COM BAIXOS SALÁRIOS, TRABALHO INTERMITENTE REPRESENTA 30% DAS CONTRATAÇÕES NO RS, APONTA DIEESE

No Brasil, trabalho intermitente representou 16,5% dos empregos criados desde a reforma trabalhista

No Brasil, trabalho intermitente representou 16,5% dos empregos criados desde a reforma trabalhista



O escritório regional do Rio Grande do Sul do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) analisou os dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao saldo de empregos formais e salário médio dos admitidos do entre novembro de 2017, quando começou a vigência da reforma trabalhista, e agosto de 2019.

Dos 619.887 empregos gerados no Brasil, o trabalho intermitente representou 16,5% (102.173) deste total. Já o salário médio dos intermitentes (R$ 1.009.49) no período correspondeu apenas a 66% do salário médio do total de admitidos (1.530,07).

O Rio Grande do Sul é o terceiro estado com maiores saldos de contratos intermitentes em relação ao total de empregos gerados no período. O Estado fica atrás somente de Amapá (51,3%) e Paraíba (31,5%).

O saldo de empregos formais no período (nov/2017 a ago/2019) foi de 14.282 empregos no RS, sendo que o trabalho intermitente representou cerca de 30% (4.281 empregos) deste total, com crescimento significativo nessa modalidade em 2019.

Entre os setores de atividade econômica, Serviços (1.929) e Comércio (1637) foram os maiores contratantes nessa modalidade.

Vale ainda destacar que desde a vigência da reforma trabalhista a geração de vagas nos setores do comércio, construção civil, indústria de transformação e agropecuária ocorre nessa modalidade, visto que nas modalidades não intermitente o saldo é negativo.

Para o trabalhador, conforme o Dieese, o trabalho intermitente “significa estar disponível 24 horas por dia e vinculado a um contratante que poderá dispor de seu trabalho a qualquer momento, pagando apenas pelas horas trabalhadas”.

“Não há nenhuma previsibilidade em relação ao número de horas contratadas, nem à remuneração a ser recebida, o que gera incerteza para o trabalhador, além de um forte impacto social, na medida em que, reduz as contribuições previdenciárias e os direitos trabalhistas, podendo trazer consequências desastrosas à saúde, já que não sendo um contribuinte regular poderá no momento em que mais precisa de uma assistência (um afastamento saúde) não contar com essa possibilidade. Isso porque, em um contrato intermitente a remuneração não precisa ser nem de um salário mínimo – o que tem um impacto direto na capacidade contributiva desses empregados para sua futura aposentadoria e eventuais afastamentos”, salienta o estudo.

“Em um primeiro momento, poder-se-ia afirmar que o contrato intermitente seria a regulamentação dos ‘bicos’ – já que ocuparia postos de trabalho esporádicos, sem jornada bem definida, e eventual, mas o que verifica-se é que está sendo um mecanismo eficiente na promoção da instabilidade e rebaixamento salarial em diversos setores, e o Rio Grande do Sul está ocupando lugar de destaque nessa iniciativa”, conclui o Dieese.

Clique aqui para acessar o estudo do Dieese.

 

 

CRESCEM APOIO E FILIAÇÃO AOS SINDICATOS NOS ESTADOS UNIDOS

Presidente da AFL-CIO, Richard Trumka

Presidente da AFL-CIO, Richard Trumka



Ao contrário do que desejam o presidente estadunidense Donald Trump e seu discípulo Jair Bolsonaro, a população dos Estados Unidos apoia cada vez mais a existência dos sindicatos.

Segundo pesquisa divulgada no final de agosto deste ano pelo instituto Gallup, 64% das pessoas em idade economicamente ativa naquele país aprovam e apoiam a ação sindical.

Já segundo levantamento realizado no final de 2018 pelo prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), 48% das pessoas em idade economicamente ativa se filiariam a um sindicato, caso tivessem a oportunidade.

A representação sindical nos Estados Unidos é por empresa e para criar um sindicato é preciso a assinatura expressa de 50% mais um do total de empregados. O medo da retaliação dos patrões deixa vários locais sem sindicato.

