CRESCEM APOIO E FILIAÇÃO AOS SINDICATOS NOS ESTADOS UNIDOS

Presidente da AFL-CIO, Richard Trumka

Presidente da AFL-CIO, Richard Trumka



Ao contrário do que desejam o presidente estadunidense Donald Trump e seu discípulo Jair Bolsonaro, a população dos Estados Unidos apoia cada vez mais a existência dos sindicatos.

Segundo pesquisa divulgada no final de agosto deste ano pelo instituto Gallup, 64% das pessoas em idade economicamente ativa naquele país aprovam e apoiam a ação sindical.

Já segundo levantamento realizado no final de 2018 pelo prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), 48% das pessoas em idade economicamente ativa se filiariam a um sindicato, caso tivessem a oportunidade.

A representação sindical nos Estados Unidos é por empresa e para criar um sindicato é preciso a assinatura expressa de 50% mais um do total de empregados. O medo da retaliação dos patrões deixa vários locais sem sindicato.

Meio milhão de novos sindicalizados

Porém, nos últimos dois anos, os sindicatos filiados à American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations (AFL-CIO), principal central sindical estadunidense, conquistaram meio milhão de novos sindicalizados.

Isso foi conseguido apesar de toda a oposição do partido Republicano e de decisões judiciais que pretendem esvaziar o movimento sindical.

Essa taxa de 48% de norte-americanos que desejam se sindicalizar supera o índice de 33% registrado em 1977. Poucos anos depois teve início uma campanha maciça contra o movimento sindical lançada por Ronald Reagan, ídolo dos neoliberais.

Uma das explicações para esse movimento é justamente a ação sindical, explica o presidente da AFL-CIO, Richard Trumka, que esteve no Brasil, recentemente.

Segundo ele, os sindicatos têm conversado pessoalmente, ou por telefone, com os trabalhadores associados e não-associados, há pelo menos dois anos, para falar da importância da ação coletiva e da sindicalização.  Além das campanhas nos meios de comunicação sindical.

Outra razão pode estar na queda de poder de compra dos salários e da qualidade dos postos de trabalho nos Estados Unidos, resultado também do enfraquecimento do sindicatos, por conta das campanhas e ações contrárias ao movimento.

Menos de 11% dos que trabalham naquele país são sindicalizados.

A combinação desses dois fatores – empobrecimento e baixa sindicalização – vai deixando à mostra, com a ajuda de pesquisas acadêmicas e reportagens não-alinhadas aos donos do dinheiro, que ser sindicalizado faz diferença. E para melhor.

Sindicalizado tem mais direitos

Nos Estados Unidos, sindicalizados ganham 25,6% a mais que outros trabalhadores não sindicalizados, graças às negociações coletivas.

Têm também cinco vezes mais chances de se aposentar. Mulheres negras sindicalizadas têm salários 25% maiores que as não-sindicalizadas.

As diferenças salariais entre gênero e raça são menores em empresas onde há atuação sindical.

Isso por que, onde os sindicatos podem pressionar os empregadores e negociar, há contratos coletivos e condições mais favoráveis aos trabalhadores.

Esses e outros dados foram coletados pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos.

Eles são citados nas justificativas que encabeçam o projeto da Lei pelo Direito de Organização (Protecting the Right to Organize Act), elaborado e apresentado pela bancada do partido Democrata no Congresso.

Aprovado na última semana de setembro pela Comissão de Educação e Trabalho da Casa, seguirá para o Plenário. Se for aprovado, vai abolir práticas que têm sido enormes obstáculos ao movimento sindical.

Como as frequentes demissões de quem manifesta o desejo de se sindicalizar, decisões judiciais que tentam desestimular a contribuição financeira voluntária ou o controle dos patrões sobre a decisão de abrir ou não um sindicato.

