O Sindivigilantes do Sul recebeu, segunda-feira (31), a visita da deputada estadual Sofia Cavedon, que conheceu o projeto de implantação da Sala Lilás na sede do sindicato.
Vinculado à Secretaria da Mulher do Sindivigilantes, o espaço será destinado ao acolhimento, escuta, orientação, apoio psicológico e jurídico às mulheres vítimas de assédio e violência, além do encaminhamento desses casos aos órgãos responsáveis.
A parlamentar é autora da lei aprovada pela Assembleia Legislativa que reserva 20% das vagas nos contratos de segurança privada do Estado para mulheres vigilantes.
“Vim conhecer pessoalmente o projeto da sala de acolhimento das mulheres e fortalecer esse movimento das diretoras”, disse Sofia.
Ela foi recebida pelo presidente do sindicato, José Airton de Souza Trindade, por diretores e integrantes da Secretaria da Mulher que trabalham na implantação do projeto: Cristilorem Luz, Ana Campos, Eni Severo, Marieli Vieira da Silva e Rosane Schmitz.
O espaço destinado ao atendimento já está reservado na sede do sindicato e passa agora pela preparação da sua estrutura. Além da mobília e equipamentos, a sala contará com um telefone exclusivo para o recebimento de denúncias.
As diretoras relataram à deputada que o Sindivigilantes assinou, dia 12 de junho, o Pacto de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, em atividade realizada com entidades sindicais e a CUT-RS. Na ocasião, também foi anunciado o projeto da Sala Lilás.
A proposta é que o espaço atenda não apenas mulheres vigilantes, mas também familiares e mulheres de outras categorias que necessitem de acolhimento e orientação.
“Estaremos de portas abertas para quem precisar do nosso apoio”, ressaltou a diretora Cristilorem Luz.
“Nosso compromisso é não deixar que o pacto seja apenas um papel assinado, nós queremos colocar em prática a proposta de enfrentar o assédio e a violência contra as mulheres, em uma categoria onde também existe muito machismo, e incentivar outros sindicatos a fazerem o mesmo”, acrescentou.
Sofia Cavedon parabenizou o sindicato por levar adiante mais esse projeto: “A conquista da lei estabelecendo 20% das vagas para mulheres vigilantes é exemplar, e agora toma corpo mais essa iniciativa da sala de acolhimento. Vocês estão de parabéns, o Sindicato dos Vigilantes está fazendo história”, afirmou a deputada.
Bankfort e Lei Anticalote
Durante a visita, o presidente José Airton também relatou à parlamentar a situação enfrentada pelos vigilantes da Bankfort Vigilância Privada, empresa que entrou em recuperação judicial deixando muitos trabalhadores sem receber direitos trabalhistas e as verbas rescisórias, inclusive em diversos órgãos estaduais.
“Apesar de todos os protestos do sindicato, das nossas medidas jurídicas e das várias reuniões com gestores dos contratos, principalmente na Seduc (Secretaria da Educação), não foram tomadas providências pelos contratantes para proteger os trabalhadores”, disse José Airton.
O presidente manifestou ainda preocupação com a efetiva aplicação da Lei Anticalote nos contratos de empresas terceirizadas que prestam serviços aos órgãos estaduais.
Sofia Cavedon disse que não conhecia os detalhes do caso da Bankfort e afirmou que buscará uma audiência com a Procuradoria-Geral do Estado para esclarecer o que ocorreu nesse caso, e para verificar como estão sendo aplicadas a Lei Anticalote e a legislação que estabelece a cota de vagas para mulheres nos contratos estaduais de segurança privada.
“Vamos ter essa reunião na PGE e tirar tudo isso a limpo”, assegurou a deputada.