Meio milhão de novos sindicalizados

Porém, nos últimos dois anos, os sindicatos filiados à American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations (AFL-CIO), principal central sindical estadunidense, conquistaram meio milhão de novos sindicalizados.

Isso foi conseguido apesar de toda a oposição do partido Republicano e de decisões judiciais que pretendem esvaziar o movimento sindical.

Essa taxa de 48% de norte-americanos que desejam se sindicalizar supera o índice de 33% registrado em 1977. Poucos anos depois teve início uma campanha maciça contra o movimento sindical lançada por Ronald Reagan, ídolo dos neoliberais.

Uma das explicações para esse movimento é justamente a ação sindical, explica o presidente da AFL-CIO, Richard Trumka, que esteve no Brasil, recentemente.

Segundo ele, os sindicatos têm conversado pessoalmente, ou por telefone, com os trabalhadores associados e não-associados, há pelo menos dois anos, para falar da importância da ação coletiva e da sindicalização.  Além das campanhas nos meios de comunicação sindical.

Outra razão pode estar na queda de poder de compra dos salários e da qualidade dos postos de trabalho nos Estados Unidos, resultado também do enfraquecimento do sindicatos, por conta das campanhas e ações contrárias ao movimento.

Menos de 11% dos que trabalham naquele país são sindicalizados.

A combinação desses dois fatores – empobrecimento e baixa sindicalização – vai deixando à mostra, com a ajuda de pesquisas acadêmicas e reportagens não-alinhadas aos donos do dinheiro, que ser sindicalizado faz diferença. E para melhor.

Sindicalizado tem mais direitos

Nos Estados Unidos, sindicalizados ganham 25,6% a mais que outros trabalhadores não sindicalizados, graças às negociações coletivas.

Têm também cinco vezes mais chances de se aposentar. Mulheres negras sindicalizadas têm salários 25% maiores que as não-sindicalizadas.

As diferenças salariais entre gênero e raça são menores em empresas onde há atuação sindical.

Isso por que, onde os sindicatos podem pressionar os empregadores e negociar, há contratos coletivos e condições mais favoráveis aos trabalhadores.

Esses e outros dados foram coletados pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos.

Eles são citados nas justificativas que encabeçam o projeto da Lei pelo Direito de Organização (Protecting the Right to Organize Act), elaborado e apresentado pela bancada do partido Democrata no Congresso.

Aprovado na última semana de setembro pela Comissão de Educação e Trabalho da Casa, seguirá para o Plenário. Se for aprovado, vai abolir práticas que têm sido enormes obstáculos ao movimento sindical.

Como as frequentes demissões de quem manifesta o desejo de se sindicalizar, decisões judiciais que tentam desestimular a contribuição financeira voluntária ou o controle dos patrões sobre a decisão de abrir ou não um sindicato.

Fonte: Fonte: Isaías Dalle/Fundação Perseu Abramo

 

PAIM DEFENDE SEIS DESTAQUES NA PEC DA PREVIDÊNCIA

Paim e o senador Tasso Jereissati (PSDB), relator da reforma da Previdência no Senado(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Paim e o senador Tasso Jereissati (PSDB), relator da reforma da Previdência no Senado(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)



O senador Paulo Paim (PT-RS) detalhou na noite de terça-feira (15) os seis destaques supressivos que apresentou para serem analisados no segundo turno de votação da Reforma da Previdência (PEC 06/2019), previsto para o dia 22.

Ele foi o único senador a ocupar a tribuna na segunda sessão de debates antes do segundo turno. A terceira e última sessão de discussão sobre o texto deve ocorrer nesta quarta-feira (16).

O primeiro destaque é sobre o fim da aposentadoria especial para trabalhadores em áreas periculosas ou insalubres.

Hoje quem trabalha nessas áreas tem direito a se aposentar com 25 anos de contribuição, não vinculados à idade.

— É o caso de vigilantes, guardas noturnos, guardas municipais, eletricitários, entre outros. Se ele se aposentar em outubro com 25 anos de contribuição, consegue ter esses direitos. Agora, se for se aposentar em novembro, [após a aprovação da PEC], vai ter de trabalhar até os 65 anos de idade para ter o benefício integral.

