso foi um pretexto do Sindesp para não negociar e não conceder reajuste à categoria. Primeiro, a direção do Sindesp usou a justificativa da crise, depois a desculpa foi a pandemia e, por último, a briga deles com o Ministério Público.

Clique aqui para ler a proposta que está sendo encaminhada às empresas.