Fonte: Fonte: Isaías Dalle/Fundação Perseu Abramo

 

PAIM DEFENDE SEIS DESTAQUES NA PEC DA PREVIDÊNCIA

Paim e o senador Tasso Jereissati (PSDB), relator da reforma da Previdência no Senado(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Paim e o senador Tasso Jereissati (PSDB), relator da reforma da Previdência no Senado(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)



O senador Paulo Paim (PT-RS) detalhou na noite de terça-feira (15) os seis destaques supressivos que apresentou para serem analisados no segundo turno de votação da Reforma da Previdência (PEC 06/2019), previsto para o dia 22.

Ele foi o único senador a ocupar a tribuna na segunda sessão de debates antes do segundo turno. A terceira e última sessão de discussão sobre o texto deve ocorrer nesta quarta-feira (16).

O primeiro destaque é sobre o fim da aposentadoria especial para trabalhadores em áreas periculosas ou insalubres.

Hoje quem trabalha nessas áreas tem direito a se aposentar com 25 anos de contribuição, não vinculados à idade.

— É o caso de vigilantes, guardas noturnos, guardas municipais, eletricitários, entre outros. Se ele se aposentar em outubro com 25 anos de contribuição, consegue ter esses direitos. Agora, se for se aposentar em novembro, [após a aprovação da PEC], vai ter de trabalhar até os 65 anos de idade para ter o benefício integral.

O segundo destaque é o vínculo da idade ao tempo de contribuição, também para trabalhos penosos ou insalubres, como o dos metalúrgicos.

— Se ele começou a trabalhar com 20 anos, após 25 anos de contribuição, terá 45 anos de idade. Mas agora terá de trabalhar até o mínimo de 60 anos como determinará a nova lei. Como é que ele vai esperar 15 anos para se aposentar? Entrará num limbo — disse o senador, na foto com o senador Tasso Jereissati (PSDB), relator da reforma da Previdência no Senado.

Valor das aposentadorias

A terceira proposta de alteração apresentada por Paim trata da média dos salários que serve para estabelecer o valor a ser recebido pelo aposentado.

O texto da PEC considera todos os salários da vida laboral no cálculo da aposentadoria, enquanto a regra atual permite que sejam descartadas as 20% menores contribuições.

— Dependendo o cálculo, ocorrerá uma perda de 10% a até 40% [com a reforma]. O cidadão quando começa a trabalhar ganha menos e esses valores serão somados, abaixando a média salarial.

O chamado “trabalho intermitente” é o alvo do quarto destaque de Paim.

De acordo com a PEC, quem não conseguir completar a quantidade de horas mínimas correspondente ao mês terá de pagar do próprio bolso a diferença da contribuição para ter direito à aposentadoria com o salário mínimo.

Aposentadorias por acidente

O quinto destaque se refere aos casos de aposentadoria por acidente.

O senador lembrou que se um cidadão sofrer, ainda em outubro, um acidente que o incapacite para o trabalho se aposentará com salário integral.

— Mas se sofrer um acidente de carro, um AVC ou infarto em novembro, vai se aposentar com metade do benefício — ressaltou.

O último destaque é sobre o bônus de tempo de 40% de um trabalhador que sai de uma atividade penosa ou insalubre e vai ao regime normal, também chamado de tempo de conversão de atividade penosa em atividade comum.

— Até hoje, se eu trabalho 10 anos em atividade insalubre, ao mudar ganho mais 4 anos de bônus que viram 14 anos [de contribuição]. Se eu tinha 20 anos, viram 28. Com a PEC, o trabalhador não levará mais nada e terá de trabalhar os 40 anos mínimos.

Paim afirmou que, como seus destaques são supressivos sobre o texto da PEC, caso eles sejam aprovados no segundo turno de votação, não será necessário que a proposta retorne à Câmara para nova análise dos deputados.

— Os senadores têm a oportunidade de, com as emendas supressivas, corrigir parte dos prejuízos. Tenho uma grande esperança de diminuir o prejuízo, para que os trabalhadores possam no futuro continuar a se aposentar.