O segundo destaque é o vínculo da idade ao tempo de contribuição, também para trabalhos penosos ou insalubres, como o dos metalúrgicos.

— Se ele começou a trabalhar com 20 anos, após 25 anos de contribuição, terá 45 anos de idade. Mas agora terá de trabalhar até o mínimo de 60 anos como determinará a nova lei. Como é que ele vai esperar 15 anos para se aposentar? Entrará num limbo — disse o senador, na foto com o senador Tasso Jereissati (PSDB), relator da reforma da Previdência no Senado.

Valor das aposentadorias

A terceira proposta de alteração apresentada por Paim trata da média dos salários que serve para estabelecer o valor a ser recebido pelo aposentado.

O texto da PEC considera todos os salários da vida laboral no cálculo da aposentadoria, enquanto a regra atual permite que sejam descartadas as 20% menores contribuições.

— Dependendo o cálculo, ocorrerá uma perda de 10% a até 40% [com a reforma]. O cidadão quando começa a trabalhar ganha menos e esses valores serão somados, abaixando a média salarial.

O chamado “trabalho intermitente” é o alvo do quarto destaque de Paim.

De acordo com a PEC, quem não conseguir completar a quantidade de horas mínimas correspondente ao mês terá de pagar do próprio bolso a diferença da contribuição para ter direito à aposentadoria com o salário mínimo.

Aposentadorias por acidente

O quinto destaque se refere aos casos de aposentadoria por acidente.

O senador lembrou que se um cidadão sofrer, ainda em outubro, um acidente que o incapacite para o trabalho se aposentará com salário integral.

— Mas se sofrer um acidente de carro, um AVC ou infarto em novembro, vai se aposentar com metade do benefício — ressaltou.

O último destaque é sobre o bônus de tempo de 40% de um trabalhador que sai de uma atividade penosa ou insalubre e vai ao regime normal, também chamado de tempo de conversão de atividade penosa em atividade comum.

— Até hoje, se eu trabalho 10 anos em atividade insalubre, ao mudar ganho mais 4 anos de bônus que viram 14 anos [de contribuição]. Se eu tinha 20 anos, viram 28. Com a PEC, o trabalhador não levará mais nada e terá de trabalhar os 40 anos mínimos.

Paim afirmou que, como seus destaques são supressivos sobre o texto da PEC, caso eles sejam aprovados no segundo turno de votação, não será necessário que a proposta retorne à Câmara para nova análise dos deputados.

— Os senadores têm a oportunidade de, com as emendas supressivas, corrigir parte dos prejuízos. Tenho uma grande esperança de diminuir o prejuízo, para que os trabalhadores possam no futuro continuar a se aposentar.

PEC Paralela

O senador lembrou que também é possível avançar na discussão da chamada PEC Paralela (PEC 133/2019), melhorando pontos que foram aprovados na PEC 06.

Segundo ele, é preciso sugerir mudanças que evitem a privatização do sistema previdenciário que se daria se o regime de capitalização for amplamente adotado no Brasil, como pretende o governo.

Paim disse que, dos 30 países que adotaram o regime de capitalização, 20 desistiram.

— Se repetirmos o que ocorreu no Chile, onde os fundos faliram ou aplicaram mal, o aposentado terá graves prejuízos.

Fonte: Carlos Penna Brescianini / Agência Senado

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA VERANEIO NA COLÔNIA DE FÉRIAS

Praia no Balneário Pinhal, onde está localizada a colônia

Praia no Balneário Pinhal, onde está localizada a colônia



Os sócios do Sindivigilantes do Sul já podem se inscrever para as vagas de veraneio na Colônia de Férias do sindicato, localizada na Praia do Magistério, município de Balneário Pinhal. A temporada este ano começa dia 15 de novembro.

O agendamento das reservas, para sete dias, é feito sempre de um mês para outro: em outubro para novembro, de novembro para dezembro, dezembro para janeiro e janeiro para fevereiro.

A estadia dos titulares e dependentes cadastrados no sindicato, até seis pessoas, tem a taxa de R$ 250,00. Pais, sogros, enteados e filhos maiores de 18 anos pagam diárias de R$ 40,00.

