Novembro é o mês de conscientização sobre a saúde masculina. Tradicionalmente associado ao câncer de próstata, o Novembro Azul também é uma oportunidade para chamar a atenção dos homens para os cuidados com a saúde ao longo de todo o ano.
Neste sentido, o Ministério da Saúde defende uma abordagem integral, que inclui saúde mental, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, acompanhamento de doenças como diabetes e hipertensão, prevenção de violências e acidentes e promoção de hábitos saudáveis.
Na prática, esses cuidados envolvem:
- Manter acompanhamento regular na unidade de saúde;
- Acompanhar a pressão arterial, o peso e, conforme orientação profissional, os níveis de glicose e colesterol;
- Adotar uma alimentação saudável e praticar atividade física;
- Evitar o tabagismo e o consumo prejudicial de álcool;
- Cuidar da saúde mental e buscar apoio diante do sofrimento psicológico;
- Cuidar da saúde sexual e reprodutiva;
- Manter a vacinação atualizada.
Para os trabalhadores, essa atenção também deve alcançar as condições de trabalho, a prevenção de acidentes e adoecimentos e o acesso aos serviços de saúde.
Câncer de próstata: atenção aos sinais e ao acompanhamento
O câncer de próstata continua exigindo atenção, pois é o tumor mais frequente entre os homens no Brasil, representando cerca de 29% a 30% de todos os diagnósticos oncológicos masculinos.
Entre os sinais que precisam ser investigados por profissionais de saúde estão:
- Dificuldade para urinar;
- Sensação de bexiga cheia mesmo após ir ao banheiro;
- Diminuição do jato de urina;
- Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite;
- Dores na região pélvica;
- Presença de sangue na urina ou no sêmen.
Esses sintomas também podem ter outras causas, por isso, ao percebê-los, procure um serviço de saúde para avaliação.
Exames e fatores de risco
Conforme a avaliação médica, a investigação pode incluir o exame de sangue PSA e o toque retal, mas alterações nesses exames não significam necessariamente câncer. Quando indicada, a biópsia é utilizada para confirmar o diagnóstico.
Para homens sem sintomas, o Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional, ou seja, a realização de exames de próstata de forma indiscriminada. A decisão sobre realizá-los deve considerar uma conversa com o médico sobre os possíveis benefícios e riscos.
A Secretaria da Saúde do RS destaca entre os fatores de risco a idade acima de 50 anos, o histórico familiar da doença e ser um homem negro. Quem tem casos na família, especialmente pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos, deve informar isso na consulta e receber orientação individualizada.
O diagnóstico precoce pode proporcionar melhores resultados no tratamento. A investigação e o tratamento do câncer de próstata estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Cuidar da saúde também é coisa de homem. Faça desse cuidado um compromisso durante todo o ano!
Fontes: Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul e Multilife.










