MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA LEVA MILHARES ÀS RUAS DE BRASÍLIA

CUT - Marcha - Brasília - site



Faixas, bandeiras, batucadas e muito entusiasmo deram o tom da Marcha da Classe Trabalhadora, que tomou as ruas de Brasília nesta quarta-feira, 15, reunindo milhares de trabalhadores e trabalhadoras de todo o país.

A mobilização contou com forte presença da CUT-RS, que levou à capital federal centenas de dirigentes sindicais do Rio Grande do Sul, representando diversas categorias, entre elas sapateiros, servidores públicos, metalúrgicos e professores, demonstrando a força e a unidade da classe trabalhadora gaúcha na luta por direitos.

A marcha ocorreu um dia após o governo Lula encaminhar ao Congresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, pauta central da mobilização.

Logo no início da mobilização, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que a conquista só se dá com pressão:

“Na história, nenhum direito da classe trabalhadora foi uma dádiva, sempre foi com muita luta, com muita mobilização. Então é assim que nós vamos buscar a nossa pauta”.

Ele destacou ainda que o envio do projeto já representa um passo importante: “Ela já é vitoriosa porque o presidente Lula acaba de enviar ao Congresso Nacional o projeto em caráter de urgência que acaba com a escala 6 por 1”.

A pauta da classe trabalhadora foi aprovada na conferência (Conclat) realizada pouco antes da marcha, reunindo 68 reivindicações que combinam demandas históricas e novos desafios do mundo do trabalho. Entre elas:

  • Fim da escala 6×1
  • Redução da jornada sem redução salarial
  • Regulamentação do trabalho por aplicativos
  • Combate à pejotização
  • Fortalecimento das negociações coletivas
  • Direito de negociação para servidores públicos
  • Combate à violência contra as mulheres

As centrais também destacam que, dos 63 itens aprovados na Conclat de 2022, cerca de 70% foram implementados, encaminhados ou estão em tramitação no Congresso, incluindo políticas de valorização do salário mínimo, igualdade salarial, ampliação do Bolsa Família e correções no Imposto de Renda.

Participação dos entregadores de aplicativos

A caminhada teve início na Esplanada dos Ministérios e seguiu até o Congresso Nacional, evidenciando a diversidade da classe trabalhadora brasileira.

Além das categorias tradicionais, chamou atenção a presença de entregadores por aplicativos, estudantes e movimentos sociais, reforçando o caráter amplo e plural da mobilização.

A secretária-geral da CUT-RS, Silvana Piroli, destacou que ontem (15), na reunião com as centrais, o governo assinou a regulamentação da Convenção 151 da OIT, que estabelece a negociação coletiva no serviço público.

“Nossa caminhada tem avançado porque estamos buscando mais qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras, porque a vida não tem hora extra.”, afirmou Silvana.

A Marcha da Classe Trabalhadora integra um calendário nacional de mobilizações que culmina no 1º de Maio.

No Rio Grande do Sul, a CUT-RS e demais centrais organizam o Festival dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em diversas cidades, unindo cultura, economia solidária e luta social sob o lema de ocupar as ruas e fortalecer as pautas da classe trabalhadora.

Fonte: CUT / CUT-RS
Foto: Dino Santos/CUT

Compartilhar: