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	<title>SindiVigilantes do Sul &#187; Artigo</title>
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	<description>A serviço dos trabalhadores da segurança privada</description>
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		<title>APEGO SUICIDA À DESIGUALDADE</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 12:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS: Concentrar renda e socializar a pobreza é a pior e a mais perigosa forma de enfrentar a crise econômica. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Amarildo Cenci &#8211; Professor e presidente da CUT-RS<br />
presidencia@cutrs.org.br</p>
<p>A caça aos consumidores continua a todo vapor mirando as vendas de final de ano. Basta colocar o pé na internet para ouvir a gritaria das promoções. No entanto, o mundo maravilhoso das ofertas tentadoras se choca com a pobreza da renda. Trabalhadores que sobrevivem de salário mínimo, massacrados pela carestia e o arrocho salarial, só conseguem consumir o suficiente para voltar ao trabalho no dia seguinte. Renda comprimida, consumo baixo, produção em queda. O círculo vicioso que governos e empresários se negam a enxergar.</p>
<p>Concentrar renda e socializar a pobreza é a pior e a mais perigosa forma de enfrentar a crise econômica. Não se constrói uma nação sem elevar a renda de seus cidadãos. Não se ergue um país desvalorizando o trabalho e destruindo direitos. Nenhuma democracia sobrevive atolada na injustiça social. Somos um país pleno de possibilidades governado por uma elite que possui um medo injustificável do desenvolvimento econômico e um apego suicida à desigualdade.</p>
<p>Ano passado, os deputados aliados com o Palácio Piratini aprovaram com sorrisos no rosto reajuste zero no mínimo regional. O governador sancionou e empresários aplaudiram. Tudo leva a crer que fecharemos três anos sem reajuste no piso regional, que acumula defasagem de 10,3% em 2019 e 2020. Em julho, o governo enviou um projeto de lei para o Legislativo, sem regime de urgência, com reajuste de apenas 2,73%. De lá para cá ocorreram sucessivas audiências públicas, sempre ignoradas pelo governo e aliados. A Casa do povo gaúcho trata o tema com solene indiferença.</p>
<p>Certos empresários, que poderiam utilizar o mínimo regional como ferramenta para o crescimento econômico, tramam por sua extinção. O mais absurdo é ver entidades empresariais do setor do comércio cerrando fileiras contra reajuste, mesmo sabendo que poderia aquecer as vendas de final de ano. Afinal de contas, os 1,5 milhão de gaúchos e gaúchas que recebem o piso regional não aplicam no mercado financeiro, gastam no mercado da esquina e são também eleitores.</p>
<p><em>&#8211; Artigo publicado em Zero Hora.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quem ganha com o caos e quem morre na lama? – Claudir Nespolo</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2019 19:07:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Claudir Nespolo]]></category>
		<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[Sindivigilantes do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[ Na verdade, os bilionários lucram com o caos e os trabalhadores são sufocados pela lama da desigualdade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo com a crise financeira desencadeada em 2008 e o clima de instabilidade social reinante, o número de bilionários e a concentração de riqueza não cessam de crescer. Estima-se que a riqueza de 26 bilionários equivale à renda de 3,8 bilhões de pessoas. Os bilionários não nutrem nenhuma preocupação com os pobres, os inempregáveis e os “sobrantes”. Para eles, a desigualdade é natural. Reclamam, inclusive, que são injustiçados pelos regimes tributários e tolhidos pelo excesso de regulação.</p>
<p>Jeff Bezos, o homem mais rico do planeta, possui uma fortuna de 112 bilhões de dólares. Apenas 1% da riqueza de Bezos corresponde ao orçamento anual destinado à saúde da Etiópia, um país de 105 milhões de habitantes. Mukesh Ambani, o mais rico da Índia, reside em um edifício de 170 metros de altura, no valor de 1 bilhão de dólares, a casa particular mais cara do mundo. Richard Branson, o bilionário britânico do grupo Virgin Galactic, aplica parte de sua riqueza em um submarino de titânio e fibra de carbono, um brinquedinho para exploração das profundezas oceânicas.</p>
<p>Calcula-se que seis, de uma lista de 31 bilionários nativos, possui a mesma riqueza que o somatório de 103 milhões de brasileiros. Foi divulgado que o salário de Fabio Schvartsman, atual presidente da Vale, é de R$ 1,6 milhão por mês. É o mesmo que avaliou em R$ 100 mil a indenização para cada vítima fatal de Brumadinho.</p>
<p>As grandes descobertas tecnológicas, financiadas pelas corporações desses semideuses, estão a serviço da busca frenética pela imortalidade, a evasão do planeta terra através da exploração espacial e a produção de controles físico e subjetivo dos seres humanos. O mais chocante é que o capital aprendeu a extrair dividendos com a destruição programada da natureza. Os “derivativos climáticos” e as “obrigações de catástrofe” fazem o maior sucesso no mundo financeiro.</p>
<p>Os investimentos dessas corporações são protegidos por seguradoras e os riscos, convertidos em títulos (“cat bond”), flutuam no cassino global. Depois de Brumadinho, a Vale do Rio Doce sairá mais rentável. Na verdade, os bilionários lucram com o caos e os trabalhadores são sufocados pela lama da desigualdade.</p>
<p><em><strong>Claudir Nespolo </strong>é metalúrgico e presidente da CUT-RS</em></p>
<p>(Artigo publicado no jornal Zero Hora e no portal Sul21)</p>
<p><em>Fonte: CUT-RS</em></p>
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		<title>Onde fica a dignidade no mundo do trabalho?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 15:31:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Claudir Nespolo]]></category>
		<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[reforma trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[Sindivigilantes do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Falta pouco para ouvirmos que a flexibilização da Lei Áurea é indispensável para nos modernizarmos, diz o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, em artigo publicado na Zero Hora]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3809" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.sindivigilantesdosul.org.br/wp-content/uploads/2017/11/Claudir-na-ZH.jpg"><img class="size-medium wp-image-3809" src="http://www.sindivigilantesdosul.org.br/wp-content/uploads/2017/11/Claudir-na-ZH-300x278.jpg" alt="Reprodução do artigo na ZH desta quarta-feira, dia 15" width="300" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do artigo na ZH desta quarta-feira, dia 15</p></div>
<p><em>A formação da identidade humana, a construção da subjetividade e a garantia de sobrevivência estão diretamente vinculadas ao trabalho. Esse é um dos fundamentos para considerá-lo um direito humano. Paradoxalmente, a exploração do trabalho produz sofrimento, embrutecimento e diminuição da liberdade.</em></p>
<p><em>O trabalho livre, o assalariamento, jornadas de trabalho compatíveis com a integridade física, condições de trabalho que não atentem contra a saúde física e mental, legislações que protejam os trabalhadores (sujeitos mais vulneráveis nas relações de trabalho), o reconhecimento de instituições para representar os interesses coletivos (sindicatos), foram sendo progressivamente conquistados, dignificando o trabalho e fazendo a vida em sociedade valer a pena. </em></p>
<p><em>A Lei 13.467/2017, conhecida como reforma trabalhista, entrará para a história, como uma das maiores aberrações jurídicas, em flagrante desacordo com os tratados internacionais, as convenções da OIT, a Constituição Brasileira e com os princípios da Justiça do Trabalho.</em></p>
<p><em>Politicamente, é fruto de um governo ilegítimo, com baixíssima popularidade e ventríloquo do empresariado mais arcaico e de um parlamento transformado em balcão de negócios, que tudo faz para aprovar mudanças estruturais, sem transparência e debate público.</em></p>
<p><em>Economicamente, reduzirá renda, diminuirá o consumo e causará azedume no ambiente de trabalho, com prejuízos na produtividade. Se aplicada, acirrará a concorrência espúria entre as empresas, aumentando a desorganização produtiva e a insegurança, tanto jurídica quanto econômica.</em></p>
<p><em>Socialmente será um desastre, pois a proliferação do emprego precário e indigno semeará informalidade e insegurança no trabalho.</em></p>
<p><em>Quando o presidente do TST propõe a equação “menos direitos e mais emprego”; quando membros do STF manifestam publicamente o desejo de extinguir a Justiça do Trabalho e suprimir o artigo 7º da Constituição Federal; quando o ministro do Trabalho, sabendo de uma avalanche de precarização e endurecimento das relações trabalho, se antecipou e tornou inócua a legislação que pune o trabalho análogo à escravidão; suspeitamos que falta pouco para ouvirmos que a flexibilização da Lei Áurea é indispensável para nos modernizarmos. </em></p>
<p><em><b>Claudir Nespolo<br />
</b>Presidente da CUT-RS</em><b><br />
</b></p>
<p>&nbsp;</p>
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