PEC Paralela

O senador lembrou que também é possível avançar na discussão da chamada PEC Paralela (PEC 133/2019), melhorando pontos que foram aprovados na PEC 06.

Segundo ele, é preciso sugerir mudanças que evitem a privatização do sistema previdenciário que se daria se o regime de capitalização for amplamente adotado no Brasil, como pretende o governo.

Paim disse que, dos 30 países que adotaram o regime de capitalização, 20 desistiram.

— Se repetirmos o que ocorreu no Chile, onde os fundos faliram ou aplicaram mal, o aposentado terá graves prejuízos.

Fonte: Carlos Penna Brescianini / Agência Senado

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA VERANEIO NA COLÔNIA DE FÉRIAS

Praia no Balneário Pinhal, onde está localizada a colônia

Praia no Balneário Pinhal, onde está localizada a colônia



Os sócios do Sindivigilantes do Sul já podem se inscrever para as vagas de veraneio na Colônia de Férias do sindicato, localizada na Praia do Magistério, município de Balneário Pinhal. A temporada este ano começa dia 15 de novembro.

O agendamento das reservas, para sete dias, é feito sempre de um mês para outro: em outubro para novembro, de novembro para dezembro, dezembro para janeiro e janeiro para fevereiro.

A estadia dos titulares e dependentes cadastrados no sindicato, até seis pessoas, tem a taxa de R$ 250,00. Pais, sogros, enteados e filhos maiores de 18 anos pagam diárias de R$ 40,00.

Nossa colônia de férias dispõe de 58 apartamentos para receber a categoria confortavelmente, no verão que se aproxima.

Eles estão equipados com cama de casal, beliche, cozinha e banheiro individual com chuveiro elétrico, além de churrasqueira coletiva.

Planeje suas merecidas férias e aproveite esse benefício oferecido pelo Sindivigilantes do Sul aos seus associados e associadas.

Mais informações pelos telefones: (51) 3224-4545 ou 3225-5070.

O BAITA PREJUÍZO DA REFORMA TRABALHISTA PARA OS VIGILANTES 12 x 36

Reforma trabalhista site



Entre os mais prejudicados pela reforma trabalhista estão os vigilantes da escala 12 x 36, ou seja, a maioria.

A Lei 13.467 de 2017, que implantou a reforma, derrubou a Súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Com isso, esses vigilantes perderam o pagamento em dobro dos domingos e feriados, o pagamento da hora noturna prorrogada (hora extra após as 5 horas) e uma hora de intervalo intrajornada. Um baita prejuízo. 

Mas não foi só isso.

Foram modificados ou anulados pela reforma MAIS DE 100 artigos da CLT, com muitas perdas para todos os trabalhadores e trabalhadoras.

Por exemplo, o parcelamento das férias em até três períodos e o fim da obrigatoriedade da homologação das rescisões no sindicato. Isso,  nós conseguimos garantir aos associados, pelo menos, na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Essa reforma teve o apoio total e o voto A FAVOR do presidente Bolsonaro, que era deputado em 2017.  Como se não bastasse, agora, ele quer implantar a reforma da Previdência, que acaba com a nossa aposentadoria especial.

NÓS AVISAMOS a categoria para os prejuízos que teríamos e participamos de todos os protestos contra essa reforma e da Previdência também.

Mas muitos vigilantes duvidaram do nosso alerta. Fomos, inclusive, muito atacados e xingados nas redes sociais porque denunciamos esse assalto ao bolso do trabalhador.

“Nos chamaram de baderneiros ou coisas até piores. E quando estávamos protestando nas ruas, com os outros sindicatos, passavam motoristas nos chamando de vagabundos”, lembra o presidente do sindicato, Loreni Dias.

ESTÁ AÍ O RESULTADO DA REFORMA TRABALHISTA. E AGORA, QUEM TINHA RAZÃO?

Prometeram dois milhões de empregos já em 2018. Cadê os empregos?