Nossa colônia de férias dispõe de 58 apartamentos para receber a categoria confortavelmente, no verão que se aproxima.

Eles estão equipados com cama de casal, beliche, cozinha e banheiro individual com chuveiro elétrico, além de churrasqueira coletiva.

Planeje suas merecidas férias e aproveite esse benefício oferecido pelo Sindivigilantes do Sul aos seus associados e associadas.

Mais informações pelos telefones: (51) 3224-4545 ou 3225-5070.

O BAITA PREJUÍZO DA REFORMA TRABALHISTA PARA OS VIGILANTES 12 x 36

Reforma trabalhista site



Entre os mais prejudicados pela reforma trabalhista estão os vigilantes da escala 12 x 36, ou seja, a maioria.

A Lei 13.467 de 2017, que implantou a reforma, derrubou a Súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Com isso, esses vigilantes perderam o pagamento em dobro dos domingos e feriados, o pagamento da hora noturna prorrogada (hora extra após as 5 horas) e uma hora de intervalo intrajornada. Um baita prejuízo. 

Mas não foi só isso.

Foram modificados ou anulados pela reforma MAIS DE 100 artigos da CLT, com muitas perdas para todos os trabalhadores e trabalhadoras.

Por exemplo, o parcelamento das férias em até três períodos e o fim da obrigatoriedade da homologação das rescisões no sindicato. Isso,  nós conseguimos garantir aos associados, pelo menos, na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Essa reforma teve o apoio total e o voto A FAVOR do presidente Bolsonaro, que era deputado em 2017.  Como se não bastasse, agora, ele quer implantar a reforma da Previdência, que acaba com a nossa aposentadoria especial.

NÓS AVISAMOS a categoria para os prejuízos que teríamos e participamos de todos os protestos contra essa reforma e da Previdência também.

Mas muitos vigilantes duvidaram do nosso alerta. Fomos, inclusive, muito atacados e xingados nas redes sociais porque denunciamos esse assalto ao bolso do trabalhador.

“Nos chamaram de baderneiros ou coisas até piores. E quando estávamos protestando nas ruas, com os outros sindicatos, passavam motoristas nos chamando de vagabundos”, lembra o presidente do sindicato, Loreni Dias.

ESTÁ AÍ O RESULTADO DA REFORMA TRABALHISTA. E AGORA, QUEM TINHA RAZÃO?

Prometeram dois milhões de empregos já em 2018. Cadê os empregos?

Que isso sirva de lição: não se pode confiar NUNCA no empresariado e em quem está do lado dos empresários.

Duvide sempre dos pelegos que atacam seu sindicato e defendem as pautas dos inimigos dos trabalhadores, como a famigerada reforma da Previdência.

Trabalhador precisa ter CONSCIÊNCIA DE CLASSE e apoiar só quem defende a classe trabalhadora. 

Já falamos muito da reforma trabalhista quando tramitou o projeto e nossos advogados explicaram as mudanças da CLT nas assembleias.

Porém, como alguns ainda têm dúvidas, é necessário esse esclarecimento. Para entender melhor, clique no link e leia a explicação deste site jurídico.

https://millenamartins.jusbrasil.com.br/artigos/574656918/reforma-trabalhista-e-a-sumula-n-444-do-tst

Sindivigilantes do Sul – 09/10/2019

 

 

 

 

COMEÇOU A FEIRA DO OUTUBRO ROSA NO SINDICATO

Estão à venda roupas, calçados, perfumes e cosméticos

Estão à venda roupas, calçados, perfumes e cosméticos



omeçou nesta segunda-feira (07) e prossegue até sexta (11) a Feira do Outubro Rosa, promovida pelo Sindivigilantes do Sul e Espáço Butterfly.

Estão à venda várias marcas e modelos de roupas, além de calçados, perfumes e cosméticos.

Ela vai funcionar, todos os dias, desde a abertura do sindicato, às 07h30, até 17h, sem intervalo ao meio-dia.

O pagamento pode ser parcelado em até três vezes para sócios do sindicato, com parcela mínima de R$ 75,00 para roupas e R$ 90,00 para a linha Mary Kay.

DOIS DOS TRÊS SENADORES GAÚCHOS VOTARAM CONTRA OS TRABALHADORES E OS VIGILANTES

Senadores gaúchos Lasier, Paim e Heinze

Senadores gaúchos Lasier, Paim e Heinze



Vigilantes, por 56 votos a 19, em primeiro turno, o Senado aprovou, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, do governo Bolsonaro (PSL), da reforma da Previdência.

Ela acaba com a nossa aposentadoria especial e muda radicalmente as regras das aposentadorias dos trabalhadores e trabalhadoras. Na prática, vai ficar impossível o trabalhador se aposentar nesse país.

Dos três senadores gaúchos, votaram à favor da tal reforma dois deles: Lasier Martins (Podemos) e Luís Carlos Heinze (PP). Apenas o senador Paulo Paim (PT) ficou do nosso lado e votou contra o governo, cumprindo o que tinha prometido.

Tanto na Câmara dos Deputados como no Senado apenas as bancadas dos partidos de esquerda nos defenderam. Os deputados e senadores do PSOL, PC do B, PSB e PT rejeitaram totalmente a reforma que nos prejudica, além da REDE, a maior parte do PDT e mais alguns votos isolados.

Cem por cento dos partidos da direita, que tem maioria, como o PSL de Bolsonaro, PP, DEM, PL, Novo, PSD, além da grande maioria do MDB, PTB e outros menores votaram maciçamente a favor das mudanças nas regras da aposentadoria. Esses partidos nos fuzilaram!

Foi a mesma coisa na reforma trabalhista. Que os vigilantes guardem bem os nomes e as siglas de quem nos apoiou e de quem nos prejudicou. Não esqueçam disso quando forem votar outra vez.

Mas nós não desistimos, ainda temos fôlego para continuar lutando, porque esse governo não terminou o serviço sujo que veio fazer. Tem mais no saco de maldades do presidente da “arminha”.

Que esses acontecimentos sirvam de lição para a categoria. Trabalhador não deve NUNCA apoiar quem está do lado patronal e ataca nossos direitos.

Devemos ter CONSCIÊNCIA DE CLASSE. O nosso lado é o lado da classe trabalhadora, contra o governo, políticos, banqueiros, empresários e os pelegos que se aliaram ao inimigo (tem muitos na categoria).

Por fim, quero cumprimentar a nossa Confederação, a CNTV, do presidente Boaventura, que nunca desistiu e travou uma brava luta para defender a nossa aposentadoria especial. Apresentou emenda, pressionou deputados e senadores, fez tudo que era possível nessa circunstância.

Eu mesmo fui a Brasília percorrer os gabinetes dos deputados gaúchos, com apoio da Confederação, pedindo apoio para os vigilantes, assim como fizeram dirigentes sindicais de outros estados.

Tenho orgulho de dizer que, logo após a nossa eleição, em 2013, nos filiamos à CNTV.

Guerreiros, guerreiras, seja qual for o resultado da segunda votação no Senado, ainda temos muita luta pela frente e precisamos estar unidos e mobilizados, para não virarmos escravos de vez.

A categoria e o sindicato precisam andar juntos, afinal de contas, juntos somos mais fortes.

Um abraço!

Sindivigilantes do Sul – Loreni Dias – Presidente

 

ÚLTIMA ESPERANÇA: SENADORES PAIM E REGUFFE VÃO APRESENTAR DESTAQUE PARA RETIRAR VIGILANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reunião do deputado distrital Chico Vigilante, à esquerda, com  Paim e Reguffe

Reunião do deputado distrital Chico Vigilante, à esquerda, com Paim e Reguffe



A maioria dos senadores votou favorável e a famigerada reforma da Previdência foi aprovada no primeiro turno de votação no Senado, terça-feira (1º). Foram 46 votos a favor e 19 contrários à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, que muda radicalmente as regras das aposentadorias.

Mas precisa haver mais uma rodada de votação. Para o segundo turno, que vai acontecer em uma ou duas semanas, os senadores Paulo Paim (PT) e José Reguffe (Podemos) vão apresentar um destaque retirando os vigilantes da reforma.