Que isso sirva de lição: não se pode confiar NUNCA no empresariado e em quem está do lado dos empresários.

Duvide sempre dos pelegos que atacam seu sindicato e defendem as pautas dos inimigos dos trabalhadores, como a famigerada reforma da Previdência.

Trabalhador precisa ter CONSCIÊNCIA DE CLASSE e apoiar só quem defende a classe trabalhadora. 

Já falamos muito da reforma trabalhista quando tramitou o projeto e nossos advogados explicaram as mudanças da CLT nas assembleias.

Porém, como alguns ainda têm dúvidas, é necessário esse esclarecimento. Para entender melhor, clique no link e leia a explicação deste site jurídico.

https://millenamartins.jusbrasil.com.br/artigos/574656918/reforma-trabalhista-e-a-sumula-n-444-do-tst

Sindivigilantes do Sul – 09/10/2019

 

 

 

 

COMEÇOU A FEIRA DO OUTUBRO ROSA NO SINDICATO

Estão à venda roupas, calçados, perfumes e cosméticos

Estão à venda roupas, calçados, perfumes e cosméticos



omeçou nesta segunda-feira (07) e prossegue até sexta (11) a Feira do Outubro Rosa, promovida pelo Sindivigilantes do Sul e Espáço Butterfly.

Estão à venda várias marcas e modelos de roupas, além de calçados, perfumes e cosméticos.

Ela vai funcionar, todos os dias, desde a abertura do sindicato, às 07h30, até 17h, sem intervalo ao meio-dia.

O pagamento pode ser parcelado em até três vezes para sócios do sindicato, com parcela mínima de R$ 75,00 para roupas e R$ 90,00 para a linha Mary Kay.

DOIS DOS TRÊS SENADORES GAÚCHOS VOTARAM CONTRA OS TRABALHADORES E OS VIGILANTES

Senadores gaúchos Lasier, Paim e Heinze

Senadores gaúchos Lasier, Paim e Heinze



Vigilantes, por 56 votos a 19, em primeiro turno, o Senado aprovou, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, do governo Bolsonaro (PSL), da reforma da Previdência.

Ela acaba com a nossa aposentadoria especial e muda radicalmente as regras das aposentadorias dos trabalhadores e trabalhadoras. Na prática, vai ficar impossível o trabalhador se aposentar nesse país.

Dos três senadores gaúchos, votaram à favor da tal reforma dois deles: Lasier Martins (Podemos) e Luís Carlos Heinze (PP). Apenas o senador Paulo Paim (PT) ficou do nosso lado e votou contra o governo, cumprindo o que tinha prometido.

Tanto na Câmara dos Deputados como no Senado apenas as bancadas dos partidos de esquerda nos defenderam. Os deputados e senadores do PSOL, PC do B, PSB e PT rejeitaram totalmente a reforma que nos prejudica, além da REDE, a maior parte do PDT e mais alguns votos isolados.

Cem por cento dos partidos da direita, que tem maioria, como o PSL de Bolsonaro, PP, DEM, PL, Novo, PSD, além da grande maioria do MDB, PTB e outros menores votaram maciçamente a favor das mudanças nas regras da aposentadoria. Esses partidos nos fuzilaram!

Foi a mesma coisa na reforma trabalhista. Que os vigilantes guardem bem os nomes e as siglas de quem nos apoiou e de quem nos prejudicou. Não esqueçam disso quando forem votar outra vez.

Mas nós não desistimos, ainda temos fôlego para continuar lutando, porque esse governo não terminou o serviço sujo que veio fazer. Tem mais no saco de maldades do presidente da “arminha”.

Que esses acontecimentos sirvam de lição para a categoria. Trabalhador não deve NUNCA apoiar quem está do lado patronal e ataca nossos direitos.

Devemos ter CONSCIÊNCIA DE CLASSE. O nosso lado é o lado da classe trabalhadora, contra o governo, políticos, banqueiros, empresários e os pelegos que se aliaram ao inimigo (tem muitos na categoria).