Com isso, pretendem garantir a continuidade da aposentadoria especial da nossa categoria e de outras, como os eletricitários, na mesma situação. Na Câmara Federal, onde a reforma já foi aprovada, foi apresentada uma emenda também, com o mesmo objetivo, mas acabou rejeitada pelos deputados.

Devemos ressaltar que, dos três senadores gaúchos, apenas Paim ficou ao lado dos vigilantes e dos trabalhadores. Ele votou contra a reforma do governo Bolsonaro. Mas os outros dois senadores do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Heinze (PP) e Lasier Martins (Podemos) votaram à favor.

No entanto, o governo aliviou a reforma para outras categorias da segurança com regras mais favoráveis. Policiais federais, os policiais legislativos, os policiais civis do Distrito Federal e os agentes penitenciários, poderão se aposentar mais cedo, entre outras vantagens.

Os militares, inclusive, ficaram de fora da tal reforma, ficando tudo como está para eles. Se é boa, porque a reforma não vale para todos?

Veja o relato abaixo do deputado distrital Chico Vigilante, que teve reunião com os dos senadores Paim e Reguffe, quinta-feira à tarde (03):

“Nesta tarde de quinta-feira, estive reunido com os senadores Paulo Paim (PT/RS) e Reguffe (Podemos/DF) para tratar, mais uma vez, da aposentadoria especial dos vigilantes. Estive lá acompanhado do diretor do Sindicato dos Vigilantes e da Confederação Nacional dos Vigilantes, José Maria de Oliveira.

Os dois senadores me informaram que apresentarão um destaque para que sejam removidas do texto da reforma previdenciária, a ser votado em segundo turno, as categorias com periculosidade, como, por exemplo, vigilantes e guardas municipais.

Além de Paim e Reguffe, mantive conversas com outros senadores.

Saí de lá muito confiante e acreditando na possibilidade real de conseguirmos remover a categoria dos vigilantes dessa reforma.

Na próxima terça-feira, 8, retornaremos ao Senado para continuar essa luta que estamos travando em defesa da nossa categoria.

É muito importante que, em cada Estado, os vigilantes procurem abordar os seus senadores para que tomem consciência da necessidade das categorias com adicional de periculosidade serem resguardadas na reforma da previdência.”

*Chico Vigilante*
_Deputado distrital (PT)_

APOSENTADORIA ESPECIAL: NÓS AVISAMOS DO RISCO. NÓS LUTAMOS POR ELA.

Presidente Dias foi a Brasília, entregar documento à bancada gaúcha

Presidente Dias foi a Brasília, entregar documento à bancada gaúcha



Uma boa parte da categoria parece ter acordado, finalmente, para as grandes perdas que vamos ter com a reforma da Previdência, que está para ser votada no Senado.

Mas desde que a reforma foi anunciada pelo governo, nós avisamos do risco dela acabar com a nossa aposentadoria especial, entre várias outras maldades, como:

  • O fim da aposentadoria por tempo de contribuição.
  • Idade mínima para se aposentar de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres).
  • Redução do valor das aposentadorias e pensões.
  • Aposentadoria integral só com 40 anos de contribuição.
  • Fim da aposentadoria especial de diversas categorias, além dos vigilantes. Etc.

Agora, esperamos que os senadores e senadoras não cometam essa injustiça com os vigilantes e os trabalhadores em geral. Nós lutamos, fizemos tudo que estava ao nosso alcance, para defender a nossa aposentadoria.

Fizemos abaixo-assinado, participamos de todas as manifestações contra essa reforma. Fomos às ruas, enfrentamos bombas de gás e balas de borracha da tropa de choque, nos protestos.

O presidente do sindicato, Loreni Dias, foi a Brasília. Visitou todos os gabinetes dos deputados gaúchos com um documento assinado por sete sindicatos do RS, pedindo a manutenção da aposentadoria especial.

A nossa Confederação (CNTV) também fez sua parte, pressionando os deputados e senadores.

Porém, muitos vigilantes não prestaram atenção aos nossos alertas. Muitos até nos criticaram, caíram na ilusão do candidato da arminha, aquele que disse que os trabalhadores têm direitos demais.