Por fim, quero cumprimentar a nossa Confederação, a CNTV, do presidente Boaventura, que nunca desistiu e travou uma brava luta para defender a nossa aposentadoria especial. Apresentou emenda, pressionou deputados e senadores, fez tudo que era possível nessa circunstância.

Eu mesmo fui a Brasília percorrer os gabinetes dos deputados gaúchos, com apoio da Confederação, pedindo apoio para os vigilantes, assim como fizeram dirigentes sindicais de outros estados.

Tenho orgulho de dizer que, logo após a nossa eleição, em 2013, nos filiamos à CNTV.

Guerreiros, guerreiras, seja qual for o resultado da segunda votação no Senado, ainda temos muita luta pela frente e precisamos estar unidos e mobilizados, para não virarmos escravos de vez.

A categoria e o sindicato precisam andar juntos, afinal de contas, juntos somos mais fortes.

Um abraço!

Sindivigilantes do Sul – Loreni Dias – Presidente

 

ÚLTIMA ESPERANÇA: SENADORES PAIM E REGUFFE VÃO APRESENTAR DESTAQUE PARA RETIRAR VIGILANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reunião do deputado distrital Chico Vigilante, à esquerda, com  Paim e Reguffe

Reunião do deputado distrital Chico Vigilante, à esquerda, com Paim e Reguffe



A maioria dos senadores votou favorável e a famigerada reforma da Previdência foi aprovada no primeiro turno de votação no Senado, terça-feira (1º). Foram 46 votos a favor e 19 contrários à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, que muda radicalmente as regras das aposentadorias.

Mas precisa haver mais uma rodada de votação. Para o segundo turno, que vai acontecer em uma ou duas semanas, os senadores Paulo Paim (PT) e José Reguffe (Podemos) vão apresentar um destaque retirando os vigilantes da reforma.

Com isso, pretendem garantir a continuidade da aposentadoria especial da nossa categoria e de outras, como os eletricitários, na mesma situação. Na Câmara Federal, onde a reforma já foi aprovada, foi apresentada uma emenda também, com o mesmo objetivo, mas acabou rejeitada pelos deputados.

Devemos ressaltar que, dos três senadores gaúchos, apenas Paim ficou ao lado dos vigilantes e dos trabalhadores. Ele votou contra a reforma do governo Bolsonaro. Mas os outros dois senadores do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Heinze (PP) e Lasier Martins (Podemos) votaram à favor.

No entanto, o governo aliviou a reforma para outras categorias da segurança com regras mais favoráveis. Policiais federais, os policiais legislativos, os policiais civis do Distrito Federal e os agentes penitenciários, poderão se aposentar mais cedo, entre outras vantagens.

Os militares, inclusive, ficaram de fora da tal reforma, ficando tudo como está para eles. Se é boa, porque a reforma não vale para todos?

Veja o relato abaixo do deputado distrital Chico Vigilante, que teve reunião com os dos senadores Paim e Reguffe, quinta-feira à tarde (03):

“Nesta tarde de quinta-feira, estive reunido com os senadores Paulo Paim (PT/RS) e Reguffe (Podemos/DF) para tratar, mais uma vez, da aposentadoria especial dos vigilantes. Estive lá acompanhado do diretor do Sindicato dos Vigilantes e da Confederação Nacional dos Vigilantes, José Maria de Oliveira.

Os dois senadores me informaram que apresentarão um destaque para que sejam removidas do texto da reforma previdenciária, a ser votado em segundo turno, as categorias com periculosidade, como, por exemplo, vigilantes e guardas municipais.

Além de Paim e Reguffe, mantive conversas com outros senadores.

Saí de lá muito confiante e acreditando na possibilidade real de conseguirmos remover a categoria dos vigilantes dessa reforma.