Agora está aí: tudo o que nós avisamos está acontecendo, com grandes prejuízos para a categoria.

No entanto, o governo beneficiou com regras mais favoráveis os policiais federais, os policiais legislativos, os policiais civis do Distrito Federal e os agentes penitenciários. Os militares, inclusive, ficaram de fora da tal reforma.

Se ela é mesmo boa como dizem, porque não vale pra todo mundo?

Isso acontece porque temos um governo que veio para favorecer os ricos, os empresários e os banqueiros. Para os trabalhadores, é só facada no bolso.

Mas o trabalhador, já tão sacrificado, não pode carregar a conta da crise nas costas.

Que paguem pela crise os ricaços, os banqueiros, os grandes empresários, os grandes sonegadores, que só para o INSS devem mais de R$ 450 bilhões. Trabalhador não sonega, é descontado na fonte.

REFORMA TRABALHISTA

Nós também avisamos que a reforma trabalhista traria grandes prejuízos aos vigilantes, como o fim do pagamento dos feriados na escala 12 x 36.

Prometeram 2 milhões de empregos só no primeiro ano. Cadê os empregos?

Todas essas mudanças, inclusive os ataques aos sindicatos, só têm como objetivo facilitar ainda mais a EXPLORAÇÃO dos trabalhadores.

Ao denunciarmos tudo isso, fomos xingados pelos pelegos e por colegas ingênuos, que duvidaram dos nossos alertas. Foram usados para atacar o sindicato.

Fizeram até boicote contra a cota de solidariedade sindical (apenas 21 reais), que é fundamental para manter o sindicato de portas abertas.

Ora, sem a cota o sindicato FECHA. E aí, quem vai te defender diante dos patrões se não tiver sindicato? Quem vai lutar por teus direitos? Te liga!

CARTEIRA VERDE-AMARELA

Mas o enredo não terminou. Preparem-se, porque o governo também quer implantar a Carteira Verde-Amarela.

Com ela, se for mesmo implementada, o trabalhador vai ter que abrir mão de mais direitos para ter emprego.

O sindicato não está aqui para enganar ninguém. Nossa obrigação é alertar, falar a verdade e lutar pelos trabalhadores.

Vamos denunciar e enfrentar SEMPRE quem ameaça a sobrevivência dos vigilantes.

Para não virar escrava, a categoria precisa ter mais consciência de classe, pois somos todos trabalhadores. Temos que unir as nossas forças e defender os nossos direitos, porque juntos somos fortes!

Um abraço!

Sindivigilantes do Sul – Loreni Dias (Presidente)

 

VOTAÇÃO NO SENADO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA FICOU PARA SEMANA QUE VEM

Plenário do Senado, onde acontecerá a votação em dois turnos

Plenário do Senado, onde acontecerá a votação em dois turnos



Ficou para terça-feira da semana que vem (1º) a votação da Reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário do Senado, em primeiro turno.

O governo quer liquidar o assunto – e, na prática, com as aposentadorias – até 10 de outubro, a data agendada para a votação em segundo turno no plenário.

Um atrito entre o governo e os senadores provocou o adiamento.

A Polícia Federal pediu e o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um mandado de busca e apreensão no gabinete do líder do próprio governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Em retaliação, os senadores abandonaram a pauta da reforma da Previdência e foram tratar de outros assuntos. Mas já houve um acordo para a votação na próxima semana.

Assim, o movimento sindical e os trabalhadores e trabalhadoras ganharam mais tempo para pressionar os senadores.

Lembramos que a reforma prevê, entre outras maldades:

  1. Fim da aposentadoria por tempo de contribuição.
  2. Idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para poder se aposentar.
  3. Período de transição para novas regras de apenas 2 anos.
  4. Redução do valor das novas aposentadorias e pensões.
  5. Fim da aposentadoria especial de diversas categorias.

No Rio Grande do Sul, apenas o senador Paulo Paim (PT) garantiu seu voto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019).

Os senadores Lasier Martins (Podemos) e Luiz Carlos Heinze (PP) são favoráveis.

Quem se encontrar com algum deles, manifeste seu descontentamento e exija que mudem o voto.