Na próxima terça-feira, 8, retornaremos ao Senado para continuar essa luta que estamos travando em defesa da nossa categoria.

É muito importante que, em cada Estado, os vigilantes procurem abordar os seus senadores para que tomem consciência da necessidade das categorias com adicional de periculosidade serem resguardadas na reforma da previdência.”

*Chico Vigilante*
_Deputado distrital (PT)_

VOTAÇÃO NO SENADO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA FICOU PARA SEMANA QUE VEM

Plenário do Senado, onde acontecerá a votação em dois turnos

Plenário do Senado, onde acontecerá a votação em dois turnos



Ficou para terça-feira da semana que vem (1º) a votação da Reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário do Senado, em primeiro turno.

O governo quer liquidar o assunto – e, na prática, com as aposentadorias – até 10 de outubro, a data agendada para a votação em segundo turno no plenário.

Um atrito entre o governo e os senadores provocou o adiamento.

A Polícia Federal pediu e o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um mandado de busca e apreensão no gabinete do líder do próprio governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Em retaliação, os senadores abandonaram a pauta da reforma da Previdência e foram tratar de outros assuntos. Mas já houve um acordo para a votação na próxima semana.

Assim, o movimento sindical e os trabalhadores e trabalhadoras ganharam mais tempo para pressionar os senadores.

Lembramos que a reforma prevê, entre outras maldades:

  1. Fim da aposentadoria por tempo de contribuição.
  2. Idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para poder se aposentar.
  3. Período de transição para novas regras de apenas 2 anos.
  4. Redução do valor das novas aposentadorias e pensões.
  5. Fim da aposentadoria especial de diversas categorias.

No Rio Grande do Sul, apenas o senador Paulo Paim (PT) garantiu seu voto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019).

Os senadores Lasier Martins (Podemos) e Luiz Carlos Heinze (PP) são favoráveis.

Quem se encontrar com algum deles, manifeste seu descontentamento e exija que mudem o voto.

 

FIM DA APOSENTADORIA ESPECIAL É O MAIOR CRIME DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, AFIRMA PAIM

Paim é o único senador gaúcho que já garantiu voto contra a reforma

Paim é o único senador gaúcho que já garantiu voto contra a reforma



O senador Paulo Paim (PT-RS), que tem lutado contra a reforma da Previdência, afirmou quinta-feira (19) que o maior crime da proposta que tramita no Senado, depois de ter sido aprovada na Câmara dos Deputados, é o fim da aposentadoria especial.

À Rádio Senado, Paim lamentou que trabalhadores em atividades de alto risco sejam excluídos da aposentadoria especial pela PEC de Bolsonaro e Paulo Guedes: “Vigilantes, guardas de trânsito, guardas municipais, eletricitários, quem trabalha com produtos químicos e explosivos”, citou Paim.

Ele explicou que “retiram da Constituição a palavra ‘periculosidade’, ou seja, proíbem quem trabalha em área de alto risco, com essa supressão, e deixam lá depois, afirmando que é proibido aposentadoria por periculosidade (caso dos vigilantes)”.

“Isso para mim é o maior crime que essa reforma comete”, afirmou Paim à Rádio Senado.

Atualmente, os profissionais que trabalham nessas condições, como vigilantes, eletricitários e guardas municipais, podem se aposentar depois de 25 anos de contribuição. Mas, de acordo com o senador, a reforma da Previdência vai acabar com isso.

No entanto, o mesmo texto da reforma da Previdência favorece outras categorias com regras mais brandas de aposentadoria: policiais federais, policiais civis, agentes penitenciários e educativos, além de policiais militares e bombeiros.

Como se as outras categorias, como os vigilantes, não corressem também alto risco  no exercício do seu trabalho.

Já os militares das Forças Armadas ficaram de fora da Reforma da Previdência.

Votação no Senado

Nesta terça-feira (24), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) deve ser votada em primeiro turno no Senado. Em outubro, deve passar ainda por uma segunda votação.

Paim é o único dos três senadores gaúchos que já garantiu seu voto contra a reforma e o fim da aposentadoria especial. Os outros dois são Luiz Carlos Heinze (PP) e Lasier Martins (PODE).

Observação:

O Sindivigilantes do Sul, a maioria dos demais sindicatos e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) estão lutando pela aposentadoria especial e contra essa proposta de reforma da Previdência.

Participamos dos protestos nas ruas, fizemos abaixo-assinado, fomos a Brasília, pressionamos os deputados e senadores de todas as maneiras possíveis. Não nos omitimos e vamos lutar até o fim contra isso.

Infelizmente, a maioria votou em candidatos que não estão do lado dos trabalhadores e que agora, em Brasília, estão retirando nossos direitos.

Fontes: Agência Senado e Rede Brasil Atual (RBA)

*Com informações da Lívia Torres, da Rádio Senado.

TRABALHADORES, TRABALHADORAS, ESTUDANTES: VAMOS ÀS RUAS CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA E DESTRUIÇÃO DO BRASIL NESTA TERÇA (24)

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A CUT-RS, centrais sindicais e movimentos sociais realizam, nesta terça-feira (24), às 18h, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, um grande ato público contra a reforma da Previdência.

Também vão protestar contra os cortes de recursos na educação, o desemprego, as queimadas na Amazônia e em defesa da soberania nacional. Outros protestos vão acontecer no interior gaúcho.

A mobilização acontece no dia em que o Senado pretende votar em primeiro turno a proposta do governo Bolsonaro que destrói a aposentadoria do povo brasileiro. O texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados mas ainda falta a votação dos senadores.

Idade mínima e redução de benefícios

A reforma da Previdência retira vários direitos importantes da classe trabalhadora. Veja os principais retrocessos da proposta de Bolsonaro:

– Fim da aposentadoria por tempo de contribuição.
– Idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres).
– Período de transição para novas regras de apenas 2 anos.
– Redução do valor das novas aposentadorias e pensões.
– Fim da aposentadoria especial de diversas categorias.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, afirma que não é hora de ficar sentado no sofá ou em frente ao computador, mas é preciso sair às ruas e levantar a voz para defender a aposentadoria e impedir a destruição do Brasil antes que seja tarde demais.

“Temos que levar o bafo das ruas até o plenário do Senado para fazer valer os direitos da classe trabalhadora e dos estudantes”, destaca Claudir.

De olho nos senadores

Dos três senadores gaúchos, apenas Paulo Paim (PT) tem se manifestado contra a reforma da Previdência. Ele votou contra a sua admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Por isso, os senadores Lasier Martins (Podemos) e Luís Carlos Heinze (PP) estão sendo pressionados pelos trabalhadores, para que votem contra a proposta de Bolsonaro.

“Avisamos os senadores que, se votarem sim a essa reforma cruel, desumana, e perversa, estarão fazendo a coisa errada e serão duramente cobrados nas ruas e certamente não se reelegerão”, alerta Nespolo. “Não esqueceremos os traidores do povo.”

Cadê os empregos prometidos?

Bolsonaro está no seu nono mês de governo sem apresentar uma única medida de geração de emprego e renda ou de desenvolvimento com justiça social. Conforme dados do IBGE, o país tem atualmente 38,6 milhões de trabalhadores na informalidade.

Isso significa que da força total de trabalho, estimada em 105 milhões de brasileiros, 41% desse total estão no mercado de trabalho sem proteção social e não contribuem para a Previdência.

“Até agora, Bolsonaro e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, só apresentaram projetos que beneficiam os grandes empresários e o agronegócio. Além da redução de recursos em programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida”, salienta o dirigente da CUT-RS.

“Cadê os milhões de empregos prometidos, quando os mesmos que hoje defendem o desmonte da Previdência aprovaram a reforma trabalhista?”, questiona Nespolo.

Fonte: CUTRS